| Subject: Re: Seminário: Web Quest |
Author:
Marcos Manso
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Date Posted: 05:52:11 02/12/03 Wed
In reply to:
Cibele e Miriam
's message, "Seminário: Web Quest" on 09:47:31 02/09/03 Sun
Cara Cibele e Míriam (professora e demais colegas),
Primeiro gostaria de parabenizá-las pela escolha do assunto e pela vasta e instigante “Webliografia” fornecida. Os projetos de pesquisa e trabalho via Internet são realmente de altíssimo valor no que tange “a valorizar a participação do educando e do educador no processo ensino-aprendizagem” em busca de uma autonomia cada vez mais crescente. Contudo, e apesar de cada vez estar mais interessado e engajado no assunto, não vejo estes projetos como derradeira solução para os problemas de envolvimento do aprendiz em sala de aula, por exemplo. Apesar de fantásticos, creio que ao mesmo tempo devemos estar criando projetos assim mas que não dependam tão somente de acesso a um computador ou internet (não me interprete mal, poi veja que eu particularmente adoro esta idéia). Talvez até eles se tornem “the ultimate tool” na aprendizagem de uma língua ou uma determinada disciplina ou mesmo qualquer tema.
Acho interessante pensar que o grande diferencial desses tipos de projetos é por exatamente eles refletirem o processo autônomo de aprendizagem. Ao mesmo tempo, mesmo em sala de aula ou ambientes semelhantes, pode-se desenvolver projetos que valorizem a participação ativa do aluno/aprendiz e o coloque como co-responsável pela elaboração e desenvolvimento desses projetos. Num ambiente “webiano” (ou melhor, virtual) essa autonomia é particularmente facilitada em função do ambiente e elementos envolvidos. Tanto aqui como lá, em sala de aula ou diante da tela, o aluno deve ser confrontado com situações e problemas de modo a refletir sobre eles e tomar decisões em relação a eles.
Em relação ao interessante texto de Rodrigo Mueller, achei meio confuso e um pouco questionável a (condensação) do processo do conhecimento em três estágios feita por Larsen (2000). Creio que o conhecimento dos professores podem ser tanto implícito quanto explicito. Também penso que a apresentação ou transferência desse conhecimento aos alunos, bem como a sua transformação gerando o próprio conhecimento do aluno também pode se dar de forma implícita ou explícita, na verdade mais explícita do que implícita. O único problema nesse caso é quando o professor retém mais conhecimento do que o necessário, ou, ainda mais importante, quando ele não estimula os alunos a eles próprios buscarem e desenvolverem esse conhecimento, mesmo ainda em sala de aula.
É isso por enquanto, o que acha?
Marcos Manso
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