| Subject: Re: Seminário: Web Quest |
Author:
Cibele Braga
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Date Posted: 12:46:53 02/12/03 Wed
In reply to:
Marcos Manso
's message, "Re: Seminário: Web Quest" on 05:52:11 02/12/03 Wed
Marcos,
Muito obrigada por estar participando do seminário.
>
>Primeiro gostaria de parabenizá-las pela escolha do
>assunto e pela vasta e instigante “Webliografia”
>fornecida. Os projetos de pesquisa e trabalho via
>Internet são realmente de altíssimo valor no que tange
>“a valorizar a participação do educando e do educador
>no processo ensino-aprendizagem” em busca de uma
>autonomia cada vez mais crescente. Contudo, e apesar
>de cada vez estar mais interessado e engajado no
>assunto, não vejo estes projetos como derradeira
>solução para os problemas de envolvimento do aprendiz
>em sala de aula, por exemplo. Apesar de fantásticos,
>creio que ao mesmo tempo devemos estar criando
>projetos assim mas que não dependam tão somente de
>acesso a um computador ou internet (não me interprete
>mal, poi veja que eu particularmente adoro esta
>idéia). Talvez até eles se tornem “the ultimate tool”
>na aprendizagem de uma língua ou uma determinada
>disciplina ou mesmo qualquer tema.
Concordo com você quando diz que WebQuests não são a derradeira solução dos problemas de envolvimento do aprendiz em sala de aula. O cerne da questão, na minha opinião, é a Motivação do aprendiz para que ele venha a se envolver a tal ponto que sua aprendizagem seja garantida.O que leva o aprendiz a se envolver? Todos nós somos aprendizes e, portanto, creio que podemos dizer que somente ficamos motivados quando o conteúdo/tema de algum projeto nos toca de alguma forma. Conceitos abstratos e muito teóricos ficam de difícil assimilação quando não os relacionamos com nossas vivências, nossas experiências sociais. Portanto, questões relevantes para o grupo, certamente geram aprendizagem.
>
>Acho interessante pensar que o grande diferencial
>desses tipos de projetos é por exatamente eles
>refletirem o processo autônomo de aprendizagem. Ao
>mesmo tempo, mesmo em sala de aula ou ambientes
>semelhantes, pode-se desenvolver projetos que
>valorizem a participação ativa do aluno/aprendiz e o
>coloque como co-responsável pela elaboração e
>desenvolvimento desses projetos. Num ambiente
>“webiano” (ou melhor, virtual) essa autonomia é
>particularmente facilitada em função do ambiente e
>elementos envolvidos. Tanto aqui como lá, em sala de
>aula ou diante da tela, o aluno deve ser confrontado
>com situações e problemas de modo a refletir sobre
>eles e tomar decisões em relação a eles.
Talvez a escolha de um dentre alguns temas pré-selecionados pelo professor possa motivar o aprendiz a "mergulhar de cabeça" no projeto, fazendo-o refletir e participar mais ativamente, tornando-se capaz de identificar com mais clareza seus processos cognitivos. O professor, para tanto, deveria conhecer o grupo e o conteúdo disciplinar profundamente, para levantar possibilidades criativas, interessantes, proporcionando a todos o prazer da participação.
>
>Em relação ao interessante texto de Rodrigo Mueller,
>achei meio confuso e um pouco questionável a
>(condensação) do processo do conhecimento em três
>estágios feita por Larsen (2000). Creio que o
>conhecimento dos professores podem ser tanto implícito
>quanto explicito. Também penso que a apresentação ou
>transferência desse conhecimento aos alunos, bem como
>a sua transformação gerando o próprio conhecimento do
>aluno também pode se dar de forma implícita ou
>explícita, na verdade mais explícita do que implícita.
>O único problema nesse caso é quando o professor retém
>mais conhecimento do que o necessário, ou, ainda mais
>importante, quando ele não estimula os alunos a eles
>próprios buscarem e desenvolverem esse conhecimento,
>mesmo ainda em sala de aula.
Acredito que nós, professores, estamos sendo preparados, treinados, para estimular a autonomia de nossos aprendizes, orientando e facilitando o saber e a consciência crítica de cada um deles. Mas, ainda estamos sendo preparados. Há um longo processo a ser percorrido nesse sentido e o Brasil é um país imenso...
Um grande abraço,
Cibele
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