| Subject: Re: Seminário: Web Quest |
Author:
Maristela
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Date Posted: 06:56:25 02/14/03 Fri
In reply to:
Cibele e Miriam
's message, "Seminário: Web Quest" on 09:47:31 02/09/03 Sun
QUESTÕES 1, 2, 5: autonomia, ciberespaço e papel do professor na web quest.
WebQuest é um termo usado para o desenvolvimento da atividade de pesquisa dos aprendizes, orientada por um professor, (segundo Dodge, p. 1), sendo on line, colaborativa, realizada em grupo, interdisciplinar ou não. Esse objetivo de desenvolver uma atividade em grupo colaborativa para/no ambiente virtual (webquest) é bastante coerente com as noções discutidas sobre autonomia, sendo que, em ambos, a cooperação/colaboração é fundamental, e o professor é o facilitador do processo de aprendizagem.
A autonomia do aprendiz é necessária a fim de ele co-construir seu conhecimento e essa é desenvolvida gradativamente no contínuo aprendiz menos a mais autônomo, em processos de colaboração entre os participantes. Sugere-se que se trabalhe com webquest curtas (1 a 3 aulas) para, a partir daí, passar a desenvolver investigações (atividades) mais longas (1 a 4 semanas), ou seja, a co-construção do conhecimento é um processo em andamento. Acredito que as webquests podem durar mais do que quatro semanas e podem se tornar um projeto bem mais longitudinal, dependendo dos objetivos, contextos,.... (Quando ela tem a duração de mais de quatro semanas, há na área de CALL outro nome para ela? Acredito que a webquest torna-se, num projeto longitudinal, project-work). Sugere-se, ainda, que se inicie com webquest em uma disciplina, para, após, desenvolver um trabalho interdisciplinar, já que esse segundo sugere mais experiência na área.
A autonomia pode ser desenvolvida por professores e aprendizes através do desenvolvimento/realização de webquests curtas sendo que, gradativamente, o desenvolvimento de outras webquests vão sendo de mais longa duração (1 a 4 semanas).
Para que o processo de autonomia e co-construção de conhecimento aconteçam no trabalhado com webquest, é necessário que professor(es) e alunos se familiarizem com o uso da internet, primeiramente. Além disso, é necessário buscar suporte teórico para a pergunta, hipótese, tarefa a ser desenvolvida, bem como desenvolver os passos de realização da atividade (plano de estudo/mini-projeto/projeto) Feito isso, o trabalho de investigação, tentativa de solução da atividade proposta, continua sendo desenvolvido em grupo, sendo que os resultados podem ser divulgados no ambiente virtual ou outro local.
A partir do proposto, percebe-se que o trabalho inicia em grupo para que haja maior suporte (cooperação e colaboração) entre aluno(s) e professor(es) e, para se propiciar a estes, cada vez mais, uma maior reflexão e ação e, portanto, maior autoconsciência. Logo, parte-se de um trabalho em grupo para que o aprendiz possa “administrar”, cada vez mais, sua auto-aprendizagem e, portanto, sua auto-regulação, seu ritmo de estudo/aprendizagem. Essa auto-regulação nos remete à noção a autopoiése, ou seja, auto-organização (busca de equilíbrio, surgimento de novas variáveis/objetivos.., interconexidade não linear) e auto-criação (auto-limitação, autogeração e auto-perturbação ).
Aqui, destaca-se Pretti (citado em Muller, p. 1)
“Autonomia, autoformação, autoaprendizagem aprendizagem aberta, aprender a aprender, autoregulação, autopoiésis, etc terminologias diferentes que remetem a concepções e práticas diferenciadas, mas que têm em comum recolocar o aprendiz como sujeito, ator, e condutor de seu processo de formação, apropriação, reelaboração e construção de conhecimentos.”
Portanto,“[a]s students complete more webquests they will become increasingly aware that their individual work has a direct impact of the intelligence of their group’s final product. ( March, p. 4).
Como no ciberespaço, há uma grande biblioteca virtual, na qual um texto leva a outro(s) texto(s) (hipertexto), esse trabalho colaborativo propicia uma co-construção de conhecimento, já que pode haver reflexão e ação e, portanto, uma maior autonomia. Essa multiplicidade de informações do ciberespaço, uma “esbarrando” em várias múltiplas outras, é uma característica da rede e é um estímulo à livre experimentação e criação do aprendiz.
QUESTÕES 3 e 4:Passos de uma WebQuest; WebQuest e CRC na realidade profissional
Os alunos trabalham em grupos pequenos (no máximo 3) para tentar resolver um problema, responder uma pergunta, testar uma hipótese, resolver uma atividade em conjunto (webquest). A atividade pode ser de uma ou mais disciplina e a duração será de 3 aulas.
No inicio, essa será realizada em uma disciplina e os alunos irão investigar um tópico de relevância para eles e esse deve ser um dos tópicos relacionados ao conteúdos da mencionada disciplina.
Os alunos definem o objeto (atividade) de investigação, estudo, e buscam suporte teórico on line sobre o tema escolhido. (familiarizando com o assunto)
Os alunos projetam os passos de realização da webquest e desenvolve-o cooperativamente, sempre ajustando o que for necessário;
Os alunos dividem seus conhecimentos adquiridos, divulgando o projeto (tarefa) inicialmente com os demais alunos do ambiente educacional e depois, na Internet.. Essa divulgação oral e escrita deve ser na língua estrangeira. Inicia-se com webquest curtas, para, a partir de então, desenvolver, gradativamente, webquest mais longas.
Pode-se dizer que web quest e create-relate-donate (CRC) são termos semelhantes, já que elas enfatizam realização/desenvolvimento de projetos (tarefas) cooperativas, a fim de propiciar ao aprendiz usar bem seu tempo, focar/estudar uma informação, propicia o pensamento crítico e a avaliação e, portanto a co-construção do conhecimento e a autonomia o aprendiz. Por CRC, destaca-se que é “Relate: 1) work in colaborative teams, 2) Create develop ambitious projects; 3) Donate: produce results that are meaningful to someone outside the classroom” (Shneiderman, 1998, p. 2). Mas, parece-me que webquest é um termo usado para um projeto de mais curta duração (até um mês) e CRC é um termo usado para projeto mais longitudinal, já que há que há o “Create” que é “ambitious projects”.
Sugere-se, então, baseada nas leituras que no desenvolvimento da primeira (e/ou segunda) webquest curta, os aprendizes a desenvolvam e que a palavra “projeto” não seja destacada (mas evitada) e que use o termo “passos” para a realização dessa, a fim de não assustar o aluno. Logo, é uma cautela que pode funcionar, pois o aluno irá trabalhar com uma atividade investigativa-reflexiva-crítica e colaborativa, vai perceber que consegue, e isso pode motivá-lo. A partir da 2a (ou 3ª) webquest curta, pode-se usar a palavra project e, a partir daí, incrementar o desenvolvimento de webquests (project work) que sejam, cada vez mais, válidas e confiantes.
Um abraço.
Maristela
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