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Date Posted: 15:45:04 07/26/03 Sat
Author: Pedro
Subject: Re: Tarefa 12 - Lakoff e Turner
In reply to: Maura 's message, "Re: Tarefa 12 - Lakoff e Turner" on 20:56:30 07/24/03 Thu

Maura, Prof.a Vera e colegas,

Acho que o conceito de metáfora foi redefinido, foi alargado. E, em razão disso, me/lhe(s) pergunto: tornando-o tão amplo, não se tornou também pouco útil, senão inútil, para o que têm objetivo que os autores tinham em mente? Em que pese ser plausível a hipótese de que a mente seja incarnada, isto é, que tenha condicinamentos físicos e sócio-culturais, e que a muitas expressões lingüisticas carregem um componente figurativo/metafórico do qual não temos mais consciência, as evidências mostradas não são suficentes para se concluir que os conceitos abstratos (teríamos de verificar se essa expressão, conceitos abstratos, não é pleonástica, redundante)são fundamentalmente metafóricos. O que se mostrou é que gradativamente - e talvez cumulativamente- se foi construindo um conjunto de metáforas, que depois foram sistematizadas sob um determinado conceito, e ganharam autonomia em termos de formar um domínio semântico de metaforas. E uma vez fixado socialmente esse conceito - que se expressa na linguagem oral e escrita, pois nao há conteúdo sem forma, nem foram sem conteúdos - é possivel ampliar esse campo, esse domínio, com novas- e, por vezes, confitantes - metáforas. A tese de que o processo metafórico usado no linguajar comum seja da mesma natureza da dos poetas e escritores, também não prova absolutamente que o processo cognitivo humano seja (fundamentalmente) metafórico. Se as pessoas coumns, sem um treinamento específico, conseguem enteneder (tod)as as metáforas dos poetas e escritores, isso deveria ser objeto de pesquisa. Pergunte a uma pessoa comum, bem simples, o que pesa mais, um quilo de chumbo ou um quilo de algodão. Pergunte se para ir de Contagem para Betim é mais perto ir de ônibus ou a pé. Encontraremos estatísticas interessantes a respeito disso. Pergunte se ouviram a notícia do urubu que entrou na turbina de um avião: muitos vão lhe perguntar porque não deixaram o urubu lá, porque tiveram de voltar com o avião para o aeroporto, por que não tiraram o urubu no aeroporto para onde iam. A cognição humana não dispensa a metáfora, mas não há evidências de ter nela seu elemento estruturante.
Um abraço, Pedro

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