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Date Posted: 07:12:43 07/27/03 Sun
Author: Pedro
Subject: Re: Tarefa 12: to fall in love (amar é coisa ruim?)"
In reply to: Vera Menezes 's message, "Tarefa 12" on 20:08:26 07/21/03 Mon

Prof.a Vera e caros colegas,

Embora meu inglês não seja grande coisa, arrisco fazer uma incursão em uma de suas expressões metafóricas. To fall in love. Se o campo semântico de amar pode ser hegemonizado pela metáfora VIAJAR, amor é viagem, AMAR É VIAJAR, to fall in love, apaixonar, é sair da estrada e descer morro abaixo, amor é coisa para baixo, amor é ruim? Como coadunar essa metáfora to fall in love com as metáforas direcionais (estruturantes da compreensão humana, dada nossa conformaçào física de "homo erectus", segundo os autores),ou amor pode ser e não ser sentimento positivo, sentimento "para cima"?

Esse sentido de amar como sofrimento, está também no nosso bom português "apaixonar", paixão=sofrimento? Uma metáfora morta como em to fall in love? Reminiscência de "flechado e abatido por Cupido"? Amar é enloquecer-se ao ponto de ter de arrastar-se, ficar de joelhos, implorar?Assim queda e loucura, conceitos abstratos que têm conotação negativa expressariam adequadamente o sentimento do amor? Ou seria do desejo? Quando se usam metáforas para falar do amor não estão sendo usadas metáforas para falar do desejo, que também é um conceito (portanto, abstrato), exatamente porque o desejo, durante séculos reprimido e estigmatizado, precisa de um eufemismo para escapar da censura, expresssa ou introjetada?

Se, usando-se metáforas, se pode dizer A ou B, mesmo se A e B signifiquem conteúdos contrários, na dependência do que a metáfora queira significar para quem a usa e do contexto sócio-cultural em que ela é usada, isso quer dizer que a metáfora conduz a ambigüidades que só uma boa explicação, através de conceitos prórios, se podem desfazer? As metáforas acabam precisando de conceitos não- metafóricos para clareá-las? Se isso é plausível, qual papel acaba tendo a metáfora no processo cognitivo? Tem um certo papel, não desprezível, mas que não seria necessariamente o de estruturar a cognição humana? A teoria da cogniçào humana acaba sendo remetida para o campo da filosofia, mesmo que seja a do pragmatismo, que Lakoff acaba ratificando?

Um abraço, e bom domingo. Fora de casa e fora de mim há nuvens, mas não faz frio, aos poucos a luz do sol vai-se impondo, vai prevalecendo.
Pedro

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