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Date Posted: 09:12:13 07/29/03 Tue
Author: Maria Célia
Subject: Re: Semana 13 "Galo por um dia..."
In reply to: Vera Menezes 's message, "Semana 13" on 17:56:35 07/28/03 Mon

Colegas,
Para realizar a tarefa dessa semana, voltei a algumas matérias sobre a Guerra do Iraque (Isto é) e busquei reportagens de antes do ataque do EUA, durante a Guerra e depois do seu “fim”.
Através da mídia, acompanhamos a preparação para a invasão. Podemos fazer a correspondência dos fatos com o “Conto de fadas da guerra justa”: as justificativas do presidente George W. Bush e de seus seguidores – que identificaram o vilão, Saddam; e apresentaram o enredo – o vilão é cruel com o povo inocente (vítimas), o herói (EUA) deve eliminar o vilão, libertar as vítimas e receber o reconhecimento de todos (dos iraquianos e do resto do mundo).
A reportagem intitulada “As ruas dizem não” (N.1743, 20/02/03, pp.62-65) trata das manifestações de pacifistas, principalmente europeus, além de grande número de manifestantes ‘estadounidenses’ (prefiro o gentílico espanhol para quem vive nos EUA) “que atrasam os planos do presidente ‘americano’ George W. Bush de ataque imediato ao Iraque”. A opinião pública não aceitava a invasão. Assim, o presidente adiou o ataque, uma vez que a guerra deve ser analisada em termos de custo-benefício político – e o momento político não era propício. Seria necessário encontrar formas de convencimento.
“Em nome de Bush” (N.1747, 26/03, pp. 26-31) relata o início da invasão: “Houve uma tentativa de acertar o ditador Saddam Hussein com três dúzias de mísseis (...) . Esperava-se com isso “decapitar a liderança” iraquiana e ganhar uma guerra...”. Aqui temos o uso da metáfora o ESTADO COMO PESSOA, na qual a personificação do Iraque é Saddam (e dos EUA, Bush). “Estamos procurando ferir o regime naquilo que ele considera mais importante. Estes bombardeios foram exaustivamente planejados para salvaguardar alvos civis (secretário de defesa Donald Rumsfeld)”; o discurso foi totalmente diferente do resultado: a maioria das vítimas dessa guerra foram civis, inclusive crianças.
Somando isso ao que vem nas reportagens sobre o fim da guerra, “Fim de reinado” (N.1750, 16/04/03, pp.82-87) – “Colapso do regime de Saddam deixa rastro de caos, saques e focos de resistência. Agora os EUA têm a tarefa de reconstruir um país destroçado” - e “A marca humana”(idem, pp.88-91) – “Invasão das tropas anglo-americanas provoca carnificina, destruição e caos generalizado na distribuição de remédios e alimentos”, não é possível pensar na guerra sem levar em conta a sua dimensão moral, a GUERRA É CRIME VIOLENTO: ASSASSINATO, ASSALTO, SEQÜESTRO, INCÊNDIO PREMEDITADO, ESTUPRO E ROUBO.
Também é muito interessante o que Lakoff apresenta sobre a questão de ponto de vista – NÓS/ELES. Os representantes dos EUA se achavam heróis, tanto que, quando seus soldados eram atingidos, diziam que foram vítimas de ataques cruéis dos iraquianos (se estavam numa guerra, se eles invadiram o território dos outros, queriam ser bem recebidos? É o cúmulo!) e que vêem (até hoje) nos iraquianos o alvo a ser destruído – não os vêem como pessoas. Já para os iraquianos, o herói era Saddam e eles eram vítimas dos EUA, o invasor.
Uma outra coisa que me chamou a atenção nessa guerra foi o fato de o ministro da informação iraquiano dizer que os soldados anglo-americanos teriam uma surpresa quando chegassem a Bagdá (deixava subentendido que eles tinham algum poder de fogo não revelado, que poderiam destruir o inimigo). E era um blefe. Mas, naquele momento ele se mostrava forte, não tremia frente a chegada do invasor – podemos dizer que ele “foi galo durante um curto período de tempo”.
E, para finalizar, os EUA venceram a guerra. Mas o que essa vitória lhes trouxe? Ocuparam o país, mas seus soldados continuam sendo atacados em doses homeopáticas. Será que o cálculo de custo/benefício valeu o sacrifício? Os ganhos foram maiores que as perdas, principalmente de vidas de ambos os lados?
Um abraço,
Célia.

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Replies:

  • Re: Semana 13 -- Sandra C. Gardellari, 12:55:53 07/29/03 Tue
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