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Date Posted: 20:34:56 07/29/03 Tue
Author: Maura
Subject: Re: Semana 13
In reply to: Vera Menezes 's message, "Semana 13" on 17:56:35 07/28/03 Mon

Olá Vera e colegas,

Percebo muitos pontos comuns entre ambas as guerras, a começar pelo discurso do presidente Bush e do ministro Tony Blair para convencer os americanos a apoiarem a guerra.
Na guerra contra o Iraque os sistemas metafóricos centrais usados no raciocínio sobre a guerra são :
1.O sistema estado-como-pessoa: Os Estados Unidos são conceptualizados em termos de uma pessoa, engajada nas relações sociais, dentro de uma comunidade mundial. O episódio de 11 de setembro de (...) desencadeou no povo norte-americano em geral, particularmente no Pentágono, uma evidência de vulnerabilidade e um sentido de impotência ante o inimigo desconhecido. Por falta de elementos comprobatórios quanto a autoria do atentado, o governo norte-americano não sabia contra quem justiçar. George Bush se viu desmoralizado em um ano pré-eleitoral. Urgia, na impossibilidade de comprovar, conjecturar. Um golpe daquela intensidade requeria um contra-ataque.

2. “Força para um estado é força militar”: a explicação de Lakoff sobre esse sistema vale também para a guerra contra o Iraque , país considerado pelos Estados Unidos como “uma criança retardada/ uma nação atrasada”.

3. “Racionalidade é a maximização do interesse próprio (egoísmo)”: aqui também as explicações de Lakoff valem para a guerra contra o Iraque . Os Estados Unidos-como-pessoa que tem interesse em se manter tão forte e saudável quanto possível , ou seja, sendo um estado racional empenha-se em aumentar a riqueza e o poder militar. Neste cenário surge o malfeitor , o inimigo primeiro dos EUA no plano terrorista (no sociológico talvez ainda seja a remanescência de Cuba) era Osama Bin Laden. Logo, conclui-se pelo alvo antes mesmo de obter evidências: Bin Laden é a personificação do mal, da organização terrorista, do anti-americanismo. Mesmo que ele não haja planejado e executado o atentado era capaz de o praticar. No mínimo se regozija com ele. “A wrongdoer incurs a debt, and he must be made to pay (...) War in this metaphor is a figth between two people, a form of hand-to-hand combat.” “The most common discourse form in the West where there is combat to sette moral accounts is the classic fairy tale. When people are replaced by states in such a fairy tale, what results is a scenario fora a just war.”

4. “O conto de fada da guerra justa”: Se não é certo que será uma vingança contra o responsável, no mínimo é uma desforra sobre um comparsa; é, por assim dizer, um extravasamento. O massacre impingido ao Afeganistão não assegura o extermínio de Bin Laden. O inimigo é invisível, oculta-se nos subterrâneos. Não sendo possível capturar o rato, altera-se o bode expiatório: Saddam Hussein é inimigo declarado e vive em palácios. Os escombros das torres serão cobrados de maneira que não ficará pedra sobre pedra nos palácios. Viva a Páscoa, abaixo o Ramadã. Viva o Cristianismo, fora o Islamismo. Os cristãos foram pejados de feiticeiros e incendiários perante os romanos desabrigados, os huguenotes estigmatizados de hereges antes os contra-reformistas, os cruzados julgavam defender a causa de Deus; logo, a guerra está apenas iniciando pois o Oriente Médio já mostrou a que vieram os grupos radicais e não se pode imaginar do que serão capazes. Viva o nacionalismo americano, a polícia do mundo, os super-homens que ceifarão o terrorismo, segarão até a raiz o mal do Hamas e dos xiitas Bush e Blair, os tipos arianos não pouparão esforços alheios, nem armamentos, nem orçamentos enquanto não extirparem a árvore daninha: Iraque, Afeganistão, Coréia do Norte e quantos mais encontrem nos mapas que não se alinhem com a Beleza Americana.
5. A “metonímia governo-por-estado”; “o governo representa o estado”: “Buch invadiu o Iraque para derrubar Sadam Hussein.” “Os filho de Sadam Hussein...”

Bem, pessoal , somente na quinta-feira poderei voltar ao fórum. Gostaria de discutir com vocês os aspectos “encobertos” pelas metáforas que tentei relacionar . Na minha opinião, alguns aspectos são coincidentes com aqueles analisados por Lakoff. O que vocês acham?
Um abraço a todos,
Maura

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