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Date Posted: 13:13:56 07/09/03 Wed
Author: Maria Raquel Bambirra
Subject: Re: Semana 10 - O mundo de truman - verdades absolutas?
In reply to: maura 's message, "Re: Semana 10 - O mundo de truman - verdades absolutas?" on 21:44:29 07/08/03 Tue

Oi, Maura!

Como você tão bem disse à Célia, expressões tipo essas que você citou como integrantes do acervo discursivo daqueles que detem alguma forma de poder (ou não, na minha opinião), tipo: "Você não tem razão...", ou o contrário: "Você está coberta de razão!", segundo meu entender somente podem ser analizadas como integrantes de uma visão objetivista ou subjetivista da realidade, se contextualizadas! Da forma como você as citou, pra mim não prestam-se a nenhuma classificação. Vai depender da referência que se tem para julgá-las. E essa referência é explicitada ou inferida pelo contexto.

Exemplo: Se você Maura me conta uma estória e diz num dado momento: "Ai, Raquel, fulano perdeu a razão!" Bom, neste contexto, a referência é você. Seu conceito de ser racional e como se deve agir. Então eu diria que perder a razão neste contexto é uma expressão usada sob uma ótica subjetivista.

Agora, se você me aparece com uma pesquisa científica extensa, que acaba por concluir que 99% das pessoas que ingerem certa substância em qualquer época da vida morrem de uma certa doença antes de completar 80 anos, por exemplo, então eu vou concluir que você tem razão de não querer que seus filhos conheçam sequer a tal substância. E aí, neste contexto de nossa conversa, ter razão está isento de qualquer julgamento, está baseado em uma constatação objetiva, científica, racional da realidade, portanto é objetivista.

E, desculpe-me, mas não acho que ser subjetivo é ser alienado. Mesmo que se tenha a realidade objetiva como referencial. Pra mim ser subjetivo é somente uma questão de abordagem, forma de se posicionar no mundo em determinada circunstância. Questão mais até de personalidade do que de opção consciente.

Minha fala baseia-se no que Lakoff e Johnson escreveram com relação às limitações dos modelos objetivistas para explicar nossa realidade ou a forma como a compreendemos, dentro do texto escrito sob o título: Modelos objetivistas fora da filosofia objetivista, nas páginas de 220 a 222, do capítulo 27 do livro em inglês. Para quem tem a versão em português está muito fácil de achar o trecho a que me refiro, porque ele é introduzido por um sub-título: Resumindo, dentro do título maior que citei logo acima, e encontra-se no final do capítulo 27.

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