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Date Posted: 20:30:00 07/16/03 Wed
Author: Adriana Simões
Subject: A morte em Affonso Romano de Sant' Anna

Professora Vera e colegas,

Amanhã pretendo trazer novos poemas e novas metáforas, mas começando pela mesma morte analisada pelos autores do texto da semana...

Cito Affonso Romano de Sant' Anna (O lado esquerdo do meu peito)...

"TARDES

(...)

Deus botou essas tardes na minha frente
Para me ferir,
Me extasiar.
Àas vezes me distraio. Deus insiste: põe
As tardes de novo em minha frente
Para que eu aprenda a morrer."

Encantou-me essa idéia de "aprender a morrer" a partir do observar diariamente o entardecer...
Ai está um lindo exemplo da metáfora A LIFETIME IS A DAY.

"VIAJANDO

Antes a sensação era esta:
O trem passava, passava
Levando outros
Numa estranha direção
E eu, desatento,
Fingia não ver o tem
E brincava na estação.

Agora é esta a sensação:
Estou no trem
Que passa rápido demais
E da janela espio os desatentos brincando
Como se não fossem embarcar jamais
E, no entanto, vão."

Neste poema percebemos claramente duas das metáforas discutidas por Lakoff e Turner: DETH IS GOIN TO A FINAL DESTINATION e LIFE IS A JOURNEY . O próprio título escolhido pelo autor aponta para estas metáforas.

Outro poema de Affonso Romano de Sant' Anna também chamou minha atenção. Entretanto, não consigo identificar claramente qual a metáfora utilizada...

"CONHECENDO A MORTE

Estou conhecendo a morte de dois modos,
Sempre aos supetões.
De manhã, no espelho, seus arranhões.
À tarde, aos arrancos, soluçando
Diante dos caixões."

Não percebo metáfora na maneira de conhecer a morte descrita nos dois últimos versos: "soluçando diante dos caixões." Apenas a descrição de uma cena comum: o choro diante do caixão.

Quanto à primeira maneira descrita: "De manhã, no espelho, seus arranhões".... Sim, há a referência ao passar dos dias, mas daí dizer que identifiquei a metáfora.... Mas claro que a morte não arranha.. Deve ter uma metáfora aqui...

Um abraço,

Adriana

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