Se os partidos da oposição foram unânimes a pedir a dissolução é porque não receavam a mudança de humor do eleitorado.
Se ambas as soluções – dissolução da AR ou não – eram constitucionalmente correctas, em caso de dúvida, dava-se a palavra ao povo que era o modo democrático de desfazer este nó cego.
Ora não tendo o PR tomado esta posição é porque não teve dúvidas. É porque entendeu que a coligação de direita merecia acabar o que tinha começado, apesar de o povo entretanto ter mostrado a sua desaprovação (nas europeias) bem como a oposição.
Isto é, o PR escolheu manter a direita no poder. A oposição só pedia para ser o povo a decidir quem é que devia ficar no poder.
E escolhendo como escolheu o PR foi “amigo” da direita e esteve-se marimbando para a oposição e para a vontade popular.
É o meu entendimento. Felizmente não tive que votar nele, mas compreendo o desgosto dos seus eleitores e dos seus amigos. E o amigo mais antigo que com ele fundou o M.E.S., o Ferro, até se demitiu! E a Ana Gomes, amiga de casa, disse o que disse, no fundo que se sentia traída.