| Subject: Re: Reformistas da III República ou o DESESPERADO |
Author:
Luis Blanch
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Date Posted: 11:57:32 04/23/04 Fri
In reply to:
Xanax
's message, "Reformistas da III República" on 20:35:53 04/22/04 Thu
Nem com Xanax certos personagens se acalmam. Claro que o problema não é de "nervos" , é de maturidade ,realismo e equilibrio... Só por brincadeira,Ó Xanax!?
>ISTO SÓ VAI À BOMBA!
>
>>• Comunicado da Comissão Política do PCP
>>sobre o 30.º aniversário do 25 de Abril
>>
>>Comemorar Abril
>>
>>A Comissão Política do PCP apela à participação nas
>>comemorações do 25 de Abril, pois «ontem como hoje é
>>pela luta e intervenção que se afirmará a vontade e
>>determinação dos trabalhadores e do povo em defender e
>>afirmar as conquistas e direitos da Revolução de
>>Abril».
>>
>>Numa altura em que o Governo PSD/PP, não ignorando que
>>os valores e as esperanças de Abril criaram profundas
>>raízes nas massas populares, invoca o 25 de Abril para
>>cobrir os seus planos de ajuste de contas com a
>>Revolução, o Partido Comunista Português apela aos
>>trabalhadores e a todas as forças democráticas para
>>fazerem das comemorações do 30.º aniversário da
>>Revolução de Abril uma grande jornada de luta pela
>>defesa dos seus valores e ideias e de combate à
>>política de direita.
>>
>>O 30.º aniversário da Revolução de Abril tem lugar
>>quando as forças de direita e os grandes grupos
>>económicos e financeiros, aprofundando a política de
>>destruição das grandes conquistas democráticas,
>>executada ano após ano, desenvolvem uma ofensiva
>>global contra os valores e os ideais de Abril,
>>implementando medidas e princípios que põem em causa o
>>futuro de Portugal como país democrático e
>>independente.
>>
>>A grave crise económica e social que o País atravessa,
>>sujeitando os trabalhadores e vastas camadas da
>>população a pesados sacrifícios e hipotecando a
>>afirmação de um Portugal desenvolvido e progressista,
>>são o resultado directo da política de direita e
>>contra-revolucionária praticada há mais de 2 décadas
>>pelos sucessivos governos.
>>
>>O futuro de Portugal, como país democrático,
>>desenvolvido, soberano e independente, como a
>>experiência demonstra, não pode ser assegurado
>>restabelecendo o domínio e interesses das forças que
>>sujeitaram o povo português durante quase meio século
>>à miséria e à opressão.
>>
>>Comemorar o 30.º aniversário da Revolução de Abril é
>>combater as falsificações e o branqueamento da
>>natureza terrorista da ditadura fascista que durante
>>quase meio século suprimiu as liberdades, prendeu,
>>torturou e assassinou milhares de patriotas.
>>
>>Comemorar o 30.º aniversário da Revolução de Abril é
>>prestar a justa homenagem aos capitães de Abril pelo
>>seu papel na liquidação da ditadura fascista e
>>combater o silenciamento sobre a luta heróica de
>>milhares e milhares de portugueses, em particular dos
>>trabalhadores e dos comunistas, luta sem a qual não
>>teria sido possível a conquista da liberdade.
>>
>>Comemorar o 30.º aniversário da Revolução de Abril é
>>denunciar os ataques às grandes transformações
>>sócio-económicas, com a certeza de que é do interesse
>>do progresso do País que se realize uma política que
>>incorpore os valores e o projecto libertador aberto
>>com a Revolução, aprofunde a democracia nas suas
>>componentes política, económica, social e cultural, no
>>quadro da defesa da soberania e independência
>>nacionais.
>>
>>Comemorar o 30.º aniversário da Revolução de Abril é
>>dar expressão e valor ao carácter democrático e
>>avançado do regime democrático resultante da Revolução
>>e consagrado na Constituição de 1976 como valioso
>>projecto de democracia política, social, económica e
>>cultural.
>>
>>Os trabalhadores, que com a sua intervenção no
>>processo revolucionário marcaram decisivamente o
>>carácter progressista e transformador da Revolução,
>>tornaram-se nos principais alvos da política de
>>direita, vendo as suas condições de vida degradadas e
>>os seus direitos de participação limitados. Com a
>>aprovação do Pacote Laboral, o Governo PSD/PP,
>>satisfazendo orientações patronais, desfere novos e
>>muito graves golpes nos direitos dos trabalhadores.
>>
>>O processo da chamada «reforma do sistema político»,
>>negociado entre o PS, PSD e CDS/PP, e de que aprovação
>>das novas leis dos Partidos Políticos e do seu
>>financiamento são o primeiro capítulo, pela sua
>>natureza antidemocrática e anticonstitucional,
>>constitui um dos mais graves atentados ao regime
>>democrático instituído pela Revolução de Abril.
>>
>>Estas leis, violando o princípio da não ingerência do
>>Estado na vida interna dos partidos, do direito à
>>auto-organização interna e da decisão soberana dos
>>seus membros decidirem da sua organização interna,
>>introduzindo o princípio da judicialização da
>>actividade partidária, constituem graves e perigosos
>>precedentes antidemocráticos.
>>
>>Estas leis, pela sua natureza, não visam reforçar o
>>regime democrático, como hipocritamente afirmam os
>>seus promotores, mas essencialmente limitar e atacar
>>as possibilidades de intervenção política do PCP, o
>>Partido da resistência ao fascismo, da
>>institucionalização do regime democrático e o mais
>>firme e consequente defensor dos ideais, valores e
>>conquistas de Abril.
>>
>>A defesa e o aprofundamento do regime democrático
>>exige que se combatam estas leis antidemocráticas e
>>que ferem princípios constitucionais. O PCP não
>>abdicará do seu dever e do seu direito de lhes dar
>>combate e de lutar pela sua revogação.
>>
>>A democracia defende-se e reforça-se incorporando e
>>não destruindo os valores de Abril e suas conquistas
>>como partes essenciais da vida e da prática
>>democráticas.
>>
>>Comemorar Abril hoje é também afirmar, contra as
>>tentativas de rescrita da história e de apagamento da
>>sua natureza e real significado, a sua expressão
>>revolucionária que não só devolveu a liberdade ao
>>País, como abriu caminho a profundas transformações ,
>>políticas, económicas, sociais e culturais.
>>
>>As muitas e diversificadas iniciativas comemorativas
>>do 30.º aniversário da Revolução realizadas pelo PCP,
>>pelo movimento sindical e popular, por forças
>>democráticas, com destaque para as grandes
>>manifestações de Lisboa e Porto, as acções do 1.º de
>>Maio, para os quais se apela à participação massiva,
>>despertando consciências quanto à gravidade e
>>profundidade da ofensiva de direita, mobilizando
>>energias e vontades para lhe dar combate, poderão
>>constituir importante contributo para que se possam
>>criar as condições para travar o caminho de destruição
>>dos direitos dos trabalhadores, e do povo português.
>>
>>Ontem como hoje é pela luta e intervenção que se
>>afirmará a vontade e determinação dos trabalhadores e
>>do povo em defender e afirmar as conquistas e direitos
>>da Revolução de Abril.
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