Author:
Jorge Nascimento Fernandes
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Date Posted: 10:17:29 04/27/04 Tue
In reply to:
Luis Blanch
's message, "Re: Os Bombos da Festa" on 09:39:32 04/27/04 Tue
Caro Blanch
Como deves ter percebido este texto era para ser inicialmente publicado como uma carta ao director no jornal Público e como crónica num outro “site”, o que neste último caso ainda não veio a suceder. O Fernando Redondo, com este seu fórum, permite sempre recorrermos a ele para publicar a nossa prosa. Nesse sentido, podemos dizer que o meu texto não era para “polemicar” com os amigos, mas para atirar, na altura em que foi escrito, umas farpas à direita e a alguma esquerda.
Em relação à proposta do Mário Soares, eu sei que ele depois veio dizer o que era para ele negociar, mas a ideia inicial foi de que queria negociar com os terroristas, tentando envolver neste termo a antiga designação com que o fascismo salazarento denominava os movimentos de libertação das colónias. Ora aquilo que eu digo é que é necessário primeiro saber quem são os terroristas, segundo separar as águas, não confundindo iraquianos que lutam pela independência do seu país, com movimentos fundamentalistas que são capazes de matar indiscriminadamente trabalhadores espanhóis, só porque são espanhóis. Quem pôs estas bombas são fascistas, com quem não é possível qualquer diálogo.
Quanto ao Saramago, tu próprio o dizes, era uma boa ideia literária, nunca seria um programa político. O pior foi quando o Saramago começou a defender esta proposta do ponto de vista político e por aí ela não passa, como já não passou, em 1975, a sugestão do voto em branco.
Um abraço
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