| Subject: O 25 de Abril e o Regresso ao Futuro |
Author:
paulo fidalgo
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Date Posted: 07:53:21 04/30/04 Fri
In reply to:
intervenção de Carlos Carvalhas, Secretário-geral do PCP
's message, "Semanário Internacional “30 anos da Revolução Portuguesa”" on 20:14:02 04/26/04 Mon
Discordo do elogio "rasgado" a esta peça.
Não há qualquer esforço de análise crítica do que se passou. O próprio rol de choques e divisões sobre o rumo da revolução é muito apressadamente arrumado.
Discordo do retrocesso que, historicamente, significa a reclassificação de Pacheco Pereira, Eduino Vilar e Durão Barroso, assim como daa FEC-ML, AOC e MRPP, como forças esquerdistas. Não era essa a classificação que os comunistas deles faziam na altura e não vejo porque o fariam hoje.
Pelo contrário, os esquerdistas, da UDP, troskistas e outros, jogaram um papel contraditório mas, no período final da ditadura, ajudaram a aumentar a oposição à guerra colonial, como alías disse Carlos Brito no seu discurso do 25 de Abril.
Mas a maior discordãncia é a ausência de um esforço para fazer o Regresso ao Futuro. Como e com que programa deverão os comunistas empreender um novo avanço histórico. O que, do 25 de Abril, deverá ser preservado e o que deverá ser alterado. Devemos nacionalizar? Apenas? devemos dar força ao Estado? Devemos ser "nacionais" ou jogar mais na supranacionalidade e acção internacional, pelo menos ao nível europeu?
Significativamente, Caralhas, apesar de estarmos nas vésperas de eleições europeias, nada diz sobre a UE. Podemos pensar que ela não em papel na revolução. Poderá não ter tido. mas teve na sua absorção burguesa. E terá concerteza no re-arranque democrático em Portugal. Por isso não vale a pena ignorá-la.
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