Ilda Figueiredo, pelo contrário, não vê nada de positivo na Estratégia de Lisboa, sinónimo de mais «deslocalizações e despedimentos». A cabeça-de-lista da CDU considera que Portugal «não tem nenhuma estratégia» para o alargamento, repartindo as culpas pelo actual Governo e pelo anterior, do PS. Há muito tempo que o Governo devia estar a «defender a produção portuguesa», conservando «os centros de decisão nacionais» e exigindo um programa específico (que contemplasse a mundo rural, a indústria e a pesca artesanal).
Por seu lado, Miguel Portas defende a duplicação dos subsídios europeus, através da «emissão de dívida pública europeia» e do lançamento de uma taxa sobre as transacções financeiras. Para cortar nas despesas, o primeiro candidato do BE opta por mexer na «proteccionista» Política Agrícola Comum (PAC). Portas completa a receita para enfrentar o alargamento propondo a alteração do destino dos fundos europeus: «Do alcatrão e do betão para o investimento na qualificação».
Manuel Monteiro, líder e cabeça-de-lista do PND, não quer ouvir falar em subsídios, que identifica com um país sem ambição e «de espinha curvada». Monteiro lamenta que a recente revisão constitucional «deite a soberania para o cesto dos papéis» e equipara-a ao «que se passou em 1580, quando as Cortes de Tomar decidiram entregar o país a Espanha». Para arrepiar caminho, acha que Portugal tem de tirar partido da sua localização geográfica - apostando nos portos marítimos e no aeroporto do Porto, mais próximo das capitais europeias do que Lisboa - e investir na floresta e nas actividades que lhe estão associadas.
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