| Subject: manifesto comunista |
Author:
paulo fidalgo
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Date Posted: 22:45:07 02/20/04 Fri
In reply to:
João Laveiras
's message, "Muito poético mas impraticável" on 15:47:19 02/20/04 Fri
1 - a expressão cooperativa não é minha
2 - eu prefiro a expressão de "produtores livremente associados" dado que ela não entra em linha de conta com problemas de propriedade, nem de poder e tende a centrar-se no controlo dos excedentes produzidos
3 - sabemos que cooperativismo é, na expressão de Lenine, uma forma de socialismo. Contudo, sempre se chamou à atenção que essa vertente se situa num determinado ambiente, como era o da URSS em 17. Na verdade foi nas cooperativas agrícolas da URSS que o comunismo foi efectivamente implantado e perdurou muito tempo e chegou ammdiversos aspectos até aos nossos dias. Dáí a tendência para votações fortes no partido comunista nas áreas rurais, possivlemente. Pois que, cooperativas em capitalismo podem tender mais para sociedades capitalistas por cotas iguais, algo que se pode sobrepor ao conceito económico de cooperativa.
4 - aqui entra o conceito de Estado. O que é o Estado? Porque alguns de nós tanto desejam que ele assuma funções na economia? Porque a expressão mais fecunda do manifesto é sempre enviezada a favor de propriedade estatal? Eu espero um dia venhamos a resolver isto.
5 - como já aqui disse um dia, a grande experiência de auto organização dos trabalhadores protugueses, fora do controlo do Estado foi a reforma agrária. Por outro lado, aí - eu posso testemunhar pois vivi um ano em Avis junto à UCP 1º de Maio, em 1981, a UCP tinha substancialmente rompido com o assalariamento - os rendimentos eram redistribuidos acima do salário - e era geralmente considerada uma empresa eficiente.
6 - a questão nos hospitais pode descrever-se assim: ou o ministério das finanças tudo faz para comandar a prestação e exerce sobre o sistema a sua ditadura gestionária para tentar conter a despesa e o sistema de preços de custo ou ooministério das finanças se retira da gestão do sistema e passa à categoria de comprador de serviços acabados aos hospitais autónomos com forte associação e responsabilização dos seus trabalhadores. Se optar pela primeira hipótese, como está agora a fazer a ineficiência no sistema vai aumentar e pois que o centralismo e os financeiros à frente do sistema são incapazes de comandar tão delicada máquina. Ou então optam pela segunda. Assumem que há lugar à valorização do capital (fixo e variável) e que o país tem de pagar pela saúde o seu valor (e não os preços de custo). Assim poderá aumentar a despesa, mas a eficiência interna do sistema irá aumentar substancialmente. Nesta segunda hipótese há necessidade de regulação forte, contratação da produção e dos objectivos de saúde mas basicamente o Estado sa´de cima da prestação e deixa de a comandar a não ser pelos contractos de produção. É claro que os trabalhadores não são prorpiétarios e têm de respeitar uma dada estrutura de gestão e uma metodologia transparente, etc. A isto eu chamo tirar a prestação de cuidados de saúde da esfera do Estado e do seu governo. Isso não é irrealista..É mais ou menos praticado em países nórdicos e Canadá. Só não têm a ograu de envolvimento autónomo e livre do seus trabalhdores que uma orientação socialsita exige. Eu não acho isso irrealista ou aventureiro. Isto é o modelo que pode mobilizar os trabalhadores da saúde. Manter-se no Estado é que não mobiliza ninguém
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