| Subject: Re: COOPERATIVAS |
Author:
Luis Blanch
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Date Posted: 16:55:05 02/23/04 Mon
In reply to:
paulo fidalgo
's message, "manifesto comunista" on 22:45:07 02/20/04 Fri
A verdade é que Lénin não considerou , que eu tenha lido , que o movimento cooperativista fosse uma expressão acabada do socialismo "em movimento".
Muitas das experiencias ,óbviamente , desenvolvidas depois da sua morte tiveram muito que se lhe diga...
Falar na experiencia dos Kolkhoses não me parece nada feliz . Nos anos 60 e 70 do passado século era comum vêr os produtores privados , os pequenos camponeses que, A beira das estradas expunham os seus produtos , em quantidades apreciáveis, e que junto às grandes cidades colmatavam as carencias no abastecimento dos mercados por parte das "famosas cooperativas . Não ,a agricultura soviética foi um sector pouco promissor no quadro da economia soviética. Na RDA julgo saber que os resultados eram económicamente mais bem sucedidos. No entanto ,não é de embandeirar em arco como modelo paradigmático de uma agricultura avançada...
Produtores Livremente Associados Com propriedade comum, parece acertado e com perspectivas numa sociedade que se quer socialista.
>1 - a expressão cooperativa não é minha
>2 - eu prefiro a expressão de "produtores livremente
>associados" dado que ela não entra em linha de conta
>com problemas de propriedade, nem de poder e tende a
>centrar-se no controlo dos excedentes produzidos
>
>3 - sabemos que cooperativismo é, na expressão de
>Lenine, uma forma de socialismo. Contudo, sempre se
>chamou à atenção que essa vertente se situa num
>determinado ambiente, como era o da URSS em 17. Na
>verdade foi nas cooperativas agrícolas da URSS que o
>comunismo foi efectivamente implantado e perdurou
>muito tempo e chegou ammdiversos aspectos até aos
>nossos dias. Dáí a tendência para votações fortes no
>partido comunista nas áreas rurais, possivlemente.
>Pois que, cooperativas em capitalismo podem tender
>mais para sociedades capitalistas por cotas iguais,
>algo que se pode sobrepor ao conceito económico de
>cooperativa.
>
>4 - aqui entra o conceito de Estado. O que é o Estado?
>Porque alguns de nós tanto desejam que ele assuma
>funções na economia? Porque a expressão mais fecunda
>do manifesto é sempre enviezada a favor de propriedade
>estatal? Eu espero um dia venhamos a resolver isto.
>
>5 - como já aqui disse um dia, a grande experiência de
>auto organização dos trabalhadores protugueses, fora
>do controlo do Estado foi a reforma agrária. Por outro
>lado, aí - eu posso testemunhar pois vivi um ano em
>Avis junto à UCP 1º de Maio, em 1981, a UCP tinha
>substancialmente rompido com o assalariamento - os
>rendimentos eram redistribuidos acima do salário - e
>era geralmente considerada uma empresa eficiente.
>
>6 - a questão nos hospitais pode descrever-se assim:
>ou o ministério das finanças tudo faz para comandar a
>prestação e exerce sobre o sistema a sua ditadura
>gestionária para tentar conter a despesa e o sistema
>de preços de custo ou ooministério das finanças se
>retira da gestão do sistema e passa à categoria de
>comprador de serviços acabados aos hospitais autónomos
>com forte associação e responsabilização dos seus
>trabalhadores. Se optar pela primeira hipótese, como
>está agora a fazer a ineficiência no sistema vai
>aumentar e pois que o centralismo e os financeiros à
>frente do sistema são incapazes de comandar tão
>delicada máquina. Ou então optam pela segunda. Assumem
>que há lugar à valorização do capital (fixo e
>variável) e que o país tem de pagar pela saúde o seu
>valor (e não os preços de custo). Assim poderá
>aumentar a despesa, mas a eficiência interna do
>sistema irá aumentar substancialmente. Nesta segunda
>hipótese há necessidade de regulação forte,
>contratação da produção e dos objectivos de saúde mas
>basicamente o Estado sa´de cima da prestação e deixa
>de a comandar a não ser pelos contractos de produção.
>É claro que os trabalhadores não são prorpiétarios e
>têm de respeitar uma dada estrutura de gestão e uma
>metodologia transparente, etc. A isto eu chamo tirar a
>prestação de cuidados de saúde da esfera do Estado e
>do seu governo. Isso não é irrealista..É mais ou menos
>praticado em países nórdicos e Canadá. Só não têm a
>ograu de envolvimento autónomo e livre do seus
>trabalhdores que uma orientação socialsita exige. Eu
>não acho isso irrealista ou aventureiro. Isto é o
>modelo que pode mobilizar os trabalhadores da saúde.
>Manter-se no Estado é que não mobiliza ninguém
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