>Claro que, num Fórum deste tipo, aqueles que vêm o FSM
>como um novo directório de movimentos; como um
>trampolim político-partidário ou como um instrumento
>para se recuperarem – instrumentalizando as massas –
>de crises de poder e/ou ideológicas ficaram como não
>poderia deixar de ser... a falar sozinhos!
Quanto ao resto, defacto a India é mais um daqueles exemplos do paroxismo a que se chegou. Os senhores do Washington Consensus esfregam as mãos de contentes: a India regista um crescimento de quase 8%, contra os 4% do ano anterior. Na miséria mais miseravel lá vão existindo mais de 430 milhões. Mas, também sempre foi é assim, não é verdade? E bebe-se mais um golinho de gin tónico com muito gelo, por causa do calor e do paludismo...
As multinacionais de serviços e de engenharia então é um ver se te avias... quase um milhão de diplomados, anglofonos, bem treinados e disponíveis para ganhar salários "de miséria" (para os padrões dos States, claro! mais ou menos 500 euros por mês - os nossos informáticos, criativos de tecnologia e designers que se cuidem). Telemóveis, crescem ao ritmo de 2.000.000 por ano (na China ainda é mais, já vão em 250.000.000 desses indispensaévis aparelhometros...).
Entretanto alarga-se - cada vez mais - o fosso entre os poucos muito ricos e os muitos muito pobres. Como seria de esperar. Porque, como é evidente, a tal "classe média" só o consegue ser à custa da miséria paupérrima, degradante e deshumana dos mais de 400.000 de pobres ( chiça, é mesmo preciso inventar outra palavra!).
E viva o capitalismo neoliberal, que é o que está a dar...
Não há saco que aguente...
Guilherme Statter
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