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Date Posted: 18:37:16 04/23/04 Fri
Author: Ana Carolina e Vânia
Subject: Tarefa 04 - Grupo 02 Português

INTRODUÇÃO

Almeida Filho trás no seu livro Dimensões Comunicativas no Ensino de Línguas uma discussão a respeito da necessidade de revermos o ensino de línguas. Defendendo uma abordagem que privilegia a comunicação como catalizador no processo de ensino-aprendizagem, o autor tenta corrigir defeitos e apontar caminhos para um ensino mais eficaz.

I- ENSINAR E APRENDER UMA LÍNGUA ESTRANGEIRA NA ESCOLA

Almeida Filho inicia o Cp I afirmando que os valores são determinantes para a escolha de uma língua estrangeira a ser ensinada, além da forma como esta vai ser abordada pelo professor. Tradições nacionais e regionais se acoplam a tradições da instituição de ensino e ao livro didático adotado formando o perfil do que vai ser abordado no ensino da língua.
O autor chama a atenção de vários pontos importantes no processo de ensino aprendizagem para depois apontar as falhas no ensino de línguas hoje. Abordagem do material de ensino filtro afetivo do professor, abordagem de ensinar do professor, abordagem de aprender do aluno e filtro afetivo do aluno são elementos que influenciam no processo de ensino-aprendizagem. Desse modo, não é apenas trocando o material didático que a escola vai conseguir êxito ao tentar melhorar seu ensino.
A mudança deve ser processual. Diz respeito à atitude do professor e do aluno, considerando suas motivações e interesses em relação a esse processo. As duas forças (professor e aluno) juntas vão dar a direção para o sucesso do aprendizado.

II - A OPERAÇÃO GLOBAL DE ENSINO DE LÍNGUAS

O autor fala nesse capítulo que as tarefas do professor de línguas se dividem em pelo menos quatro dimensões:
1) Planejamento das unidades de uma curso / Objetivos
2) Produção de materiais de ensino ou a seleção deles / Critérios para codificação
3) As experiências na, com e sobre a língua-alvo realizadas com os alunos principalmente dentro mas também fora da sala de aula / Técnicas e recursos
4) A avaliação de rendimento dos alunos ( mas também a sua própria auto-avaliação do professor e avaliação dos alunos e ou externa do trabalho do professor / Critérios para produzir instrumentos
Posteriormente o autor traduz essas quatro dimensões como partes integrantes da forma de “Abordagem de Ensinar do Professor”. Esta, deve ser feita a partir das rupturas com as concepções até então cristalizadas no que diz respeito à linguagem. Mas só se pode romper após a reflexão e esta demanda um aprofundamento teórico que vai garantir a mudança de fato na abordagem.
Ao ensinar o professor o faz a partir da sua própria abordagem em tensão com outras forças potenciais ( tradições nacionais, institucionais etc). Diante desse contexto, se faz necessário um estudo ou uma análise da abordagem que pode revelar o poder de cada força no processo de ensino-aprendizagem.

III - A AULA COMUNICATIVA DE LÍNGUA ESTRANGEIRA NA ESCOLA

Neste capítulo o autor discute sobre os elementos que devem ser privilegiados na composição da aula, chamando a atenção para a importância do ele chama de ensino face a face. Para isso, apresenta quatro fases de uma aula e suas características:
1) clima de confiança: dar aos alunos clareza do que vem pela frente, apresentando como será o andamento do curso no que se refere ao cronograma, atividades e materiais previamente escolhido. Isso cria um clima de confiabilidade, atenuando a sensação de estrangeiridade no curso.
2) Apresentação (de insumo novo): diz respeito ao conteúdo lingüístico a ser ensinado
3) Ensaio e uso: se relaciona à preparação do que vai ser ensinado, dando ao aluno o direito de escolher alguma coisa dentro do uqe ele vai ler, escrever ou ouvir.
4) Pano: se relaciona ao fechamento do que foi dado com o re-conhecimento dos conteúdos enfocados em um sumário. Comentários vão dar engajamento ao foi aprendido, formando uma tecitura na consciência do aluno.

IV - MÉTODOS COMUNICATIVOS DE ENSINO DE LÍNGUAS

Os métodos comunicativos vão privilegiar a comunicação como forma de aprendizagem em detrimento aos conteúdos gramaticais. É na comunicação que o professor vai perceber as necessidades dos seus alunos. Como exemplos de procedimentos metodológicos comunicativos temos:
1) “o desempenho de uma seqüência de atos com os de cumprimentar, socializar casualmente (fático), convidar, arranjar pormenores e despedir-se.
2) A descrição de um aparelho ou experiência com o auxílio de um objeto ou sua representação gráfica.
3) A aprendizagem do sistema ecológico da Amazônia via língua-alvo e, no andamento da unidade, sistematização de aspectos necessários do discurso, da fonologia, do vocabulário etc,
4) A calibragem de um início de conversa com um superior hierárquico ou desconhecido na rua para atuar no registro certo de fala.”

V - O QUE QUER DIZER SER COMUNICATIVO NA SALA DE AULA DE LÍNGUA ESTRANGEIRA

As raízes do movimento comunicativo estão fincadas na tradição de estudos sobre a significação na linguagem (semântica).
Ensinar uma língua (estrangeira) é hoje quase sinônimo de adotar e seguir os conteúdos e técnicas de um livro didático. Se os alunos não apreciarem o conteúdo dos diálogos e exercícios práticos e, se seus estilos de aprender não forem aqueles pressupostos nos livros texto, então, má sorte a deles.
A maioria de livros didáticos à venda no Brasil enfatiza a norma gramatical ilustrada na frase-modelo. Quase todos prometem ´comunicação´ na língua-alvo. Essa postura se opõe ao ensino de significados veiculados no discurso propositado e retém comumente uma visão behaviorista das técnicas para a apresentação e a prática. A estrutura do livro didático é bastante rígida e muitas vezes difícil de se escapar.
Na ausência de massa crítica dentre o professorado de línguas, a dependência do livro didático e suas receitas se torna maior e, daí, na eventualidade quase certa de equívocos de pressupostos, objetivos, conteúdos e metodologia do material comprado, o processo e o produto do ensino nas escolas resultarão pobres e desestimuladores.
Os objetivos e conteúdos de cursos podem se em: objetivos gerais; ausência de levantamentos sobre necessidades e desejos dos alunos conduzidos sistematicamente pelas escolas; critérios gramaticais com os quais selecionar e organizar o conteúdo dos cursos; material de ensino ´construído´ para o livro didático que não provoca, não problematiza e nem informa.
O método se divide em: exercícios mecânicos; técnicas de fácil manipulação; saliva, livro didático e giz como principais recursos.
As formas de avaliação são: testes com papel e caneta que visam só verificar a manipulação de formas apresentadas; notas e boletins que pouco ou nada expressam a real habilidade de usar a LE.
Ser comunicativo significa preocupar-se mais com o próprio aluno enquanto sujeito e agente do processo de formação através da LE no que implica menor ênfase no ensinar e mais força para aquilo que abre ao aluno a possibilidade de se reconhecer nas práticas do que faz sentido para a sua vida do que faz diferença para o seu futuro como pessoa.
Representa ser comunicativo no ensino de línguas: a significação das mensagens contidas nos textos; a utilização de uma nomenclatura comunicativa nova para descrever conteúdos e procedimentos que inclui tópicos, funções comunicativas e cenários; a tolerância esclarecida sobre o papel de apoio da língua materna na aprendizagem de outra língua; a aceitação de exercícios mecânicos de substituição que embasam o uso comunicativo extensivo da língua; o oferecimento de condições para a aprendizagem consciente de regularidades lingüísticas; a devida atenção a variáveis afetivas; a avaliação de rendimentos e proficiência de funções comunicativas e elementos do discurso dentro de eventos de fala/escrita que o aluno controle na forma de descrição de desempenho comunicativo do que se pode fazer, ao invés de meras notas numéricas.
Do professor se esperará que domine menos nas atividades de aula e passe a palavra aos alunos muito mais freqüentemente do que o habitual de hoje. Isso porque o aluno tem coisas a perguntar, a dizer, a opinar e a questionar.
A postura comunicativa não se obtém com as mágicas de se auto-proclamar comunicativo, nem tampouco do rodear-se de materiais ditos comunicativos. Ela se instala na convicção pessoal e generalizada de que a partir de pressupostos claros, se colocam as ferramentas de ensino e o esforço de aprender as línguas em percursos harmônicos de crescimento.

VI - ALGUNS SIGNIFICADOS DE ENSINO COMUNICATIVO DE LÍNGUAS

Ser comunicativo no ensino de língua estrangeira é ter uma postura profissional coerente com um conjunto de pressupostos ditos comunicativos, é diferente de estar comunicativo temporariamente para realizar uma atividade com os alunos.
Estudar uma língua clássica era aprender regras de gramática, ler e aplicar os ´bons autores´, e analisar e traduzir textos.
A Portaria Ministerial nº 114 de 29-01-43 tinha como aspectos: Método: direto com ênfase prática; Objetivos: instrumentais, educativos e culturais; Procedimentos: vocabulário em contexto frasal; aprendizado oral, séries Gouin, sinônimos, derivação; leitura, textos curtos e ilustrados, textos mais longos, livros de histórias fáceis, obras literárias; reintrodução inteligente da matéria; cópia, ditado, jogos de vocabulário; composições orais e escritas; conversação; reproduções de trechos literários; cartas; meios auxiliares. A sistematização gramatical deveria se apoiar nesses procedimentos, concentrada nos dois primeiros anos. A tradução no 4º ano.
Nos anos 60 e 70, predominaram não só o ensino da língua inglesa como a metodologia ortodoxa norte-americana de ensino de línguas: o estruturalismo lingüístico acoplado às bases psicológicas behavioristas de ensino áudio-lingual. Ouvir, repetir, substituir e ler. O ensino indutivo que servia para o método direito passou a servir para o áudio-lingual. No real do processo, abriu-se um abismo entre a expectativa inicial (teórica oficial) e uma almejada capacidade de uso propositado.
Nos anos 80, apareceram no Brasil livros didáticos importados preparados sobre uma base funcional-comunicativa.
O ensino comunicativo de LE é aquele que organiza as experiências de aprender em termos de atividades/tarefas de real interesse e/ou necessidade do aluno para que ele se capacite a usar a L-alvo para realizar ações de verdade na interação com outros falantes-usuários dessa língua; ou; o ensino comunicativo é aquele que não toma formas da língua descritas nas gramáticas como o modelo suficiente para organizar as experiências de aprender outra L mas sim aquele que toma unidades de ação feitas com linguagem como organizatórias das amostras autênticas de língua-alvo que se vão oferecer ao aluno-aprendiz.
O movimento comunicativo começa em 1972 quando o lingüista inglês Wilkins sistematiza uma nomeclatura de funções comunicativas, tópicos, cenários, papéis sociais e psicológicos, além de noções de gramática nocional e tradicional. Essa nomenclatura servia inicialmente para planejar conteúdos de programas chamados nocional-funcionais por combinarem conceitos gramaticais e funções comunicativas.
Em 1978, Widdowson, outro lingüista aplicado inglês, sistematiza as bases teóricas do movimento comunicativo de ensino de línguas, concentrando seus argumentos na confusão profunda existente entre ensinar forma gramatical (usage) e uso comunicativo (use). Enfatiza a importância do conceito de competência comunicativa no movimento de renovação metodológica.
Johnson (1982) propõe critérios básicos para uma metodologia de base comunicativa. As técnicas de ensino e prática em sala de aula têm de passar por algumas provas para serem admitidas como comunicativas: ser praticáveis/exeqüíveis, ter um hiato de informação a ser preenchido, ser relevante enquanto tarefa, transferir informação de um meio para outro, ser do tipo quebra-cabeça.
Carrol (1980) propõe linhas básicas pelas quais de balizar na construção de procedimentos de avaliação comunicativa: descrição dos participantes, tarefas necessárias, grau de habilidade desejada etc.
Não ser comunicativo é construir o ensino em torno das formas da linguagem, principalmente as formas gramaticais. O professor não-comunicativo não está fadado ao fracasso. Mesmo lecionando uma abordagem gramaticalista é possível que haja ´subversão´ consciente ou inconsciente da abordagem.
Para operar uma mudança profunda na nossa concepção de aprender e ensinar uma LE como o inglês no Brasil, é preciso em 1º lugar conhecer a crítica séria que se já fez sobre o ensino de base gramaticalista. Em 2º lugar, o professor deve conhecer as bases teóricas que possibilitam o estudo continuado de novas maneiras de ensinar comunicativamente. Em 3º lugar, para solidificar e entrelaçar o conhecimento sobre aspectos da aprendizagem comunicativa é relevante a leitura de resultados de pesquisas sobre os processos internos de aprendizagem de uma língua estrangeira.
Numa perspectiva de compreensão teórica do que é aprender significativamente uma nova língua, é possível reconhecermos 4 fases prototípicas necessárias à fruição ideal do encontro-aula de LE: (1) o estabelecimento de clima e confiança; (2) apresentação de amostras significativas de linguagem; (3) ensaio para fluência coerente e uso real; (4) fechamento do encontro, compensações, estratégicas de aquisição.
O professor comunicativo levanta as expectativas do grupo, codifica seus tópicos e temas, prepara o momento e formas de contato com a nova língua e mantém ou imprime um ritmo justo de busca de aprendizagem por parte dos alunos.

VII - A FUSÃO DA GRAMÁTICA COM A COERÊNCIA COMUNICATIVA

O ensino da Língua Estrangeira Moderna na escola de 1º e 2º Graus brasileira tem se caracterizado pela ausência de diretrizes estáveis e seguras que pudessem facilitar a atuação dos professores dessa disciplina.
Na aprendizagem formal das línguas a ênfase tem sido na norma gramatical e não no seu uso como ferramenta de comunicação interpessoal. O professor de Lingüística Aplicada David Wilkins demonstra que a sucessão de métodos de ensino da LEM neste século mostra, apesar das muitas aparentes mudanças, uma resistente centralidade da estrutura gramatical. De um ponto de vista positivo, diz Wilkins, a seleção de estruturas gramaticais é necessária sim, mas insuficiente em qualquer operação de ensino de línguas.
Muito aspirantes à proficiência em outra língua são dependentes em alguma medida de ajuda sistemática por parte de professores e materiais.
Um número cada vez maior de profissionais do ensino de línguas estrangeiras está começando a criar, de maneira sistemática, condições para a aprendizagem de uso comunicativo da linguagem em (a) áreas específicas de uso, (b) em unidades específicas do discurso, (c) fazendo uso de uma nomenclatura ou taxonomia nova que lhes permite falar sobre planejamento de conteúdos de maneira muito mais complexa que antes.
A idéia básica é buscar nas outras matérias escolares as fontes potenciais de conteúdos e metodologia para suplementar a aprendizagem da língua estrangeira.
Com a utilização de tais textos o professor poderia garantir que eles fossem meros mostruários de vocabulário e estruturas formais, costurados com parcos laços de coesão e desvinculados de um contexto comunicativo relevante. Projetaria a atenção dos alunos para além dos limites da sala de aula em algo que valesse a pena ser aprendido.Representariam uso autêntico da língua estrangeira; os alunos teriam acesso a materiais que pudessem questionar, sobre os quais poderiam fazer perguntas, dos quais poderiam discordar ou os quais poderiam assimilar para compartilhar com outros posteriormente.
O assunto tratado seria não só comunicativamente relevante, mas também lingüisticamente apropriado.
Quanto à escolha desse texto de conteúdo real, três requisitos posem ter papel importante na sua escolha. São eles: o apelo ao interesse do leitor; o potencial de conter informação que já é ou pode ser codificada em diagramas ou quadros de percepção imediata; a relativa familiaridade do conteúdo por já ter sido, pelo menos em parte, ensinado anteriormente pelo outro professor.
As atividades que decorrerão da seleção de textos para leitura em LE terão como objetivos específicos os seguintes: o reforço do conteúdo do texto; o foco nos pontos de ensino da LE necessários para executar tarefas/ações; o reforço lingüístico para executar as mesmas tarefas/ações na língua materna.
A pura repetição, agora na LE, de um tópico já ensinado aos alunos pode levar à percepção de redundância e conseqüentemente à falta de interesse.
Os exercícios do tipo proposto devem evoluir de maior para menor controle até a aproximação de habilidade pragmática exigida para a manipulação de textos autênticos e genuínos.
Uma dieta muito carregada de tópicos das outras disciplinas escolares pode perfeitamente não só cansar os alunos, mas também restringir a variedade de tipos de discurso sendo oferecidos como amostras..
Ao nível metodológico, o professor poderia se servir do uso extensivo de recursos não-verbais e quadros de percepção imediata, focalizar unidades de discurso específicas e aproveitar seqüência e combinações específicas de funções comunicativas, estruturas e vocabulários usados na (re)construção de textos. Isto representaria reconhecer um laço estreito entre a gramática e a coerência global do discurso comunicativo.

VIII - COMO AVALIA UM PROFESSOR QUE COMEÇA A ENSINAR LÍNGUA ESTRANGEIRA NUM CONTEXTO COMUNICATIVO

Os próprios materiais que dão forma concreta aos planos para aprender língua estrangeira além das questões do método propriamente dito são outros desafios que nos colocam o dia a dia escolar. Há ainda a questão importante de avaliar o rendimento de que se esforça por aprender uma nova língua. Há muito a aprender com as tentativas intuitivas de se desenvolverem procedimentos informais de avaliação onde a abordagem de ensino é de alguma maneira comunicativa.
Elicitar se a avaliação segundo parâmetros comunicativos (funcionais) era percebida como um problema e se era suficientemente forte para merecer um estudo mais aprofundado na escola.
É preciso expandir o escopo levantado de formatos de avaliação comunicativa. Com relação a esse ponto é certo que será beneficiado com novas idéias e procedimentos avançados no âmbito metodológico propriamente dito. E que é preciso introduzir uma medida de confiabilidade em pelo menos algumas formas de avaliação comunicativas nas nossas instituições. O valor externo das tarefas é certamente crucial mas a formação contínua dos professores já no exercício profissional para construir avaliações complexas como as de interação oral ou escrita representará um avanço necessário. A formação teórica e a prática refletida do professor propiciarão a circulação inovadora de idéias e pressupostos além de elevar o nível de estabilidade dos instrumentos na produção de evidências de progresso. A análise de itens componentes dos instrumentos de avaliação também será propícia ao seu aperfeiçoamento contínuo.

GLOSSÁRIO:

Abordagem: é uma filosofia de trabalho, um conjunto de pressupostos explicitados, princípios estabilizados ou mesmo crenças intuitivas quanto à natureza da linguagem humana, de uma língua estrangeira em particular, de aprender e de ensinar línguas, da sala de aula de línguas e de papéis de aluno e de professor de uma outra língua.
Abordagem comunicativa: é mais ampla do que o movimento nacional-funcional de ensino de línguas, mas que, em muitos aspectos práticos é sinônimo dela
Abordagem de ensinar: se compõe do conjunto de disposições de que o professor dispõe para orientar todas as ações da operação global de ensinar uma língua estrangeira.
Aprendiz: aquele que constrói significados na interação com outros falantes/usuários da língua.
Desestrangeirizar: deixar de ser estranho. Se dá durante o processo de aprendizagem da língua.
Ensino Comunicativo: é aquele que organiza as experiências de aprender em termos de atividades/tarefas de real interesse e/ou necessidade do aluno para que ele se capacite a usar a L-alvo para realizar ações de verdade na interação com outros falantes-usuários dessa língua; ou; o ensino comunicativo é aquele que não toma formas da língua descritas nas gramáticas como o modelo suficiente para organizar as experiências de aprender outra L mas sim aquele que toma unidades de ação feitas com linguagem como organizatórias das amostras autênticas de língua-alvo que se vão oferecer ao aluno-aprendiz.
Ensino gramaticalista: que precede o comunicativismo é uma abordagem e tecnologia de ensino voltada para a internalização das formas da língua.
Filtro-afetivo: atitudes, motivações, bloqueios, grau de identificação ou tolerância com a cultura-alvo, capacidade de riscos e ansiedade de cada aprendiz e de cada professor.
Língua estrangeira: “ pode significar língua dos outros ou de outros, ou língua de antepassados, de estranhos, de bárbaros, de dominadores, ou língua exótica.
Lingüística Aplicada: ocupa de maneira geral com questões de uso de linguagem, a subárea de ensino / aprendizagem
Operação global: compreende o planejamento de cursos e suas unidades, a produção ou seleção criteriosa de materiais, a escolha e a construção de procedimentos para experienciar a língua-alvo, e as maneiras de avaliar o desempenho dos participantes.
Ser comunicativo: significa preocupar-se mais com o próprio aluno enquanto sujeito e agente do processo de formação através da LE.

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Replies:

[> Re: Tarefa 04 - Grupo 02 Português -- Vera, 08:02:06 04/26/04 Mon [1]

Carolina e Vânia,

O texto de vocês revela o empenho na execução da tarefa. Vocês demosntram terem apreendido os pontos mais relevantes e conseguiram fazer uma boa apresentação.

Parabéns,

Vera


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