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Date Posted: 00:14:29 05/07/04 Fri
Author: GRUPO 3 INGLES
Subject: TAREFA 6

COMO ENSINAR GRAMÁTICA NA ESCOLA
CRISTINA, FERNANDA, HÉLIO, LETÍCIA, LUCAS

Embora a discussão acerca do ensino de língua gire em torno de diferentes aspectos, a gramática parece estar sempre presente, chamando a atenção de professores e fazendo-os buscar a fundo respostas que não são facilmente encontradas. Não se pode negar o caráter bicho-de-sete-cabeças que a gramática carrega, marcado pelo seu conjunto de regras que a faz se distanciar dos alunos. Contudo, conforme Paiva e Figueiredo (prelo) e Dutra e Mello (2004) deixam claro, a maneira como entendemos o que é língua bem como o que é gramática vai nos fazer ter uma ou outra postura diante do ensino de uma língua e de suas estruturas gramaticais.
Paiva e Figueiredo (prelo) dizem que saber regras gramaticais não habilita o aluno a falar fluentemente uma língua, o que nos mostra que o conceito de língua vai muito além de seu aspecto gramatical. Assim, métodos como o gramática-tradução, em que ?A gramática é ensinada sistemática e dedutivamente e a memorização de regras é enfatizada.?(Dutra e Mello, 2004:11) apresentam uma visão limitada de língua, não privilegiando seu uso mas sim sua análise.
Ao adotar uma outra visão de língua, e ao ver a gramática como algo presente e importante mesmo em momentos de pura comunicação, é possível pensar em um método que lide tanto com a forma quanto com a comunicação. Nesse sentido, o interessante ensino de gramática proposto por Paiva e Figueiredo (prelo) se relaciona com o que Mello (2004), baseando-se em outros autores, chama de Gramática Cognitiva. Tal ensino parte do pressuposto que aos alunos é necessário um entendimento de gramática como algo dinâmico, que existe sempre que usamos a língua, seja escrita ou oral. Posto isso, a gramática deve ser ensinada através da língua em uso, valendo-se de situações que tenham algum sentidos para os alunos, situações inseridas em um contexto social. Os estudantes precisam saber como usar uma certa estrutura gramatical em diferentes contextos, contextos que nem mesmo eles podem prever.
Seguindo essa idéia, é pertinente lembrar as análises feitas por Gil (2004). É absolutamente possível fazer uso de atividades com foco na forma juntamente com aquelas cujo foco é na comunicação quando se ensina gramática. O foco-na-forma não necessariamente tem que ser separado da comunicação. Pelo contrário, eles na verdade se complementam em uma relação dialética. Tudo depende da maneira como o professor conduz a aula. Portanto, não há nada de errado em focalizar certas regras gramaticais em alguns momentos de uma lição. O que faz a diferença é o como, e tais ?regras? são melhor assimiladas e entendidas quando os alunos a deduzem com base no que foi dado e discutido anteriormente na aula. Aqui, as idéias de Vigotsky são lembradas. Os conceitos gramaticais são construídos e não dados, partindo-se do pressuposto que os alunos são agentes do processo ensino-aprendizagem que se dá a partir da interação, da relação com o outro. E comunicar é interagir, e é também fazer uso da tão temida gramática.
Lendo Paiva e Figueiredo (prelo); Dutra e Mello (2004); Gil (2004); e Mello(2004) percebe-se a necessidade constante de uma visão crítica dos professores, os quais precisam conhecer e analisar os métodos e abordagens de ensino de gramática, para que assim possam melhor decidir o método a ser adotado, bem como melhor usá-lo. Além do método, é importante se ter cuidado com a escolha do livro didático, o qual deve ser visto como uma ferramenta, e não como um ?Salvador da Pátria?, cabendo lembrar que há uma grande quantidade de livros que se rotulam seguidores de uma abordagem comunicativa quando na verdade não o são (Dutra e Mello, 2004). Isso, só um professor bem preparado pode perceber.
Portanto, o ensino de gramática deve ser norteado por uma abordagem comunicativa que privilegie a construção de sentidos a partir do uso da língua em situações contextualizadas, em situações em que os alunos e o professor estejam interagindo entre si. Afinal, a gramática de uma língua, conforme Paiva e Figueiredo (prelo) dizem, não é a fotografia dessa língua, onde tudo se encontra estático, imóvel. A gramática faz parte da língua e como tal é também dinâmica e só faz sentido quando inserida em situações socioculturais.

BIBLIOGRAFIA

DUTRA, D; MELLO, H. Os caminhos do ensino de gramática em línguas estrangeiras. In: A GRAMÁTICA E O VOCABULARIO NO ENSINO DE INGLÊS: NOVAS PERSPECTIVAS. Belo Horizonte, FALE-UFMG, POSLIN, 2004

GIL, G. Foco-na-forma e foco-na-comunicação: dois focos complementares. In:A GRAMÁTICA E O VOCABULARIO NO ENSINO DE INGLÊS: NOVAS PERSPECTIVAS. Belo Horizonte, FALE-UFMG, POSLIN, 2004

MELLO, H. O ensino de gramática de línguas estrangeiras: uma perspectiva da Lingüística Cognitiva. In: A GRAMÁTICA E O VOCABULARIO NO ENSINO DE INGLÊS: NOVAS PERSPECTIVAS. Belo Horizonte, FALE-UFMG, POSLIN, 2004

PAIVA, V.; FIGUEIREDO, F. O ENSINO SIGNIFICATIVO DE GRAMÁTICA EM AULAS DE LÍNGUA INGLESA (prelo)

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Replies:

[> Re: TAREFA 6 -- Vera, 20:00:05 05/07/04 Fri [1]

As reflexões teóricas estão simplesmente ótimas. Vocês conseguiram costurar bem todos os textos lido.

Não achei a segunda parte da tarefa. Vocês não me disseram como fica o ensino de gramática nos livros didáticos que deveriam analisar.

Vera


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[> [> Re: TAREFA 6 -- Helio P., 07:43:07 05/11/04 Tue [1]


Vera

Regarding the teaching of grammar there are basically two approaches that can be seen in the books we checked.
One is the traditonal going to the board and dicecting the language and then trying to put it into use.
This approach seem to be "necessary" as a crutch for adult learners. They seem to find comfort in seeing things on the board, but the practical result is not very positive in most cases unless the teacher goes beyond that.
Going beyond is the second approach which is bringing the language to the student's reality - the communicative approach.
Some good activities in that direction can be found in HEADWAY, ON TARGET and ENGLISH FILE, but there are some that must be adapted to be closer to the student's necessities.


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[> [> [> Re: TAREFA 6 -- Vera, 15:39:52 05/11/04 Tue [1]

I still think you did not understand the task. Where are the books' analysis?

Vera


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