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Date Posted: 05:17:28 05/12/04 Wed
Author: Grupo 3 portugues
Subject: Justificativa grupo 3 port. tar. 06

Para a realização da Tarefa 06, foram lidos os textos indicados e foram analisados três livros diferentes relacionados ao ensino do Português como língua estrangeira. O mal entendido se deu com relação à resposta à pergunta feita no final tarefa, foi enviada uma resposta onde não foram abordadas as análises feitas pelo grupo aos livros de ensino do português. Provavelmente essas análises foram vistas pela professora Júnia, uma vez que, se encontram no “pratica_p3” ao qual ela tem acesso.
Por isso estamos enviando aqui os textos onde se encontram essas análises.
Desculpe-nos pelo mal entendido.

Análises dos livros didáticos do ensino do portugues como lingua estrangeira:

1. Rafaela

Como esse livro trata o ensino de gramática?

Aprendendo Português do Brasil tem como objetivo dar condições ao aluno
estrangeiro de dominar, em pouco tempo, as estruturas fundamentais da Língua Portuguesa, nas modalidades oral e escrita. O diálogo apresentado no início de cada unidade tem um conteúdo funcional e lexical que permite um desempenho nas situações imediatas de comunicação. O conteúdo gramatical, representado com objetividade e clareza nos quadros, proporciona uma aprendizagem rápida das estruturas lingüísticas. Os exercícios buscam sempre colocar os alunos em contato com situações reais com o objetivo de proporcionar uma ampla interação entre eles. O livro didático toma a linguagem oral também como objeto de ensino, uma vez que toda unidade é sempre inicializada com um diálogo, assim favorecendo a compreensão de textos orais. É apresentada a proposta de aprendizado e compreensão de uma linguagem padrão, porém, ao mesmo tempo, a valorização da heterogeneidade da variação da linguagem padrão em contraponto com a oral. O gênero oral apresentado no livro é o diálogo, com variações de situações formais e informais. O livro didático está voltado para o desenvolvimento de habilidades de uso da língua, tanto oral quanto padrão, privilegiando a transmissão de conteúdos gramaticais, quase nunca oferecendo uma reflexão sobre os mesmos nem propondo atividades de exploração metalingüística.

LAROCA, M.N.C. et alii. Aprendendo Português do Brasil. Campinas: Pontes,
1992.

Como fica a gramática no ensino comunicativo de línguas?

Em contato com livros didáticos, tanto os utilizando como aprendiz ou como futura professora, pude perceber que um livro nunca é apenas comunicativo, ou estruturalista, ou de qualquer outra abordagem. Há sempre uma mistura dos métodos para uma melhor abordagem do método pretendido. Dessa forma, a gramática no ensino comunicativo de línguas tem sempre um apoio em sua parte estrutural, utilizando-a de maneira adequada e como pretendido para capacitar o aprendiz a usar a língua de forma significativa, ou seja, segundo Paiva e Figueiredo, fazendo com que os alunos produzam língua, com que usem a língua de forma contextualizada. O ensino comunicativo não trabalha a estrutura por si só. Ela vem sempre aliada a um contexto, a um significado. Não há forma sem significado no ensino comunicativo. O livro analisado busca sempre colocar os alunos em contato com situações reais com o objetivo de proporcionar uma ampla interação entre eles, tornando assim o ensino da gramática mais significativo do que seu ensino isolado sem conexão com produção de sentido o que não ajuda os aprendizes a atingir seus objetivos.


2. Lillian e Silmara

O Ensino Comunicativo.

Para análise do ensino comunicativo de gramática em aulas de Português Brasileiro para estrangeiros, utilizamos Avenida Brasil que é um livro didático composto de dois volumes em seu nível básico (volumes I e II de textos e volumes I e II de exercícios). O livro apresenta como proposta de trabalho o desenvolvimento da comunicação e da aquisição a partir de um dado tema, que é estudado em uma unidade denominada lição. A seguir apresentamos como exemplo a referência à lição 1 retirada do sumário apresentado pelos autores.

Lição 01: Conhecer pessoas

Tema: Primeiro contato, nomes, nacionalidade, endereço, profissão, números até cem.
Comunicação: Cumprimentar; pedir e dar informações pessoais; soletrar; despedir; comunicar-se em sala de aula.
Gramática: Verbos: -ar, ser; substantivos: masculino-feminino; pronomes pessoais e possevivos (seu/ sua); preposições: em + artigo.

Em todas as lições, a estrutura das atividades é basicamente a mesma. São atividades que envolvem a prática tanto na forma escrita como na forma oral, cabendo ao aluno ouvir a gravação de uma fita cassete e preencher lacunas com dados solicitados. No que diz respeito à sistematização gramatical, os exercícios são descontextualizados, cabendo mais uma vez ao aluno o preenchimento de lacunas.
Os autores, no prefácio do livro, afirmam que o método utilizado no Avenida Brasil é essencialmente comunicativo, mas sem menosprezo da ensino gramatical, a opção aderida por eles é o método comunicativo-estrutural.
Diante dessa opção dos autores, acreditamos que há um equívoco na concepção de abordagem comunicativa _ que pressupõe a língua trabalhada em situações de uso e a partir da experiência e cotidiano do aprendiz_ uma vez que, os autores não percebem a gramática normativa não-desvinculada do ensino comunicativo.
Como exemplos para a concepção da gramática no livro analisado, temos uma atividade atribuída aos verbos regulares terminados em –a. A proposta apresentada pede que o aluno preencha lacunas com os verbos flexionados no presente indicativo. Nessa proposta a gramática vem de forma fragmentada e descontextualizada, enquanto, na abordagem realmente comunicativa, este conteúdo poderia ser trabalhado de forma totalmente diferente. Uma proposta seria pedir ao aluno que faça uma descrição do seu dia-a-dia ou de sua rotina em seu país de origem. Com certeza os verbos terminados em –ar estarão presentes no discurso ou texto do aluno e o professor terá a possibilidade de avaliar como o aluno está flexionando os mesmos. Portanto, a prática dos verbos pode ocorrer a partir da produção do texto ou discurso do aluno baseando em seu cotidiano, ao invés de frases soltas sem sentido para o aprendiz.

LIMA, Emma Eberlein O.F; ROHRMANN, Lutz; (et alli). Avenida Brasil 1. Editora E.P.U, 1995.


Como fica a gramática no ensino comunicativo de línguas?

Acreditamos que o ensino da gramática não deve ser limitado ao nível da estrutura ou forma, assim como não acreditamos que ser comunicativo é abster-se do ensino da gramática. A gramática tem espaço reservado no ensino comunicativo, desde que seja vinculada a situações reais de uso, em que o aluno reflita e saiba o porque daquela forma utilizada por ele. A forma com que a gramática é trabalhada nos livros didáticos, geralmente, é fragmentada, totalmente, destituída de um contexto, o que faz com que não tenha sentido algum para o aluno. Devemos conceber o ensino de línguas como ensino de conhecimentos lingüísticos e não subdividir esse ensino em sub áreas em que se ensina leitura, produção de textos e análise lingüística de forma desarticulada.

Observação: Essa parte da tarefa 06 foi trabalhada em dupla devido à escassez de material e busca de interação dos integrantes do grupo. Buscamos discutir o tema “ensino comunicativo” e produzirmos um texto juntas e notamos uma experiência positiva e pretendemos trabalhar mais vezes dessa forma.


3. Rui

O livro ao qual me baseei para trabalhar a questão de como fica a gramática no ensino comunicativo de línguas se chama" Nível Limiar" Para o ensino /aprendizagem do Português como língua segunda/língua estrangeira. João Malaca, Américo Meira, José Pascoal. Devido a falta de livros mais abrangentes que tratem a questão e o sugerido "Avenida Brasil" já ter sido trabalhado, eu procurei na biblioteca até encontrar um mais ou menos dentro do tema proposto.
Em Nível Limiar a questão do ensino comunicativo é colocada de forma consciente, utilizando estratégias de comunicação e de aprendizagem como parte de um conjunto de capacidades que compõem a competência visada no nível da estrutura básica de Português.
O livro tem dois pólos distintos: O primeiro centralizá-se em apresentação de proposições e temas a serem trabalhados com ênfase em: domínios sociais de comunicação; textos; situações de comunicação; estratégias de comunicação/aprendizagem; O segundo pólo aborda o aspecto didático,trabalhando questões relativas à gramática, o seu uso e abrangências, com explicações detalhadas seguidas de exemplos,em vários contextos de comunicação.
A gramática no texto em questão é colocada de forma automática, onde a "decoreba" é o aspecto mais importante, e a competência comunicativa se limita apenas a uma capacidade de compreensão superior à capacidade de expressão. O aluno é levado a aprender de uma forma totalmente destituída de interação com os atos de fala do cotidiano. Os exercícios propostos se prendem ao dogmatismo tradicional das gramáticas, não há exemplos de situações corriqueiras ou banais para o estudante de português como língua estrangeira. As situações estão meio descontextualizadas e há um claro e obvio domínio da expressão escrita sobre a falada.


MALACA, João; MEIRA, Americo Meira (et alli). Nível Limiar Para o ensino /aprendizagem do Português como língua segunda/língua estrangeira.





Como fica a Gramática no ensino de línguas?

No último período eu fiz uma matéria com o professor Rochinha
que se chama "Gramática nunca mais",foi para mim de grande valia
porque eu achei que não era possível aprender a norma culta sem o uso
da gramática mas o Rochinha provou para mim que sim. Pode-se aprender
a norma culta padrão sem o auxilio dela. Para isso é necessário que o
professor utilize na sua metodologia todas as formas de manifestação
da linguagem, deve conciliar o ensino normal com situações de uso
diário na vida do aluno. A gramática tem o seu espaço,ela é importante,mas acredito também como a Silmara e a Lillian que ela não
deve se limitar ao nível da estrutura e da forma. Ela tem que garantir ao aluno o domínio da língua culta padrão mas também dar a ele total liberdade de expressão lingüistica. Entender basicamente que há uma outra língua que é a "falada" que é a que todos falamos mas que não é vista e nem estudada pelos gramáticos tradicionais.
Há que se dar em sala de aula temas de interesse dos alunos,interatividade,assuntos ligados ao seu cotidano,são apenas
alguns exemplos de como ser comunicativo em sala de aula.

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