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Date Posted: 20:19:20 04/15/04 Thu
Author: Ana Carolina
Subject: Grupo 03. Português.Tarefa 03

Segundo Almeida Filho, comunicação é a forma de interação social propositada onde acontecem demonstrações de apresentação pessoal combinadas ou não com casos de (re) construção de conhecimento e troca de informações. Dessa forma, a aprendizagem de uma nova língua precisaria se dar em uma matriz comunicativa de interação social. Assim como, codificar e decodificar informações como uma reprodução seria redutivo e insuficiente.
Aqueles que participam da interação social são sujeitos históricos cujas trajetórias se ligam a capacidades intrínsecas distintas para modular a construção do discurso em um processo de negociação cujo objetivo é alcançar compreensão mútua.
A comunicação verbal não é um simples processo lingüístico, ela precisa de conhecimentos prévios, da percepção da situação de uso e outros conhecimentos culturais disponíveis na mente e memória do locutor que interagem no processo de maneira não-hierárquica. Assim, o ato de comunicar apresenta alto grau de imprevisibilidade e criatividade tanto na forma quanto nos sentidos construídos no discurso.
Uma competência comunicativa, que inclui o desempenho do participante através do grau de acesso aos conhecimentos disponíveis, relaciona com o conhecimento gramatical que o nativo possui, assim como sua performance, sua manifestação externa.
A partir do conceito de Chomsky, Del Hymes focalizou seu modelo no falante e ouvinte “real”, em interação, incluindo em um só termo, competência comunicativa e performance.
Para Del Hymes a competência comunicativa compreende a integração de sistemas de competência gramatical, o que é formalmente possível, psicolingüístico, o que é possível em termos de processamento da informação humana, sociocultural, que é o significado social ou valor dado à fala, e probabilístico, o que realmente ocorre.
O conceito ainda é complementado por Halliday com a noção de função da linguagem, que preocupou-se com o contexto da situação, é através do contexto da situação que, para ele, se pode compreender para qual função serve a estrutura gramatical. A função da língua teria relação com o que é dito versus como é dito.
A teoria dos Atos da Fala, contribuiu para mostrar que o falante utiliza-se de uma grande variedade de formas para desempenhar as funções da língua.
Já Widdowson distingue use, referente à habilidade de comunicação, e usage, referente à forma, demonstrando que os dois devem estar em associação constante para desenvolverem-se as habilidades de interpretação subjacentes.
Canale em 1983, propôs um modelo para o ensino de Língua Estrangeira que integra 4 habilidades: ouvir, falar, ler e escrever. Este modelo contém 4 componentes: competência gramatical, competência sociolingüística, competência discursiva e competência estratégica.
A competência gramatical ou lingüística compreende-se ao código lingüístico das estruturas e regras de pronúncia com objetivo de aprimoramento na expressão e compreensão.
A competência sociolingüística considerada o papel dos falantes no contexto da situação e a sua escolha de registro e estilo.
A competência discursiva considera a questão da coesão e da coerência relevantes em um determinado contexto.
A competência estratégica considera que não há falantes e ouvintes ideais, sendo necessário, dessa forma, que use estratégias de comunicação verbais ou não-verbais para contra-balancear as lacunas na comunicação.
O conceito de competência comunicativa acaba por se torna um objetivo a ser alcançado, gerando os princípios norteadores da Abordagem Comunicativa: Integração das áreas de competência; conhecimento das necessidades da comunicação (levar em conta as necessidades e os desejos do aprendiz procurando dar a ele aquilo que ele provavelmente encontrará em um contexto real); interação verossímil e significativa em sala de aula; utilização das habilidades lingüísticas que o aprendiz já possui na sua primeira língua; integração da cultura da língua estrangeira com o conhecimento geral do aprendiz; etc.

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Replies:

[> Re: Grupo 03. Português.Tarefa 03 -- Juliane, 21:35:45 04/15/04 Thu [1]

Oi, Ana Carolina!
É curiosa essa idéia de "lacunas na comunicação"! Me parece que a existência de tais lacunas é condição para que a comunicação, (pelo menos a verbal) não cesse jamais. Se elas não existissem, talvez não precisássemos falar... o que,talvez, não fosse de todo mal!
Como naquela canção que o Luis melodia canta: "Se a gente falasse menos, talvez compreendesse mais..."
Abraço,
Juliane.





> Segundo Almeida Filho, comunicação é a forma de
>interação social propositada onde acontecem
>demonstrações de apresentação pessoal combinadas ou
>não com casos de (re) construção de conhecimento e
>troca de informações. Dessa forma, a aprendizagem de
>uma nova língua precisaria se dar em uma matriz
>comunicativa de interação social. Assim como,
>codificar e decodificar informações como uma
>reprodução seria redutivo e insuficiente.
> Aqueles que participam da interação social são
>sujeitos históricos cujas trajetórias se ligam a
>capacidades intrínsecas distintas para modular a
>construção do discurso em um processo de negociação
>cujo objetivo é alcançar compreensão mútua.
> A comunicação verbal não é um simples processo
>lingüístico, ela precisa de conhecimentos prévios, da
>percepção da situação de uso e outros conhecimentos
>culturais disponíveis na mente e memória do locutor
>que interagem no processo de maneira não-hierárquica.
>Assim, o ato de comunicar apresenta alto grau de
>imprevisibilidade e criatividade tanto na forma quanto
>nos sentidos construídos no discurso.
> Uma competência comunicativa, que inclui o desempenho
>do participante através do grau de acesso aos
>conhecimentos disponíveis, relaciona com o
>conhecimento gramatical que o nativo possui, assim
>como sua performance, sua manifestação externa.
> A partir do conceito de Chomsky, Del Hymes focalizou
>seu modelo no falante e ouvinte “real”, em interação,
>incluindo em um só termo, competência comunicativa e
>performance.
> Para Del Hymes a competência comunicativa compreende
>a integração de sistemas de competência gramatical, o
>que é formalmente possível, psicolingüístico, o que é
>possível em termos de processamento da informação
>humana, sociocultural, que é o significado social ou
>valor dado à fala, e probabilístico, o que realmente
>ocorre.
> O conceito ainda é complementado por Halliday com a
>noção de função da linguagem, que preocupou-se com o
>contexto da situação, é através do contexto da
>situação que, para ele, se pode compreender para qual
>função serve a estrutura gramatical. A função da
>língua teria relação com o que é dito versus como é
>dito.
> A teoria dos Atos da Fala, contribuiu para mostrar
>que o falante utiliza-se de uma grande variedade de
>formas para desempenhar as funções da língua.
> Já Widdowson distingue use, referente à habilidade de
>comunicação, e usage, referente à forma, demonstrando
>que os dois devem estar em associação constante para
>desenvolverem-se as habilidades de interpretação
>subjacentes.
> Canale em 1983, propôs um modelo para o ensino de
>Língua Estrangeira que integra 4 habilidades: ouvir,
>falar, ler e escrever. Este modelo contém 4
>componentes: competência gramatical, competência
>sociolingüística, competência discursiva e competência
>estratégica.
> A competência gramatical ou lingüística compreende-se
>ao código lingüístico das estruturas e regras de
>pronúncia com objetivo de aprimoramento na expressão e
>compreensão.
> A competência sociolingüística considerada o papel
>dos falantes no contexto da situação e a sua escolha
>de registro e estilo.
> A competência discursiva considera a questão da
>coesão e da coerência relevantes em um determinado
>contexto.
> A competência estratégica considera que não há
>falantes e ouvintes ideais, sendo necessário, dessa
>forma, que use estratégias de comunicação verbais ou
>não-verbais para contra-balancear as lacunas na
>comunicação.
> O conceito de competência comunicativa acaba por se
>torna um objetivo a ser alcançado, gerando os
>princípios norteadores da Abordagem Comunicativa:
>Integração das áreas de competência; conhecimento das
>necessidades da comunicação (levar em conta as
>necessidades e os desejos do aprendiz procurando dar a
>ele aquilo que ele provavelmente encontrará em um
>contexto real); interação verossímil e significativa
>em sala de aula; utilização das habilidades
>lingüísticas que o aprendiz já possui na sua primeira
>língua; integração da cultura da língua estrangeira
>com o conhecimento geral do aprendiz; etc.


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[> Re: Grupo 03. Português.Tarefa 03 -- Vera, 06:09:40 04/16/04 Fri [1]

Ana Carolina,

O texto está ótimo. Parabéns.
Você se esqueceu de incluir os nomes dos componentes do grupo. Todos participaram ou você fez sozinha? O número de seu grupo é 2. Veja a homepage.

Abraço,

Vera


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[> Re: Grupo 03. Português.Tarefa 03 -- Lucas, 11:30:33 04/17/04 Sat [1]

Concordo com a Vera, ótimo texto. E como vcs dizem no final, o conceito ainda estar por ser alcançado. Vejo os falantes como criadores próprios dessas competências, mas elas podem ser desenvolvidas e trabalhadas. E isso é um processo complexo que vai além das idéias inativas de Chomsky.


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