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Date Posted: 02:57:44 05/22/04 Sat
Author: Fernando Maia Tepedino
Subject: Tarefa 8 - Grupo 2 - Inglês

Tarefa 8 - Grupo 2 - Inglês

Membros do Grupo:
Fernando Maia Tepedino
Juliana Coelho
Heleno
Patrícia Rosa

O Ensino de Leitura

Atividades

1- Faça uma lista de todos os tipos de texto que você lê durante a semana? Peça a seus alunos para fazerem a mesma coisa. Compare as duas listas e escreva no quadro abaixo as semelhanças e diferenças entre as duas listas.
A lista de leituras semanais dos membros do nosso grupo foram bastante semelhantes: jornais, revistas (veja, national geographic, IstoÉ, Época, InfoExame, etc.), mensagens eletrônicas, textos na internet, textos de livros didáticos, livros e revistas relacionados com as profissões, textos acadêmicos, romances, etc.. Acredito que a "coincidência" de todos do grupo lerem bastante se deve ao fato de se tratarem de alunos de letras e que, pelo menos teoricamente, deveriam gostar de mais de ler do que a média dos estudantes brasileiros. Pudemos notar também que, ao longo de todas as atividades da nossa turma, a maioria dos colegas relataram que gostariam de ter mais tempo disponível para se dedicarem mais à leitura. Acreditamos que a grande maioria dos alunos do ensino fundamental e médio só lêem aquilo que são realmente obrigados (o que em geral não é muita coisa) e que, geralmente, o fazem sem que tenham o menor prazer na atividade.

2 - Que tipo de texto você mais gosta de ler? E seus alunos? Esses textos são usados em sala de aula? A leitura em sala de aula tem alguma relação com a leitura feita fora dela? Qual é a relação da leitura em sala de aula com as atividades da vida cotidiana? A leitura em sua sala de aula é usada para construir conhecimento, para promover interação, para experiência estética, ou é um mero pretexto para aprender esse ou aquele ponto gramatical ou ainda para treinar pronúncia?

Geralmente as pessoas não têm muito costume de ler nem mesmo textos na própria língua materna. Esta realidade se torna ainda mais crítica quando nos referimos aos jovens. Como as coisas acontecem no mundo de uma maneira cada vez mais rápida, as pessoas não têm tempo e nem paciência para se dedicarem à leitura. Ao invés de atividades individuais e reflexivas, elas preferem outras mais coletivas e dinâmicas, tais como praticar um esporte, assistir televisão, ir ao teatro ou ao cinema, sair com os amigos, etc. Como as pessoas não adquirem o hábito da leitura na língua materna, elas fatalmente também não irão se dedicar muito à leitura em outras línguas que vier a aprender. Acreditamos que a maioria dos alunos de escolas de nível fundamental ou médio não tenham o costume de ler nada além das mensagens de correio eletrônico dos amigos (quando têm internet em casa), alguns poucos textos escolares e os raríssimos livros que são "obrigados" para a escola. A realidade não chega a ser muito diferente entre os adultos. Raras são as pessoas que lêem pelo menos um jornal todos os dias. Quem lê muito, geralmente não tem dificuldades lingüisticas, desenvolve estratégias que lhe permite uma melhor compreensão de textos e têm maior facilidade para se expressarem, tanto de maneira oral quanto escrita.
Os membros do nosso grupo gostam de ler revistas, jornais, artigos relacionados ao lazer ou à profissão (jogos, música, Informática, Inglês, Cinema, Teatro, Turismo, Tecnologia, Ciência, Ecologia, etc.), crônicas, literatura (romances, contos, poesia).
O professor deve escolher muito bem os textos que irá trabalhar em sala de aula. Os cursos de línguas mais avançados têm procurado (pelo menos nos níveis mais avançados) utilizar textos autênticos (artigos de revistas, jornais, etc.) e apresentar temas atuais e que estejam relacionados com a vida dos alunos. A tecnologia também já vem sendo bem utilizada nas escolas mais modernas de línguas (micros, CD, Internet). Várias atividades já estão sendo passadas para que os próprios alunos leiam, respondam perguntas, façam resumos, comentem, etc., a partir de textos encontrados na internet (geralmente relacionados com tópicos discutidos em sala de aula).
A leitura em sala de aula pode ser uma atividade bastante produtiva, desde que seja bem trabalhada pelo professor. Textos interessantes podem ser um ótimo ponto de partida para interações entre os alunos. Acredito que as discussões em sala de aula se mostram bem mais ricas e produtivas quando estão apoiadas em textos que irão fornecer aos alunos e ao professor o vocabulário e, principalmente, idéias que poderão ser utilizadas nas atividades comunicativas. Muitos dos alunos, principalmente os mais jovens, se sentem constrangidos quando vão discutir sobre assuntos que não dominam, não gostam ou a respeito dos quais ainda não têm opinião formada.
Acreditamos que a maior parte das atividades de leitura devam ser desenvolvidas fora da sala de aula, uma vez que esta é uma atividade individual e que geralmente consome muito tempo. Não há muito sentido em se ocupar o tempo de uma aula que poderia ser utilizada com tarefas comunicativas com atividades que o aluno deverá desempenhar sozinho.
Achamos que uma das tarefas mais importantes do professor de línguas (materna ou estrangeira) seria tentar desenvolver nos seus alunos o gosto pela leitura. O professor tem um papel fundamental em auxiliar os leitores a otimizar seu conhecimento e obter sucesso na leitura, dando-lhes as estratégias necessárias, fazendo-os perceber que podem transferir suas estratégias eficientes de leitura na LM para a LE.
Devemos sempre deixar claros quais são os objetivos a serem alcançados com a leitura. Uma leitura palavra por palavra, com interrupções constantes para checagem no dicionário podem prejudicar a construção de uma representação mental adequada do conteúdo do texto, dificultando a sua compreensão. Esse 'arrastar-se pelo texto' freqüentemente leva o aprendiz a uma sensação de fracasso, desmotivação e a uma compreensão truncada e não total do texto. Aprendizes mais avançados dever usar a leitura extensiva como maneira de desenvolver a autonomia (normalmente escolhendo seus próprios textos). Uma abordagem intensiva, envolvendo o ensino de estratégias é a mais adequada para a maioria dos aprendizes.

Por que os professores usam atividades baseadas em texto com seus alunos?

1 - Para aumentar o vocabulário
2 - Para melhorar as suas habilidades lingüísticas de maneira geral
3 - Para mostrá-los exemplos de linguagem dentro de um contexto
4 - Como um modelo para a escrita
5 - Para melhorar a habilidade dos alunos de lerem textos autênticos
6 - Para que os alunos desenvolvam suas estratégias de leitura para tipos específicos de textos
7 - Para expandir e estender a faixa de habilidades e estratégias de leitura dos aprendizes
8 - Para encorajar os alunos a apreciar literatura
9 - Para desenvolver a habilidade dos alunos de compreender textos

Por que ensinar leitura?

1 - Enquanto os estudantes estão lendo, no mínimo alguma coisa da língua é assimilada pelos alunos e, se o texto for interessante e tiver relação com a realidade dos alunos, a aquisição será ainda mais bem sucedida.
2 - A leitura de textos provê bons modelos para a escrita em inglês e oportunidades de estudar vocabulário, gramática, pontuação e a maneira como são construídas as sentenças, os parágrafos e os textos.
3 - Bons textos para leitura podem introduzir interessantes tópicos, estimular discussão e levar a respostas bastante criativas.

Tipos de leitura: por alto, específica, reflexiva ou receptiva
Objetivos: lazer, para aprender um procedimento ou para estudo
Tipos de texto: narrativa, exposição

3 - Agora volte à listagem que vocês produziram e sublinhe o que vocês lêem em voz alta. Quantos itens você sublinhou?
Nenhum dos textos citados acima são lidos em voz alta. A leitura em voz alta serve apenas para checar a pronúncia, avaliar o processamento dos itens lingüísticos e dar a oportunidade de participação para alguns alunos, tendo em vista que esta pode ser uma mera recitação. Acredito que a leitura em voz alta possa ser empregada em turmas muito dispersas (a leitura em voz alta acaba centralizando a atividade de leitura; na leitura individual, alguns dos alunos em geral perdem a concentração (conversam, fazem outras atividades e acabam não lendo o texto solicitado).


Princípios por trás das atividades de leitura

1 - A leitura não é uma habilidade passiva. Nós temos que compreender o significado das palavras, ver as imagens que as palavras estão pintando, entender os argumentos e refletir para vermos se concordamos ou não com aquilo que está escrito.
2 - Os alunos devem ter interesse nos assuntos sugeridos para leitura. Quando o tópico da tarefa realmente tem a ver com a vida dos alunos, eles aproveitam muito mais o que lhes é apresentado
3 - Os estudantes devem ser encorajados a responder pelo conteúdo de um texto lido. O significado da mensagem do texto é muito importante. Os professores devem dar a oportunidade dos alunos expressarem o que sentem em relação ao tópico.
4 - A previsão é um fator importante na leitura. A capa do livro nos dá uma dica daquilo que deveremos encontrar no livro. No momento que nós lemos esta dica, a nossa mente começa a prever o que nós iremos ler.
5 - Devemos escolher boas tarefas de leitura - o tipo certo de questão, quebra-cabeças e jogos úteis e motivantes, etc. Precisamos Ter muita imaginação para criar tarefas interessantes e desafiadoras.
6 - Bons professores exploram intensamente os textos de leitura, integrando-os em discussões e atividades comunicativas.

A atividade de leitura é um processo de construção de significados, envolvendo a habilidade de decodificar informações escritas (bottom-up - "Como um cientista com um microscópio examinando todos o pequenos detalhes de um fenômeno") e o conhecimento de mundo que o leitor aciona para compreender o texto (top-down - "Como ter uma visão de uma águia sobre uma paisagem"). Esse processamento consiste em um jogo de advinhações em que o leitor testa hipóteses e faz previsões sobre o que vai encontrar em um texto. Leitores diferentes sempre atribuem significados diferentes ao mesmo texto. Até o meio do século passado, especialistas em leitura defendiam que a melhor maneira de ensinar leitura era através da metodologia bottom-up. Pesquisas mais recentes mostram que a combinação dos processamentos top-down e bottom-up é o ingretiente mais importante para um ensino bem sucedido. "Na prática, o leitor continuamente muda de um foco para outro, ora adotando a abordagem top-down para prever o provável significado, ora adotando a abordagem bottom-up para verificar se é realmente aquilo que o autor diz."

Habilidades: processos automatizados como 'decodificação' ou 'acesso lexical'
Estratégias: processos mais controlados pelo leitor. Dependem de uma ação voluntária do leitor para atingir um objetivo específico. Uma habilidade se transforma em estratégia quando é executada intencionalmente.

Para inferir o significado de alguns termos presentes em um texto, o leitor pode se utilizar de diversas estratégias, tais como: cognatos com a língua materna (que às vezes podem levar a inferências incorretas), contexto, lógica, consulta ao professor, colegas ou dicionário, etc. Cada leitor irá utilizar, para cada situação, sua própria estratégia para construir o seu significado para o texto, de acordo com os seus estilos cognitivos e de personalidade.
Textos falados e escritos representam modos diferentes de complexidade, sendo que a diferença mais marcante está na natureza das orações. A língua falada tende a ter orações mais curtas, conectadas por conjunções de coordenação, enquanto os textos escritos geralmente apresentam orações mais longas com mais subordinação. Os textos escritos utilizam uma maior variedade de itens lexicais do que a língua falada, uma vez que a escrita permite um maior tempo de processamento, tem maior necessidade de precisão (não há como o leitor tirar dúvidas) ou simplesmente porque esta é naturalmente mais formal.
Devemos utilizar textos autênticos, desde os mais simples (menus, manchetes, pedaços de notícias, receitas, poemas simples, formulários, cartões postais, tickets, cartas, listas de preços, sinais) até os mais complexos (contos, estórias, biografias, notícias de jornais e revistas, revistas em quadrinhos, relatórios, críticas de cinema, teatro e literária, etc.). É interessante a diversificação dos tipos de textos utilizados pelos alunos para que estes possam praticar diferentes tipos de leituras.
As atividades de leitura devem ser associadas às outras habilidades, pois este interrelacionamento favorece o aprendizado. O aluno deverá, além de ler, ter a oportunidade de ouvir e aprender a interagir de forma oral e escrita.
As tecnologias (TV, Internet, avanços nos meios de comunicação, etc.) estão tornando cada vez mais simples e rotineiro o contato com pessoas de todo o mundo, o que torna a capacidade de comunicação em outras línguas cada dia mais útil.

Conclusão

Entendemos que a leitura é uma atividade fundamental para o desenvolvimento das habilidades de comunicação de qualquer língua (materna ou estrangeira). Os professores, principalmente nos níveis mais fundamentais, devem encorajar os seus alunos a desenvolver o hábito da leitura e apresentar-lhes algumas estratégias que lhes permitam uma melhor compreensão dos textos lidos. A prática da leitura está sendo cada vez mais abandonada na nossa sociedade atual, onde ninguém tem tempo e nem paciência para atividades mais reflexivas.
A maioria dos estudantes não gostam das atividades de leitura que lhes são propostas. Acreditamos que isto se deva ao fato dos professores obrigarem os seus alunos a lerem textos ou livros que nada tem a ver com a sua realidade e a fazerem tarefas muito pouco interessantes ou desafiadoras (fichamentos, resumos, etc.). Com um pouco de imaginação e criatividade, o professor poderá criar atividades de leitura que sejam ao mesmo tempo produtivas, divertidas e motivantes para os alunos. É interessante que estes tenham certa autonomia para escolher o tipo de leitura que irão fazer (sempre seguindo algumas orientações do professor) e que estejam conscientes dos objetivos a serem alcançados com aquela leitura.
A leitura de um livro autêntico ou de uma revista em língua estrangeira é uma excelente maneira de se aprender vocabulário, gramática, sintaxe, ortografia, cultura, etc. de uma forma contextualizada e natural. É muito mais agradável do que se estudar em um livro didático, podendo atingir resultados, a longo prazo, bastante surpreendentes (a leitura de uma revista ou de uma obra literária, geralmente é uma diversão; estudar em um livro didático, quase sempre é uma obrigação).

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Replies:

[> Re: Tarefa 8 - Grupo 2 - Inglês -- Vera, 11:01:32 05/22/04 Sat [1]

O texto de vocês é muto bom e faz uma síntese excelente sobre o que é relevante no ensino de leitura.

Abraço,

Vera


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