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Date Posted: 04:52:10 05/01/04 Sat
Author: José Euríalo
Subject: Re: Tarefa 5 - Grupo 2 - Inglês
In reply to: Fernando Maia Tepedino 's message, "Tarefa 5 - Grupo 2 - Inglês" on 16:28:31 04/30/04 Fri

Juliana, Patrícia, Fernando e Heleno:

Meus cumprimentos pelo conteúdo do texto apresentado como sua "tarefa 5"!!!

José Euríalo.

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Replies:

[> Re: Tarefa 5 - Grupo 2 - Inglês -- Terezinha Pereira, 07:23:09 05/01/04 Sat [1]

>


Parabéms para vocês, do grupo 2 do inglês/ pratufmg.

Viva!
Abracos,

Terezinha

Tarefa 5
>
>Grupo 2 - Inglês
>
>Membros do Grupo:
>
>Fernando Maia Tepedino
>Juliana Coelho
>Heleno
>Patrícia Rosa
>
>
>Como se aprende uma língua estrangeira?
>
>O ser humano é imprevisível, o que faz com que o
>fenômeno do aprendizado seja complexo. Estão
>envolvidas variações biológicas, de inteligência,
>aptidão, atitude, idade, estilos cognitivos,
>motivação, personalidade, fatores afetivos e variações
>do contexto, tais como: quantidade/qualidade de input
>disponível, distância social, tipo e intensidade de
>feedback, cultura, estereótipos, etc. A passagem de um
>falante de uma língua materna para falante de uma
>segunda língua é algo complexo que acontece entre a
>ordem total e o caos, ou seja, a imprevisibilidade. As
>teorias sobre a aquisição de uma língua estrangeira
>não conseguem explicá-la de maneira mais genérica,
>pois têm se baseado em uma ótica linear e mecanicista
>da previsibilidade. Nunca podemos afirmar, com
>segurança, o que vai acontecer em um processo de
>aprendizagem. O que funciona para um aprendiz pode não
>ser produtivo para outro. O modelo de aquisição de
>línguas deve ser pensado como um conjunto de conexões
>de um sistema dinâmico que se move em direção ao
>"limite do caos". A dinâmica dessas conexões faz com
>que esse sistema funcione como um todo indivisível
>onde cada parte só é produtiva se estiver em constante
>interação com as outras. Pequenas alterações poderão
>provocar mudanças substanciais (positivas ou
>negativas). A conexão dos sub-sistemas - processos
>biológicos, cognitivos, afetivos; motivação; interesse
>contexto social e histórico; processos de afiliação;
>processamento de input; criação de hábitos
>automáticos; interação - pode gerar períodos de
>estabilidade, entremeados por períodos de mudanças.
>Alterações em um dos módulos desencadeiam efeitos nos
>outros elementos da cadeia. Como os sistemas complexos
>são adaptativos, após o caos, a ordem se restabelece,
>mas nunca igual à ordem anterior. Os processos
>semióticos, as conexões efetuadas serão sempre
>individuais, ou seja, nunca se darão de maneira igual
>para duas pessoas diferentes Um aprendiz permanece em
>equilíbrio, durante um certo tempo, e, de repente,
>acontece uma rápida mudança demonstrando avanço na
>aquisição. Na aprendizagem temos períodos de
>estabilidade seguidos de "explosões" e mudanças. A
>aquisição de uma língua não deve ser vista como um
>produto final, mas como um processo contínuo e
>interminável. Como a própria língua é dinâmica, o
>aprendizado de línguas é um sistema complexo em
>constante mutação.
>
>Alguns princípios do aprendizado:
>1) Aprender é um processo ativo, no qual a pessoa que
>está aprendendo usa entradas sensoriais e constrói, a
>partir delas, um significado. O aprendiz precisa
>assumir uma participação ativa no processo e não
>aceitar passivamente o conhecimento que lhe é passado
>como algo pronto.
>2) As pessoas aprendem a aprender, à medida que
>aprendem: aprender consiste em construir significado e
>construir sistemas de significados.
>3) É importante também a maneira como o aprendiz é
>ensinado. O professor, definido como um dos
>fundamentais educadores, será um mediador do
>conhecimento, cabendo ao mesmo saber utilizar os
>recursos didáticos oferecidos pela instituição;
>procurar estabelecer o equilíbrio entre o seu
>conhecimento pragmático e o conhecimento de mundo de
>seu aprendiz através do respeito ao seu aprendiz; ter
>amor e dedicação pelo faz.
>4) Qualquer aprendizado envolve linguagem.
>Pesquisadores notaram que as pessoas falam consigo
>mesmas quando elas aprendem;
>5) Aprender é uma atividade social: o nosso
>aprendizado está intimamente associado com nossa
>conexões com outros seres humanos: nossos professores,
>nosso colegas, nossa família, nossos amigos.
>Pesquisadores sobre a educação reconhecem o aspecto
>social do aprendizado e destacam a grande importância
>da conversação, da interação com outras pessoas e da
>aplicação do conhecimento para o aprendizado.
>6) Aprender é contextual: nós não aprendemos fatos e
>teorias em um local abstrato da nossa mente, separado
>do resto da nossa vida. Nós aprendemos fazendo
>relações com o que já sabemos, com as coisas que
>acreditamos, com nossos preconceitos e com nossos
>medos. Não há como divorciar o nosso aprendizado das
>nossas vidas.
>7) É preciso ter conhecimento para aprender: não é
>possível assimilar novos conhecimentos, sem que
>tenhamos desenvolvido alguma base, em conhecimentos
>anteriores. Quanto mais sabemos, mais temos a
>possibilidade de aprender. Portanto, o processo de
>ensinar deve levar em consideração o estado do
>aprendiz e deve representar um passo adiante em
>relação ao seu conhecimento prévio.
>8) O aprendizado demanda tempo: aprender não é
>instantâneo. Para que o aprendizado seja
>significativo, nós precisamos revisitar idéias,
>refletir, experimentar e, principalmente, praticar.
>Outro ponto importante também é a disponibilidade de
>tempo e os meios de acesso dos quais o aprendiz dispõe
>para uma satisfatória aprendizagem. Pois devido a
>realidade atual de nosso país, muitas pessoas abrem
>mão de seus verdadeiros sonhos e aptidões, para se
>dedicarem ao trabalho
>que constitui o seu próprio sustento. É importante que
>o aprendiz tenha um tempo determinado
>(disponível) e condições adequadas para ter êxito em
>seu aprendizado.
>9) Aprender uma língua estrangeira também demanda
>dedicação do próprio aprendiz. Igualmente importante
>ao conhecimento pragmático e estes outros
>pré-requisitos apontados acima, a dedicação ao
>aprendizado da língua faz a diferença para o aprendiz.
>O aprendiz dedicado consegue trabalhar a seu favor,
>utilizando com equilíbrio todos os recursos
>oferecidos; interage com o professor de maneira a
>assimilar o maior número de informações possíveis e
>sobretudo, aprende a "driblar" as dificuldades
>inerentes ao seu aprendizado.
>
>Conclusões sobre as experiências individuais de
>aprender uma língua estrangeira
>Todos do grupo concordam que, como o aprendizado
>envolve a mente humana e depende de vários fatores,
>não há como se prever se este se dará de maneira
>eficiente ao ser colocado prática. Cada pessoa, em
>cada situação, irá obter uma resposta diferente de
>todos os outros. Ao longo dos anos, vários métodos
>"revolucionários" foram introduzidos, defendidos pela
>maioria como os únicos realmente capazes de produzir
>um aprendizado adequado, e, após algum tempo,
>substituídos por outros considerados mais eficientes
>ou modernos. Na visão do grupo, todos os métodos têm
>seus pontos positivos e seus pontos negativos;
>funcionam bem para alguns e não para outros.
>Acreditamos que o aprendizado irá sempre acontecer,
>independentemente da estratégia adotada. Um fator
>apontado por todos como de grande importância é a
>motivação. Se o aprendiz não estiver motivado, o
>aprendizado, certamente, ficará bastante prejudicado.
>Entretanto, a motivação também é totalmente subjetiva
>e imprevisível. Como ela depende da personalidade, de
>fatores afetivos, culturais, emocionais, a mesma coisa
>que é altamente motivante para uma pessoa pode ser
>totalmente desmotivante para outras. Acreditamos que
>seja importante que o aprendiz perceba a utilidade
>daquilo está aprendendo para a sua vida futura. Alguns
>do grupo ressaltaram a importância de estarem
>matriculados em cursos regulares de línguas para que
>pudessem organizar o seu estudo, enquanto outros
>relataram ter a disciplina necessária para estudar por
>conta própria (ex: fazer um planejamento de estudo de
>um material didático de uma língua estrangeira e
>segui-lo corretamente). Todos (não somente do nosso
>grupo, mas também de todos os outros grupos)
>ressaltaram a importância de atividades de lazer no
>aprendizado de línguas estrangeiras. Atividades, tais
>como leituras (livros, revistas, etc.), cinema, TV's a
>cabo, música são muito eficientes e motivantes (por
>serem atividades livres, cada pessoa irá utilizar
>aquelas que acharem mais divertidas ou interessantes).
>A Internet também foi apontada como uma ferramenta que
>vem sendo muito utilizada para o aprendizado do
>inglês. Através dela podemos nos comunicar, em tempo
>real, com falantes (nativos ou não) da língua
>residentes em qualquer parte do mundo. Na Internet
>podemos também encontrar infinitos sites com textos
>tratando sobre qualquer assunto que possa nos
>interessar, na língua que desejarmos. Foi destacada
>como muito produtiva a experiência de se residir em um
>país onde se fala a língua que se deseja aprender, por
>esta representar uma oportunidade não somente de se
>comunicar com falantes nativos, mas também de
>vivenciar a cultura daquele povo. Cada um dos membros
>do grupo apresentou estratégias/características
>pessoais de aprendizado: uns preferem concentrar o
>aprendizado nas próprias aulas, outros disseram achar
>importante uma avaliação formal que os "obrigue" a
>estudar mais profundamente o conteúdo visto na sala de
>aula (como forma de feedback e de estímulo ao estudo,
>não como forma de reprovar o aprendiz). O estudo da
>gramática (apresentado como o "vilão" em alguns
>métodos mais modernos de ensino de LE) também foi
>apontado por alguns do grupo como muito importante
>(principalmente nos estágios mais avançados da
>língua). O bom conhecimento da gramática foi
>considerada como essencial para que a pessoa sinta
>maior confiança ao se comunicar (talvez a falta de um
>conhecimento gramatical mais sólido seja uma das
>causas da timidez ao falar a língua, relatada por
>várias pessoas da turma). Alguns consideram que o
>estudo da gramática pode até ser divertido (depende
>muito da técnica utilizada pelo professor e do
>material didático adotado). Foi discutido no grupo se
>o aprendizado de uma língua (inclusive a língua
>materna) teria ou não uma influencia positiva no
>aprendizado de outras línguas. As opiniões ficaram um
>pouco dividas, mas a maioria acredita que esta
>influência positiva realmente ocorre, uma vez que há
>uma grande parcela em comum entre as línguas várias
>línguas ocidentais (gramática, estruturas, processos
>mentais de conversão da idéia abstrata para algo mais
>concreto e vice-versa, etc.)


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