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Date Posted: 09:31:14 05/07/04 Fri
Author: Grupo 1 - Inglês
Subject: Tarefa 6 - grupo 1 - inglês

UFMG - Faculdade de Letras
Dimensões Comunicativas no Ensino de Línguas
Estrangeiras
Professora Vera Lúcia Menezes de Oliveira e Paiva

TAREFA 6

GRUPO 1 - INGLÊS: Ana Cláudia de Sousa, Cláudia Aparecida
Rodrigues, Elisângela Aparecida Xavier e Ronaldo G. M.
Rosa

06 de maio de 2004

"Como fica a gramática no ensino comunicativo de línguas?"


Gramática e abordagem comunicativa podem, inicialmente, parecer coisas incompatíveis, já que a primeira apresenta uma natureza predominantemente teórica, enquanto a segunda se fundamenta sobretudo na prática. Porém, como demonstra o texto “O Ensino Significativo de Gramática em aulas de Língua Inglesa”, de Paiva e Figueiredo, o ensino da gramática do inglês dentro de um curso comunicativo é viável e potencialmente produtivo.
Segundo uma abordagem comunicativa, a gramática deve ser ensinada ao aluno de modo a contribuir para o aprendizado da língua, permitindo a esse aluno usá-la para expressar-se e para compreender os outros na escrita ou na fala.
As regras de gramática, porém, são comumente trabalhadas nas escolas de forma estéril, privilegiando o desenvolvimento da habilidade escrita. Os alunos não produzem textos espontaneamente, mas sim aplicam as regras em frases e diálogos isolados e com muita dificuldade em desenvolver a habilidade oral.
Um fator que contribui consideravelmente para o ensino destorcido da gramática é que a maioria dos livros didáticos, mesmo aqueles que dizem ser da linha da abordagem comunicativa, trabalham a gramática no nível da forma, sem serem significativos (ver apêndice).
Já que ser significativo é se aproximar do universo do aluno, usando a língua de forma contextualizada, é assim que o ensino da gramática deve ser enfocado. Isso não quer dizer que as regras gramaticais não devem ser trabalhadas, mas que o professor deve optar por utilizar métodos que as ensinem e façam sentido para o aluno. Cabe ao professor, também, corrigir e avaliar o uso da gramática com cautela e valorizar mais o significado da mensagem do que a forma em si.
Conclui-se, então, que o ensino de gramática apenas pode ser útil, e comunicativo, se for um processo dinâmico capaz de acompanhar com agilidade as transformações que inexoravelmente ocorrem em todos os idiomas, ao sabor dos fenômenos sociais, culturais e econômicos.

* Apêndice

Para ilustrar o que foi falado sobre os livros didáticos, cada componente do grupo analisou um livro didático de língua inglesa (com enfoque na abordagem comunicativa) para verificar como é ensinada a gramática em cada um desses livros.
No livro “Life Lines” (autor: Tom Hutchison), embora tenha proposta claramente comunicativa, o autor não consegue atingir seu objetivo no que diz respeito ao ensino da gramática. O estudante é levado à repetição estéril, através de exercícios tradicionais (como formulação de sentenças que contenham determinadas estruturas, o preenchimento de lacunas, etc.) e o espaço para a livre produção da língua é escasso. Por outro lado, algumas seções desse livro expõem temas da atualidade que podem se aproximar da realidade da turma, cabendo ao professor saber tirar proveito disso para promover a comunicação espontânea entre os alunos.
O outro livro analisado é o “English File” (autores: Clive Oxenden, Christina Latham-Koenig e Gill Hamilton), cujo objetivo principal é provocar o aluno através de textos, figuras e outras formas de motivação, promovendo um aprendizado mais próximo da realidade do mesmo. Como a maioria dos livros didáticos disponíveis no mercado, esta contextualização nem sempre é conseguida. Em se tratando especificamente da gramática, o livro apresenta, através de um exemplo simples e descontextualizado, um micro conteúdo formal do universo gramatical. É feita uma breve explanação do conceito gramatical enfatizado na lição e, após esse contato, o aluno é submetido a uma série de exercícios mecânicos que, em sua maioria, são técnicas de repetição e memorização. Assim sendo, o livro perde sua função comunicativa no que tange a gramática e até mesmo os micro conteúdos formais, que não criam uma unidade durante o processo, são como meras fotografias de um momento de estudo passado, sem união com o processo real de aprendizado.
Foi analisado, também, o livro “Headway – pre-intermediate” (autores: Soars & Soars) que apresenta, pelo menos parcialmente, uma abordagem comunicativa do ensino do inglês. Em vários momentos do curso são propostas atividades de conversação, ou exercícios escritos que reproduzem situações da vida cotidiana, em que a linguagem a ser empregada é basicamente a da comunicação interpessoal usual. Entretanto, nota-se que tais atividades de cunho comunicativo são mais freqüentes nos tópicos não gramaticais como, por exemplo, nos aspectos sociais do uso da língua. Nos casos em que conteúdos gramaticais importantes são apresentados, o livro assume um caráter menos comunicativo, voltando-se ao emprego de tarefas mais ou menos áridas de exercício dos conceitos gramaticais introduzidos.
Em contraste, o livro “Handshake: a course in communication” (autores: Peter Viney e Karen Viney) expõe explicitamente pontos gramaticais (existe, inclusive, uma seção no final do livro que mostra as regras gramaticais resumidamente para consulta e complementação de informação) de forma contextualizada, mostrando situações do cotidiano em que eles são utilizados. Os assuntos abordados são variados e abrangem situações reais de comunicação como exemplos: “trocando informações”; “interação social”; “estratégias de conversação”; “expressando sentimentos”; etc. Apesar de haver exercícios de repetição, de combinar colunas e até de preencher lacunas, o livro promove muita prática de conversação: existem exercícios para induzir os alunos a discutir sobre a realidade de seu país e sobre a cultura de países de língua inglesa; existem perguntas abertas para saber a opinião do aluno sobre determinado assunto; os alunos são incentivados a encenar temas sobre o cotidiano; etc.
Constatou-se, então, que, apesar de serem livros declaradamente comunicativos, nem sempre os tópicos de gramática são abordados segundo a perspectiva comunicativa.

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Replies:

[> Re: Tarefa 6 - grupo 1 - inglês -- Vera, 20:23:58 05/07/04 Fri [1]

Parabéns. Vocês fizeram uma excelente tarefa tanto na parte teórica quant na prática.

Vera


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[> Re: Tarefa 6 - grupo 1 - inglês -- José Euríalo, 06:40:56 05/09/04 Sun [1]

Ana Cláudia de Sousa, Cláudia Aparecida Rodrigues, Elisângela Aparecida Xavier e Ronaldo G. M. Rosa:

Parabéns pelo trabalho realizado! Muito, muito bom mesmo!

Concordo com a análise do “Headway – pre-intermediate” (autores: Soars & Soars), com o qual trabalhei durante algum tempo. Foi bom ler aquilo, pessoal!

Quanto ao texto apresentado, permitam-me uma crítica: faltou a bibliografia. (Eu sou chato; não é verdade?)

Obrigado,

José.


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