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Date Posted: 15:52:15 05/09/04 Sun
Author: Irany
Subject: Re: tarefa 6 - grupo 3 - espanhol
In reply to: grupo 3 's message, "tarefa 6 - grupo 3 - espanhol" on 18:16:51 05/07/04 Fri

Muto bom o trabalho de voces, realmente a palavra chave é criatividade, o professor tem que criar, buscar e inventar cada dia coisas novas. Abraços. irany



TAREFA 6
>
>Como fica a gramática no ensino comunicativo de
>línguas?
>
>Após a leitura do texto de Vera e outros sobre ensino
>de gramática em classes de LE, ficou claro para nós
>que no ensino comunicativo de línguas, o professor
>necesita ser criativo e cuidadoso para poder
>transmitir conhecimentos gramaticais a partir de
>atividades baseadas na fluidez que se centram em
>compartilhar e intercambiar informação e de acordo com
>o próprio objetivo do método:
>
> Método comunicativo
>
>► não só a comunicação (ouvir e falar) é
>importante, mas também a estrutura da língua e o
>léxico são importantes para se aprender uma língua
>
>► material autêntico
>
>► jogos de aprendizagem, desenhos em quadrinhos,
>roll plays
>
>► língua alvo (target) deve ser aprendida no
>contexto
>
>► aspectos pragmáticos são muito importantes
>
>► material e exercícios com sentido (não
>construídos/chatos e adaptado à idade dos aprendizes
>
>O uso da gramática pode sim ser bastante
>significativo, tanto com a memorização quanto com a
>criatividade. Porém, se estamos aprendendo uma língua
>com a que não temos muito contato e que tenha suas
>raízes distintas das nossas, o uso da memorização
>ajuda na sua compreensão e estudo.
>
>Dessa forma, a gramática seria, antes, uma ferramenta
>da qual o professor pode lançar mão para atingir tais
>objetivos, mas não deveria tomá-la como um fim em si
>mesma. É necessário substituir exercícios puramente
>estruturais por atividades que tenham relação com a
>vida pessoal e/ou interesses dos alunos, ou, pelo
>menos, escolher frases “reais”, ou seja, em que se
>utilize nomes ou termos relacionados à realidade dos
>alunos, tais como frases cujo sujeito são eles mesmos
>ou seus colegas de classe, por exemplo.
>
>Outro aspecto a ser considerado é que, ao ensinar, é
>importante também que o professor tenha em mente que
>os seres humanos são diferentes entre si, que cada um
>tem um ritmo próprio de aprendizagem, sendo livre para
>decidir a melhor maneira de aprender a gramática,
>ainda que por métodos mais tradicionais, como técnicas
>de memorização e repetição, macetes, etc. Respeitar a
>individualidade dos alunos é essencial. Mesmo que
>sigamos determinado método para ensinar, não devemos
>impô-lo como método de aprendizagem ao aluno.
>
>
>O artigo fala sobre exemplos utilizados em uma aula de
>inglês. Não é comum, no caso do espanhol (falamos
>baseados em nossas aulas), utilizar frases sem sentido
>para ensinar alguma regra de gramática, talvez pela
>proximidade desta com nossa língua materna. Em
>seguida, o texto diz que “segundo Crystal (1988, p.
>129), esses gramáticos tentavam estabelecer REGRAS
>para o uso social ou ESTILISTICAMENTE correto da
>língua”. Ora, cremos que não é por aí; o que eles
>fazem é mostrar como determinada regra pode ser
>utilizada em uma frase. Imaginem se o professor que
>ensina português a um falante de língua inglesa não
>explicasse que o comum é utilizar, por exemplo,
>substantivo DEPOIS do adjetivo: o aluno acharia que
>está sendo enganado, pois ele iria ver as pessoas
>falarem de outra maneira. Não vemos este exemplo como
>estabelecer REGRAS para o uso social ou
>ESTILISTICAMENTE correto da língua mas como ferramenta
>de auxílio na compreensão de uma língua.
>
>OBS: Na comparação do texto com o livro, comparamos
>dois livros: “Gente”, utilizado nas aulas de espanhol
>da graduação e VEN, livro adotado pelo CENEX. Quanto
>ao “Gente”, este nos pareceu bem objetivo e com
>poucos exercícios de memorização, PORÉM ELES EXISTEM e
>ajudam o aluno na compreensão da língua. É um livro
>bem diversificado, abordando diversos aspectos, seja a
>nível cultural, histórico ou gramático.
>
>O VEN, por sua vez, apresenta uma seção exclusiva para
>o ensino gramatical chamada Gramática (tabelas de
>verbos, etc.). Para nós, algo tradicional, visto que
>os métodos mais modernos trabalham com a dedução de
>regras. Mas o professor tem a possibilidade de adaptar
>as seções de forma que o conhecimento gramatical seja
>adquirido do jeito mais dedutivo possível pelo aluno.
>É trabalhada contextualmente após um diálogo. Cabe ao
>professor conferir se o que o livro apresenta é
>“aproveitável” (ou se deve ser substituído por um
>material extra) e contextualizar os tópicos, de forma
>que não apresente a seus alunos uma lista de regras e
>expressões que não servem para uma situação discursiva
>real, além de preparar atividades de fixação e
>verificação de aprendizagem considerando o exposto
>acima no texto.

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