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Date Posted: 18:16:51 05/07/04 Fri
Author: grupo 3
Subject: tarefa 6 - grupo 3 - espanhol

TAREFA 6

Como fica a gramática no ensino comunicativo de línguas?

Após a leitura do texto de Vera e outros sobre ensino de gramática em classes de LE, ficou claro para nós que no ensino comunicativo de línguas, o professor necesita ser criativo e cuidadoso para poder transmitir conhecimentos gramaticais a partir de atividades baseadas na fluidez que se centram em compartilhar e intercambiar informação e de acordo com o próprio objetivo do método:

Método comunicativo

► não só a comunicação (ouvir e falar) é importante, mas também a estrutura da língua e o léxico são importantes para se aprender uma língua

► material autêntico

► jogos de aprendizagem, desenhos em quadrinhos, roll plays

► língua alvo (target) deve ser aprendida no contexto

► aspectos pragmáticos são muito importantes

► material e exercícios com sentido (não construídos/chatos e adaptado à idade dos aprendizes

O uso da gramática pode sim ser bastante significativo, tanto com a memorização quanto com a criatividade. Porém, se estamos aprendendo uma língua com a que não temos muito contato e que tenha suas raízes distintas das nossas, o uso da memorização ajuda na sua compreensão e estudo.

Dessa forma, a gramática seria, antes, uma ferramenta da qual o professor pode lançar mão para atingir tais objetivos, mas não deveria tomá-la como um fim em si mesma. É necessário substituir exercícios puramente estruturais por atividades que tenham relação com a vida pessoal e/ou interesses dos alunos, ou, pelo menos, escolher frases “reais”, ou seja, em que se utilize nomes ou termos relacionados à realidade dos alunos, tais como frases cujo sujeito são eles mesmos ou seus colegas de classe, por exemplo.

Outro aspecto a ser considerado é que, ao ensinar, é importante também que o professor tenha em mente que os seres humanos são diferentes entre si, que cada um tem um ritmo próprio de aprendizagem, sendo livre para decidir a melhor maneira de aprender a gramática, ainda que por métodos mais tradicionais, como técnicas de memorização e repetição, macetes, etc. Respeitar a individualidade dos alunos é essencial. Mesmo que sigamos determinado método para ensinar, não devemos impô-lo como método de aprendizagem ao aluno.


O artigo fala sobre exemplos utilizados em uma aula de inglês. Não é comum, no caso do espanhol (falamos baseados em nossas aulas), utilizar frases sem sentido para ensinar alguma regra de gramática, talvez pela proximidade desta com nossa língua materna. Em seguida, o texto diz que “segundo Crystal (1988, p. 129), esses gramáticos tentavam estabelecer REGRAS para o uso social ou ESTILISTICAMENTE correto da língua”. Ora, cremos que não é por aí; o que eles fazem é mostrar como determinada regra pode ser utilizada em uma frase. Imaginem se o professor que ensina português a um falante de língua inglesa não explicasse que o comum é utilizar, por exemplo, substantivo DEPOIS do adjetivo: o aluno acharia que está sendo enganado, pois ele iria ver as pessoas falarem de outra maneira. Não vemos este exemplo como estabelecer REGRAS para o uso social ou ESTILISTICAMENTE correto da língua mas como ferramenta de auxílio na compreensão de uma língua.

OBS: Na comparação do texto com o livro, comparamos dois livros: “Gente”, utilizado nas aulas de espanhol da graduação e VEN, livro adotado pelo CENEX. Quanto ao “Gente”, este nos pareceu bem objetivo e com poucos exercícios de memorização, PORÉM ELES EXISTEM e ajudam o aluno na compreensão da língua. É um livro bem diversificado, abordando diversos aspectos, seja a nível cultural, histórico ou gramático.

O VEN, por sua vez, apresenta uma seção exclusiva para o ensino gramatical chamada Gramática (tabelas de verbos, etc.). Para nós, algo tradicional, visto que os métodos mais modernos trabalham com a dedução de regras. Mas o professor tem a possibilidade de adaptar as seções de forma que o conhecimento gramatical seja adquirido do jeito mais dedutivo possível pelo aluno. É trabalhada contextualmente após um diálogo. Cabe ao professor conferir se o que o livro apresenta é “aproveitável” (ou se deve ser substituído por um material extra) e contextualizar os tópicos, de forma que não apresente a seus alunos uma lista de regras e expressões que não servem para uma situação discursiva real, além de preparar atividades de fixação e verificação de aprendizagem considerando o exposto acima no texto.

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Replies:

[> Re: tarefa 6 - grupo 3 - espanhol -- Vera, 21:08:47 05/07/04 Fri [1]

Vocês conseguiram focar em pontos relevantes na parte teórica, mas a análise dos livros deixou a desejar. Vocês não nos contaram como é o ensino de gramática. A gramática é trabalhada como? O ensino é comunicativo ou não?

Vera


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[> [> Re: tarefa 6 - grupo 3 - espanhol -- Sergio Borges, 21:20:13 05/07/04 Fri [1]

Nós discutimos um pouco no grupo sobre como é trbalhada o ensino da gramática porém, para não ficar muito cheio de "rodeios", tentamos ser objetivos (parece que fomos objetivos de mais). Quanto ao ensino, achamos que mescla um pouco do comunicativo, mas com traços fortes do ensino tradicional, desculpe não ter passado esta informação de forma clara. Vamos melhorar na próxima.
Um bom fim de semana.


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[> Re: tarefa 6 - grupo 3 - espanhol -- José Euríalo, 06:27:18 05/09/04 Sun [1]

Sérgio:

"Wie geht es dir? Alles in Ordnung?" :-)

Li o texto de sua tarefa 6, bem como a complementação que você enviou posteriormente. Parabéns pelo que você e suas colegas fizeram! Eu não conheço os livros analisados por vocês, pois estudei Espanhol há séculos (risos...) e os professores não tinham escolha (utilizávamos livros bem ruins da rede FISK; confesso, todavia, que não sei como está o material didático dessa escola hoje), mas concordo com a Profª Vera quanto à superficialidade da análise que vocês realizaram, especialmente porque sei que vocês são capazes de muito, muito mais!

Devo acrescentar que gostei das suas observações sobre o ensino de aspectos gramaticais de Espanhol, mas, como ainda estou muito crítico, não me impeço de dizer que senti falta da bibliografia no final do texto, que são fundamentais, no mundo acadêmico, apesar de muitas publicações serem apenas simulacros de livros, desperdício de tempo, papel, tinta, dinheiro e de algum talento. Outro deslize que percebi foi a não-inclusão dos nomes de suas colegas Isabel e Míriam. ("Schade!... Bist du nicht verschämt?")

Quanto a "rodeios", os textos do grupo 3 - Inglês (PRATUFMG)têm sido prolixos. A Cristina e a Sandra são mais objetivas do que eu (como as invejo!), mas, como precisamos discutir e reunir as três contribuições individuais, o texto acaba sendo "alongado". Acho que as meninas (assim como você, eu também tive sorte com as colegas!) não nasceram na roça, para gostarem de rodeios, de uns "dedim de prosa", "né?".

Penitenciando-me pela habitual franqueza e pelas brincadeiras,

José. (Nun, sage ich dir: "Was nun, Sérgio?")


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[> [> Errata -- José Euríalo, 06:56:09 05/09/04 Sun [1]

Sérgio e outros(as) eventuais eitores(as):

Onde escrevi "...senti falta da bibliografia no final do texto, que são fundamentais...", leiam "...senti falta da bibliografia no final do texto, que é fundamental...", por favor! ;)

Obrigado,

José.


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[> [> Re: tarefa 6 - grupo 3 - espanhol -- Isabela, 07:14:58 05/10/04 Mon [1]

José, obrigada por seus comentários sempre tão proveitosos. Concordo com você, podemos realmente nos esforçar mais e caprichar da próxima vez. Acontece que nós três do grupo estamos cheeeeeios de coisa pra fazer durante a semana, trabalhar, estudar...Eu, por exemplo tô fazendo 6 matérias esse semestre pra formar e às vezes tenho que faltar nas outras aulas pra ficar no computador por conta dessa, você sabe como é difícil ter sempre que abrir mão de algo...tanta coisa pra ler e fazer, mas mesmo assim, sei que outros também estão apertados e fazem tudo bem organizado. Vamos melhorar. Obrigada.Abraços.


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[> Re: tarefa 6 - grupo 3 - espanhol -- Irany, 15:52:15 05/09/04 Sun [1]

Muto bom o trabalho de voces, realmente a palavra chave é criatividade, o professor tem que criar, buscar e inventar cada dia coisas novas. Abraços. irany



TAREFA 6
>
>Como fica a gramática no ensino comunicativo de
>línguas?
>
>Após a leitura do texto de Vera e outros sobre ensino
>de gramática em classes de LE, ficou claro para nós
>que no ensino comunicativo de línguas, o professor
>necesita ser criativo e cuidadoso para poder
>transmitir conhecimentos gramaticais a partir de
>atividades baseadas na fluidez que se centram em
>compartilhar e intercambiar informação e de acordo com
>o próprio objetivo do método:
>
> Método comunicativo
>
>► não só a comunicação (ouvir e falar) é
>importante, mas também a estrutura da língua e o
>léxico são importantes para se aprender uma língua
>
>► material autêntico
>
>► jogos de aprendizagem, desenhos em quadrinhos,
>roll plays
>
>► língua alvo (target) deve ser aprendida no
>contexto
>
>► aspectos pragmáticos são muito importantes
>
>► material e exercícios com sentido (não
>construídos/chatos e adaptado à idade dos aprendizes
>
>O uso da gramática pode sim ser bastante
>significativo, tanto com a memorização quanto com a
>criatividade. Porém, se estamos aprendendo uma língua
>com a que não temos muito contato e que tenha suas
>raízes distintas das nossas, o uso da memorização
>ajuda na sua compreensão e estudo.
>
>Dessa forma, a gramática seria, antes, uma ferramenta
>da qual o professor pode lançar mão para atingir tais
>objetivos, mas não deveria tomá-la como um fim em si
>mesma. É necessário substituir exercícios puramente
>estruturais por atividades que tenham relação com a
>vida pessoal e/ou interesses dos alunos, ou, pelo
>menos, escolher frases “reais”, ou seja, em que se
>utilize nomes ou termos relacionados à realidade dos
>alunos, tais como frases cujo sujeito são eles mesmos
>ou seus colegas de classe, por exemplo.
>
>Outro aspecto a ser considerado é que, ao ensinar, é
>importante também que o professor tenha em mente que
>os seres humanos são diferentes entre si, que cada um
>tem um ritmo próprio de aprendizagem, sendo livre para
>decidir a melhor maneira de aprender a gramática,
>ainda que por métodos mais tradicionais, como técnicas
>de memorização e repetição, macetes, etc. Respeitar a
>individualidade dos alunos é essencial. Mesmo que
>sigamos determinado método para ensinar, não devemos
>impô-lo como método de aprendizagem ao aluno.
>
>
>O artigo fala sobre exemplos utilizados em uma aula de
>inglês. Não é comum, no caso do espanhol (falamos
>baseados em nossas aulas), utilizar frases sem sentido
>para ensinar alguma regra de gramática, talvez pela
>proximidade desta com nossa língua materna. Em
>seguida, o texto diz que “segundo Crystal (1988, p.
>129), esses gramáticos tentavam estabelecer REGRAS
>para o uso social ou ESTILISTICAMENTE correto da
>língua”. Ora, cremos que não é por aí; o que eles
>fazem é mostrar como determinada regra pode ser
>utilizada em uma frase. Imaginem se o professor que
>ensina português a um falante de língua inglesa não
>explicasse que o comum é utilizar, por exemplo,
>substantivo DEPOIS do adjetivo: o aluno acharia que
>está sendo enganado, pois ele iria ver as pessoas
>falarem de outra maneira. Não vemos este exemplo como
>estabelecer REGRAS para o uso social ou
>ESTILISTICAMENTE correto da língua mas como ferramenta
>de auxílio na compreensão de uma língua.
>
>OBS: Na comparação do texto com o livro, comparamos
>dois livros: “Gente”, utilizado nas aulas de espanhol
>da graduação e VEN, livro adotado pelo CENEX. Quanto
>ao “Gente”, este nos pareceu bem objetivo e com
>poucos exercícios de memorização, PORÉM ELES EXISTEM e
>ajudam o aluno na compreensão da língua. É um livro
>bem diversificado, abordando diversos aspectos, seja a
>nível cultural, histórico ou gramático.
>
>O VEN, por sua vez, apresenta uma seção exclusiva para
>o ensino gramatical chamada Gramática (tabelas de
>verbos, etc.). Para nós, algo tradicional, visto que
>os métodos mais modernos trabalham com a dedução de
>regras. Mas o professor tem a possibilidade de adaptar
>as seções de forma que o conhecimento gramatical seja
>adquirido do jeito mais dedutivo possível pelo aluno.
>É trabalhada contextualmente após um diálogo. Cabe ao
>professor conferir se o que o livro apresenta é
>“aproveitável” (ou se deve ser substituído por um
>material extra) e contextualizar os tópicos, de forma
>que não apresente a seus alunos uma lista de regras e
>expressões que não servem para uma situação discursiva
>real, além de preparar atividades de fixação e
>verificação de aprendizagem considerando o exposto
>acima no texto.


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