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Date Posted: 13:45:51 10/31/04 Sun
Author: Micheline Marra de Lima
Subject: Resumo 11

Resumo 11

LITTLE, D. et ali (Ed.) Towards greater learner autonomy in the foreign language classroom. Dublin: Authentik, 2002. Capítulo 1. Exploring the practice and theory of learner autonomy. P. 4-23

O texto abrange o enfoque teórico e prático do aprendiz autônomo. A abordagem comunicativa é ressaltada desde seus primórdios na Irlanda, no final da década de 70. Inicialmente, era levado em conta a fluência comunicativa, não havia teste oral de proficiência. Posteriormente, a Associação de Professores de Língua Moderna foi fazendo as adaptações necessárias, criando um projeto. A tarefa primária do projeto era delinear as diretrizes e propósitos para os alunos. Como recurso, foi publicado um material ‘Salut!’, como preparatório para um certificado. O fundo arrecadado com o material fez possível a presença de vários especialistas na área nos congressos. Leni Dam apresentou seu projeto na área de aprendiz autônomo - CLCS. Segundo ela, nenhum livro didático de curso é capaz de abranger a variedade de interesses dos aprendizes em uma sala. Foi feito um trabalho de conscientização dos alunos em relação à importância da língua inglesa para suas vidas. O texto define autonomia do aprendiz como uma capacidade reflexiva de auto-gerenciamento, o aprendiz é responsável por seu processo de aprendizagem, participa do estabelecimento de objetivos, tem iniciativa para planejar e executar as atividades. A dificuldade maior foi acerca de como lhe dar com alunos desinteressados, ou seja, desmotivados. Disciplina, no entanto, não foi um desafio para o desenvolvimento do projeto. A abordagem de Dam pode ser dividida em: learner empowerment – o aprendiz é responsável por sua própria aprendizagem, learner reflection – ele deve desenvolver sua capacidade de refletir, planejar, monitorar e avaliar e appropriate target language use – desenvolver a proficiência da linguagem do aprendiz através de uma comunicação espontânea. Assim, um aprendiz autônomo deve ter uma interdependência, não exatamente uma independência. É interessante a questão biológica abordada pelos autores. Primeiramente, nossas personalidades e habilidades se desenvolvem na medida que amadurecemos, são inatas, não impostas pelos pais. Segundo, somos autônomos por natureza por sermos auto-conteúdos. Os dois aspectos principais ressaltados no projeto apontado são: o paradoxo de desenvolvimento e a troca entre organismos e seus ambientes. Isso nos ajuda a entender a importância de trabalho em grupo, pois a colaboração que procede sucesso beneficia todos os participantes, pois está baseada na reciprocidade. A consciência metalingüística – pensar sobre o pensar – é essencial. Nascemos com uma predisposição para desenvolver a teoria da mente, para adquirirmos o idioma do ambiente em que vivemos, porém só acontece se houver estímulos e interação. Vygotsky (1978, 1986) afirma que nossas funções cognitivas são internalizadas pela nossa interação social. Entretanto, não afirma que todo pensamento é dependente da linguagem. Os processos explícitos de escolarização intensificam, de forma artificial, o crescimento da conscientização metacognitiva e metalingüística. Na conclusão do texto, é necessário que se tenha uma boa prática pedagógica que requer uma boa teoria pedagógica, além da experimentação pedagógica e pesquisa em sala de aula.


SINCLAIR, B. Materials design for the promotion of learner autonomy: how explicit is "explicity. In: In: PEMBERTON et al. Taking control: autonomy inlanguage learning. Hong Kong: Hong Kong University Press, 1996.p. 149-165

O texto de Barbara Sinclair (1996) enfoca os materiais de auto-acesso na promoção da autonomia da aprendizagem no âmbito de língua estrangeira. São necessários treinamento explícito em tais materiais, foco, estratégias e tarefas de aprendizagem. No primeiro capítulo, a autora define o que é autonomia do aprendiz, citando Holec (1981) e explicando o treinamento do aprendiz. Um aprendiz autônomo, de acordo com o texto, tem a capacidade de tomar decisões sobre sua aprendizagem. É reconhecido, porém, que a verdadeira autonomia não será considerada um processo estático. Existem diversos graus de indivíduos autônomos de acordo com as variáveis e condições de cada um. Como é afirmado por Holec que a capacidade de autonomia não é inata, torna-se necessário desenvolver técnicas para que seja feito um treinamento de autonomia para o aprendiz. Apesar de que o termo ‘treinamento do aprendiz’ ter sido criticado por não condizer com os princípios da própria teoria. Um ponto interessante que é ressaltado, citando Wenden (1991), é a relevância da educação do professor para a introdução e promoção da autonomia dos aprendizes, pois requer professores capazes e motivados. Os materiais são cruciais para tornar os aprendizes autônomos mais eficientes. Eles ajudam os professores a entenderem o raciocínio e procedimentos do treinamento dos aprendizes, dando-lhes direções e apoio, além de exemplos de tarefas. Eles permitem também os professores refletirem sobre as práticas e princípios do treinamento. Existem inúmeros fatores que influenciam a forma na qual o treinamento, níveis de explicitação são incorporados nos materiais de ensino de idiomas, tais como: expectativas, experiências prévias, níveis, atitudes, objetivos, etc. É importante ressaltar, que o aprendiz deve saber (1)que é uma tarefa de um treinamento de aprendiz e sua significância no esquema do curso; (2) o propósito da tarefa e sua significância; (3) o que é requerido para o aprendiz executar; (4) como fazer a tarefa; (5) se a tarefa sendo feita é nova ou se está sendo reciclada; (6) a linguagem com a qual ele vai gerenciar a tarefa. Um fator que nem sempre caminha na mesma direção dos propósitos para o desenvolvimento de um bom material é o interesse do editor. Pois, o número de páginas, o layout, o desenho nem sempre contribuem para o sucesso do material. Posteriormente, a autora apresenta alguns exemplos de tarefas do treinamento e faz uma breve análise e comentários acerca de alguns deles. O treinamento do aprendiz na sala de aula é abordado, sendo baseado nas necessidades dos aprendizes. Entretanto, existem dois tipos de materiais em um centro de auto-acesso: aqueles que são diretivos – incluem tarefas do treinamento e exercícios de prática lingüística e habilidades - e não-diretivos – consistem em uma coleção de textos autênticos, tanto escritos, quanto gravados. Assim, o autor conclui que a autonomia do aprendiz deve ser promovida de forma explícita. Não é uma tarefa fácil, mas o autor apresenta formas e caminhos para realizá-la. Talvez pesquisas futuras possam dar uma luz maior para a concretização de tais ideais. Claro, que há uma variação individual. Finalmente, a multiplicidade de necessidades dos aprendizes em relação à explicitação pode nos levar a uma situação na qual o escritor possa basear em suas crenças e optar pelo melhor compromisso possível.

Micheline

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