VoyForums
[ Show ]
Support VoyForums
[ Shrink ]
VoyForums Announcement: Programming and providing support for this service has been a labor of love since 1997. We are one of the few services online who values our users' privacy, and have never sold your information. We have even fought hard to defend your privacy in legal cases; however, we've done it with almost no financial support -- paying out of pocket to continue providing the service. Due to the issues imposed on us by advertisers, we also stopped hosting most ads on the forums many years ago. We hope you appreciate our efforts.

Show your support by donating any amount. (Note: We are still technically a for-profit company, so your contribution is not tax-deductible.) PayPal Acct: Feedback:

Donate to VoyForums (PayPal):

Login ] [ Contact Forum Admin ] [ Main index ] [ Post a new message ] [ Search | Check update time | Archives: 1[2]34 ]


[ Next Thread | Previous Thread | Next Message | Previous Message ]

Date Posted: 05:38:04 11/01/04 Mon
Author: Luciana Laender
Subject: Resumo semana 11

Towards greater learner autonomy in the foreign language classroom
David Little, Jennifer Ridley, Ema Ushioda

No final dos anos 70, surge na Irlanda a abordagem comunicativa. Em 1978 a Associação de Professores de Língua Moderna criou um projeto, onde a idéia central era que falantes ingleses e escoceses apresentassem abordagens sobre planos de estudo baseados num repertório comunicativo coerente. A primeira tarefa do projeto foi redigir diretrizes para um moderno plano de estudos de língua comunicativa. No ano de 1982, foi publicado o na França com o nome de “Salut!”, material que seria utilizado para a obtenção do Certificado Intermediário.
Leni Dam, pesquisadora da área de autonomia, reconhece que não há livros didáticos capazes de abranger os interesses de todos os aprendizes. Para seu projeto, Leni trouxe planos de aula, listas de palavras a serem aprendidas, textos de inglês variados, e revisões regulares do progresso da aprendizagem. Um dos principais efeitos da revolução comunicativa no ensino da língua foi acabar com a tradução. Após um trabalho de conscientização dos alunos a respeito da aprendizagem da língua, obteve-se uma melhora visível, tanto em graus de fluência quanto em precisão. Dam trabalhou muito com os aprendizes, dividindo com eles responsabilidade e obteve ótimos resultados.
O nível da abordagem teórica de Leni pode ser classificada em três princípios: “Learner empowerment” (autorização do aprendiz) – o aprendiz é responsável pela própria aprendizagem; “Learner reflection” (idéia do aprendiz) - ele desenvolve sua própria capacidade de refletir, planejar, monitorar e avaliar; “Appropriate target language use” (uso apropriado da língua alvo) – o aprendiz deve desenvolver a proficiência da língua, usando uma comunicação espontânea.
Segundo os autores uma visão interativa social na aprendizagem em sala de aula depende de uma visão interativa social na aprendizagem desenvolvida.
Outrossim, somos autônomos, em termos biológicos, em dois sentidos: somos organismos autoprodutivos, isto quer dizer, crescemos de acordo com nossas próprias leis (Maturana and Varela 1987, Rose 1997) e forças externas não podem nos fazer desenvolver campos que não sejam geneticamente predeterminados; e em segundo lugar, somos autônomos no sentido de sermos independentes (self-contained). Assim podemos dizer que nesse texto primeiramente temos o “paradoxo do desenvolvimento” – a impossibilidade de separar ser de tornar e em segundo lugar temos o “intercâmbio entre organismos e seus ambientes”, onde capturamos a base da visão social interativa da aprendizagem. Os autores tiram disso uma afirmação obvia, a colaboração no trabalho em grupo beneficia todos os participantes porque têm como base a reciprocidade.
A participação efetiva na interação social depende não apenas de termos senso de necessidade, imaginação, objetivos, mas também em relação à dos outros.
A teoria da mente e a consciência metalingüística permitem a psicologia autônoma de originar-se da nossa autonomia biológica.
Vygotsky (1978, 1986) argumenta que nossas mais elevadas funções cognitivas são internalizadas de interação social, que são desenvolvidas pela linguagem. O psicólogo soviético ainda afirma que a linguagem é o papel principal na aprendizagem, porque é a ferramenta simbólica que usamos para modelar e direcionar o comportamento da solução de problema.
Os autores argumentam sobre os processos da escolarização, afirmando que eles intensificam de forma artificial o significado do crescimento da conscientização meta cognitiva e a consciência metalingüística.
Concluindo, o autor reforça a teoria de Leni Dam sobre a autonomia do aprendiz na sala de aula, o paradoxo do desenvolvimento, teoria da mente e consciência metalingüística e a capacidade da metacognição.
Os autores afirmam que os indivíduos expandem gradualmente o surgimento da capacidade do comportamento autônomo, mas também reage dentro da interdependência que ser de base para a interação social.

Materials design for the promotion of learner autonomy: how explicit is “explicit”?
Barbara Sinclair

Sinclair considera a representação em publicar e autoacessar materiais para a promoção do aprendiz autônomo na aprendizagem da língua.
Nas ultimas décadas, editores têm progressivamente tornado cientes da necessidade de levar em conta a autonomia do aprendiz nos livros do curso de inglês. Contudo em análises recentes (Sinclair and Ellis 1992) conclui que atividades que visam a promoção da autonomia estão sempre presentes de uma forma implícita e sem princípios.
A autora faz uma reflexão sobre as pessoas envolvidas na produção do material e na autonomia do aprendiz sugerindo algumas diretrizes praticas.
Primeiramente a autora fala da autonomia do aprendiz e do treinamento do aprendiz. Em relação à autonomia do aprendiz, a autora cita Holec (1981:3) que descreve aprendiz autônomo como aquele que é capaz de tomar conta de sua própria aprendizagem, isto é capaz de determinar objetivos, definir conteúdos e progressões, selecionar métodos e técnicas a serem usadas, monitorar e avaliar aquilo que aprenderam. Os termo “treinamento do aprendiz” ou “desenvolvimento do aprendiz” refere-se ao objetivo de ajudar os aprendizes a considerar os fatores que afetam a aprendizagem deles e descobrir as estratégias de aprendizagem que melhor adaptam a eles, assim eles são capazes de se tornarem melhores aprendizes e ter mais responsabilidade na aprendizagem própria (Ellis and Sinclair 1989:2).
O papel do material publicado para a promoção do aprendiz autônomo, segundo Anita Wenden (1991:7) é crucial para o sucesso na introdução e promoção do aprendiz autônomo, pois professores motivados e capazes são fundamentais.
Esses materiais ajudam professores a entender a lógica e procedimento do treinamento do aprendiz e permite aos professores experimentar e refletir sobre a prática e princípios desse treinamento.
Segundo a autora há vários fatores que influenciam a forma na qual o treinamento e os níveis de clareza estão incorporados dentro do material de ensino da língua, tais como a época suposta pelos estudantes alvo, contexto cultural, níveis, experiências passadas aprendidas, expectativas, atitudes, metas de aprendizagem, motivação e claro, o tipo e duração do curso. Sinclair argumenta ainda que para realizar uma tarefa com sucesso, o aprendiz deve saber que:
1 – é uma tarefa de treinamento do aprendiz e que é geralmente significante no esquema do curso;
2 – a proposta da tarefa e sua importância;
3 – o que é exigido aos aprendizes para fazer;
4 – como fazer a tarefa;
5 – se é um novo tipo de tarefa ou uma que está sendo refeita;
6 – a língua com a qual será feita a tarefa.
Há necessidade de considerar o material do aprendiz, assim editores devem desenvolver material de interesse do aluno. Limitações dificultam obter material efetivo e as limitações impostas por layout, tamanho e número de páginas e as chamadas de compromisso onde alunos possam ter informações nas anotações do professor.
Barbara Sinclair mostra alguns exemplos de tarefas e faz recomendações em certas situações, como, por exemplo, o compromisso do objetivo da tarefa, usando abordagens que encorajam a reflexão, discussão e a troca de idéias.
Na aprendizagem de auto-acesso há implicações que levam o aprendiz a autodireção, permitindo aprendizes a fazer o que gostam, da maneira que querem, com o material que escolherem e num período de tempo especificado por eles mesmos. Por outro lado, experiências têm mostrado que o aprendiz normal, precisa de períodos de ajustamento e apresentação para processar a aprendizagem autodirigida, principalmente quando é apresentada na forma institucionalizada no centro de auto-acesso. Há dois tipos de materiais nesse processo: os diretivos e os não diretivos, isto é, os materiais diretivos incluem as tarefas do aprendiz em treinamento, assim como a exercícios de linguagem e habilidade prática, enquanto que o material não diretivo consiste na coleta de textos autênticos, tanto escritos quanto gravados.
Concluindo Bárbara diz que a autonomia do aprendiz deveria ser promovida numa forma explícita e ao mesmo tempo é sabido que alcançar um nível apropriado de clareza não é fácil. O aumento da visão do aprendiz em relação á clareza do material, pode nos direcionar para uma situação na qual os materiais escritos venham apenas basear nas crenças e decidir pelo melhor compromisso possível.

Luciana Laender

[ Next Thread | Previous Thread | Next Message | Previous Message ]

[ Contact Forum Admin ]


Forum timezone: GMT-8
VF Version: 3.00b, ConfDB:
Before posting please read our privacy policy.
VoyForums(tm) is a Free Service from Voyager Info-Systems.
Copyright © 1998-2019 Voyager Info-Systems. All Rights Reserved.