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Date Posted: 10:40:26 11/01/04 Mon
Author: José Euríalo
Subject: Resumo 11

RESUMO 11

O texto de LITTLE (2002) explora, sucintamente, aspectos teóricos e práticos da aprendizagem de língua baseada em autonomia, desde um primeiro momento de seu aparecimento, no meio educacional moderno, nos anos 70. Nesse esforço, contempla alguns aspectos do ITÉ Modern Languages Project, implementado a partir de 1978, na Irlanda, que procurou, entre outras coisas, delinear as diretrizes para uma aprendizagem baseada na autonomia. Entre outras coisas, o texto salienta o trabalho desenvolvido por Leni Dam, uma professora dinamarquesa de Inglês cuja abordagem era nada ortodoxa, por partilhar responsabilidade com seus alunos e permitir que esses auto-gerenciassem seu processo de aprendizagem, o que resultou, entre outras coisas, em trabalhar com projetos de tradução, mas ainda assim mantendo o foco em uso da língua para comunicação,bem como na melhoria do desempenho dos alunos no uso da língua-alvo e na incorporação da língua inglesa à sua própria identidade (dos alunos).

Esse trabalho de Dam, enfatizando a interdependência, ao invés da independência, tinha como princípios norteadores, todos interdependentes: o “empowerment” dos alunos, sua auto-reflexão e o uso apropriado da língua-alvo, levando em consideração uma visão sócio-interativa de linguagem, o desenvolvimento da aprendizagem de acordo com aspectos da própria biologia humana e da construção do conhecimento lingüístico a partir do simbólico (lembrando Vygotsky) e a sensação de artificialidade e de alienação que um processo e um ambiente tradicionais de ensino envolvem.

LITTLE (2002), então, após nos apresentar essas considerações sobre o inovador trabalho daquela professora, tece considerações sobre os três princípios acima mencionados e sintetiza as principais linhas que, em função deles, norteiam o trabalho comentado seus efeitos: de atribuir maior responsabilidade aos alunos por sua aprendizagem, de salientar o papel central de processos de reflexão nas fases de planejamento, monitoração e avaliação; e de insistir no uso da língua-alvo para o ensino e a aprendizagem. Feito isso, LITTLE (2002) defende a importância de se conjugar teoria e prática pedagógica, em ambientes bem definidos, salientando que o projeto pedagógico implementado por Dam levou em conta as tradições educacionais do país e as características próprias do ambiente de ensino-aprendizagem.

Já SINCLAIR, 1996, após informar sobre o que considera como autonomia do aprendiz, comenta sobre as diferenças entre autonomia do aprendiz e treinamento do aprendiz e, a partir de então, escreve sobre o papel de materiais publicados na promoção da autonomia do aprendiz, sua qualidade, o quão explícitos são, os potenciais conflitos entre uma abordagem baseada na autonomia do aprendiz, a produção de materiais didáticos e a poderosa indústria editorial, apresenta-nos exemplos de tarefas baseadas na autonomia, implicações para a aprendizagem de auto-acesso, treinamento do aluno na sala de aula e por meio de materiais de auto-acesso (“diretivos” e “não diretivos”), etc., elaborando, dessa forma, uma espécie de conjunto de orientações para a elaboração de tarefas para um centro de auto-acesso visando à aprendizagem de língua estrangeira.

Relativamente à preparação para o adequado uso de tarefas de aprendizagem-treinamento, recomenda a pesquisadora que o aprendiz: a) deve saber o que é a tarefa e sua significância no esquema geral do curso; b) o propósito e a significância da tarefa; c) o que a tarefa requer que ele faça; d) como realizá-la; e) se se trata de uma tarefa nova ou de uma que foi reciclada; f) a linguagem com a qual deverá realizar a tarefa. Isso, segundo ela, explicita/ torna clara a importância e o valor da tarefa, indicando ao aprendiz que estratégia ele usará, como ele poderá empregá-la e em que contextos ele poderá voltar a aplicá-la, “a posteriori”, o que poderá resultar em nítidos e animadores resultados, conforme pesquisa de DUFFY et alii (1986), citado por WENDEN (1991), segundo ela.

Concluindo seu texto, SINCLAIR (1996) defende que novas pesquisas precisam ser realizadas na área, apresentando uma série de questões sobre o assunto que ainda nos parecem sem respostas.


LITTLE, David et alii (eds.). Exploring the practice and theory of learner autonomy. In: _________. “Towards greater autonomy in the foreign language classroom”. Dublin: Authentik, 2002. p.4-23.

SINCLAIR, Barbara. Material desing for the promotion of learner autonomy: how explicit is ‘explicity’. In: PEMBERTON et alii. “Taking control: autonomy language learning”. Hong Kong: Hong Kong University Press, 1996. p.149-165.

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