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Date Posted: 14:37:28 11/01/04 Mon
Author: Regina Moreno
Subject: Resumo 11

Resumo 11

Towards greater learner autonomy in the foreign language classroom.

A necessidade de revisão do currículo oficial vem aumentando nos últimos anos. Os primeiros passos nesse sentido foram dados na Irlanda no final dos anos 70. Em 1978 o “Modern Language Teachers’ Association” organizou uma conferência cuja idéia principal estava baseada na tentativa de descrever um repertório comunicativo coerente. A discussão incentivou várias conferências, posteriormente, patrocinadas pelo Instituto Teangeolaíochta Éireann.
A primeira tarefa do projeto esboçou a diretriz para um programa moderno de linguagem comunicativa, cujas propostas deveriam especificar tópicos que alcançavam os interesses dos adolescentes Irlandeses e as suas vidas diárias. Em 1984 um dos seminários foi dado por Leni Dam, professora do ensino médio na Dinamarca, e seu tópico foi sobre o aprendiz autônomo. Essa concepção foi fundamental no desenvolvimento de teorias sobre a educação adulta nos anos 70 e foi o início da estrutura na experimentação do auto acesso do aprendizado da linguagem em nível universitário.
Em termos biológicos somos autônomos em dois sentidos. Primeiramente, somos auto produtores de organismos. Crescemos de acordo com nossas próprias leis genéticas. (Maturana e Varela 1987, Rose 1997), e por forças externas não determinadas geneticamente. Nossa personalidade e habilidades desenvolvem-se à medida que amadurecemos. Essa personalidade e habilidades nasceram conosco. Em segundo lugar, somos autônomos “auto contido”, por exemplo, somos capazes de ter nossos próprios pensamentos, porém o de ninguém mais. A interação social vai depender do nosso senso de participar nossos pensamentos, necessidades e propostas. A efetiva participação na interação social envolve comunicação e a forma principal de comunicação é a linguagem. É importante ressaltar que no ponto de vista de Vygotsky a relação entre pensamento e linguagem utilizam-se de elevadas funções cognitivas, as quais estão implícitas na consciência e explícitas na auto-regulação, pois todo o pensamento é dependente da linguagem.
Para Leni Dam, o primeiro e decisivo passo na transformação da qualidade do aprendiz foi transferir parte da responsabilidade do ensino aprendizado para os alunos. Por requerer deles fixar metas, decidir sobre atividades e encontrar materiais apropriados, propiciou uma significante medida de controle. Em termos motivacionais, a importância desse passo pode ser superestimado. De acordo com os movimentos humanistas em psicologia e psicoterapia, o controle das próprias ações e responsabilidades em suas conquistas, é um pré-requisito na auto realização.
A reflexão é fenômeno individual e é o fim, em vez do início do processo reflexivo do ensino aprendizagem. Em uma classe autônoma, reflexão começa como uma atividade colaborativa na qual ensinar e aprender procuram se unificar no desenvolvimento do processo. O engajamento e negociação entre professor e aluno no alcance de resultados faz parte da evolução.
Quando o aprendiz se responsabiliza pelo seu próprio aprendizado, assume o papel do planejamento, monitoramento, avaliação e cria metas no ensino aprendizado de língua, ele desenvolve habilidades que podem ser transferidas para outros domínios, com o incremento da auto consciência que mostra como o aprendizado de uma língua estrangeira pode contribuir no desenvolvimento pessoal e na efetividade da educação.
No texto Material design for the promotion of learner autonomy: how explicit is “explicit”?, Barbara Sinclair ressalta que o aprendizado autônomo não significa uma nova concepção. A promoção no campo do aprendizado de língua é um fenômeno relativamente recente e tarefas e materiais que efetivamente promovam o desenvolvimento do aprendiz tem se tornado uma questão preocupante na comunidade acadêmica.
A autora utiliza-se da definição de Holec (1981:3) para aprendiz autônomo: alguém capaz de tomar as “rédeas” de sua própria aprendizagem, capacidade de determinar objetivos, definir conteúdos e progressões, selecionar métodos e técnicas para serem utilizadas, monitorar e avaliar o que tem sido aprendido. Reconhece que o estado pleno de autonomia verdadeira é inacessível, pois ela varia de grau de acordo com cada um e com uma gama de condições variáveis.
Na visão de Holec (1981:3) a capacidade e vontade de ser autônomo no aprendizado de língua não é, necessariamente, inato, é adquirido através do desenvolvimento de técnicas e procedimentos que ajudam os estudantes a aprenderem como aprender, ou seja, a ser aprendiz treinador. Esse termo algumas vezes é criticado como não sendo apropriado na representação do processo de desenvolvimento do aprendiz, o qual está aprendendo a aprender, embora o termo aprendiz em desenvolvimento seja mais preferido nesse campo.
Anita Wenden (1991:7) sugere que a educação do professor é crucial no introdução satisfatória e na promoção do aprendiz autônomo, como é no gerenciamento de qualquer mudança educacional. Certamente as técnicas e processos envolvidos no aprendiz treinante requer professores capazes, motivados e informados. O material adequado para o aprendiz autônomo tem um papel fundamental no apoio de professores quanto no sucesso do aprendiz.
A clareza do material para o aprendiz autônomo é fundamental, para a autora, é importante que o aprendiz saiba dos objetivos, do foco e da proposta de aprendizado, e que lhes sejam mostrado o que estão fazendo e por quê. Existe um número de fatores que influenciam a forma que o aprendiz treinante e, conseqüentemente, níveis de clareza são incorporados no material do ensino de língua, como quando os objetivos dos estudantes assumem idade, cultura, passado, nível, experiências passadas, expectativas, atitudes, metas, motivação, tanto quanto o tamanho e tipo de curso. Explicações sobre estratégias de aprendizado, a utilização dessas estratégias e em que contexto devem ser aplicadas, segundo análise da autora, faz com que os estudantes tenham um maior grau de consciência no aprendizado.
Concluindo, a autora acredita que o aprendiz autônomo precisa ter clareza quanto ao conteúdo do material a ser utilizado, porém reconhece que atingir um grau de clareza não é fácil, pois não se tem a garantia se o que o aprendiz pensa estar claro, efetivamente está, uma vez que a resposta a questão da clareza do material irá diferenciar de acordo com a individualidade de cada um, o contexto examinado, o objetivo a ser alcançado, etc.

Regina Moreno

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