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Date Posted: 12:53:08 11/08/04 Mon
Author: José Euríalo
Subject: Resumo 12

Resumo 12

Nos capítulos 6, 7 e 8 do livro de DICKINSON (1991) cuja leitura foi agendada para esta semana, temos três itens de extrema importância para um efetivo processo de ensino aprendizagem baseado em autonomia, quais sejam: “self-access resources", "preparing for self-instruction" e "self-assessment".

No primeiro deles, esse autor aborda questões afetas aos materiais didático-instrucionais que podem ser colocados à disposição dos(as) alunos(as), salientando que esses(as), ao serem incorporados a um sistema de “self-access resources”, podem se constituir em “locus” privilegiado para um certo exercício de autonomia por parte do(a) aprendiz, uma vez que ele poderá, sem a ajuda de um(a) orientador(a), decidir o que fazer com o acervo de materiais disponibilizado, procurar e encontrar o material que lhe parece adequado para suprir necessidades pessoais e, efetivamente, usar esse material. Esses “centros de auto-acesso”, segundo DICKINSON e pesquisadores por ele citados, podem ser usados de forma não-coercitiva, “amigável”, desde que sejam propiciadas condições para fácil acesso, informação, espaço para atuação local do(a) aprendiz, disponibilidade e ambiente agradável, devem ter os materiais didáticos bem organizados e catalogados e oportunizar atividades que contemplem as quatro habilidades da língua.


No capítulo 7, por sua vez, apresenta-nos uma distinção entre preparação psicológica e preparação prática (ou metodológica) para um processo de ensino-aprendizagem, com ancoragem em pesquisas já realizadas, e propõe que o(a) professor(a) seja considerado um(a) “ajudante” nesse processo, munido de conhecimento lingüístico, de materiais didáticos, procedimentos, técnicas, estratégias de aprendizagem, noções de gerenciamento, administração e psicologia da aprendizagem, enfeixando habilidades que o(a) capacitem a atuar de forma adequada, eficiente e eficaz junto aos(às) alunos(as), que podem ser caracterizados, entre outros aspectos, quanto ao tempo que têm disponível para investimento no esforço de aprendizagem, cujo resultado deve ser marcada por algum nível de sucesso, para que seja considerada, por eles(elas), como significativa. Em função dessas diferenças e dessa necessidade de percepção de sucesso, salienta a importância de se variar conteúdo do ensino, para atendimento a necessidades e diferenças individuais e cita os três níveis de preparação metodológica propostos por Shucksmith (apud Dickinson, p.126-127): (1) abordagem para a aprendizagem (vinculada à educação geral e à aprendizagem), (2) planos de aprendizagem (relacionados à aprendizagem da língua-alvo), e (3) habilidades de aprendizagem (relacionadas a técnicas de aprendizagem atuais, que precisam ser aprendidas por aqueles/aquelas que adotam uma maneira de aprendizagem "self-instructional").

Nesse mesmo capítulo, DICKINSON (1991) reforça que falantes de sucesso estão freqüentemente dispostos a falar, ainda que isso envolva o risco de cometimento de ‘erros’ na aprendizagem da língua-alvo; a desenvolver técnicas próprias conducentes ao sucesso quanto a prática e memorização, bem como a gerenciar suas próprias atuações.
Salienta, ainda, que a auto-intrução pode ser implementada em escolas, com inovações específicas nos programas de língua e nas atividades de sala de aula.

Seu capítulo 8 relata algumas experiências de aprendizes que definiram objetivos para fases de seu processo de ensino-aprendizagem e que desenvolveram autonomia para alcançar tal meta. Reforça, em seguida, que um dos objetivos dos cursos de idiomas deve ser ensinar os aprendizes a continuar a aprendizagem de forma independente e contínua, o que envolve, necessariamente, responsabilidade com o processo em que se encontra, vontade e determinação para tomar decisões, sempre seguidas de atividades que conduzam à aprendizagem, marcadas não só pela por ações efetivas nesse sentido, mas também por processo de auto-avaliação, essencial para que o aprendiz alcance níveis elevados de autonomia, capacitando-se a julgar a acuidade e a adequação de sua atuação enquanto aprendiz.

DICKINSON, Leslie. "Self-instruction in language learning". Cambridge: Cambridge University Press, 1991. p.106-154.

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