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Date Posted: 04:12:44 11/15/04 Mon
Author: Micheline Marra de Lima
Subject: Resumo 13

Resumo 13

http://www.veramenezes.com/autonopw_arquivos/frame.htm

Autonomy and Complexity

Vera Lucia Menezes de Oliveira e Paiva

A autora Vera Lúcia Menezes de Oliveira e Paiva inicia seu texto abordando os primórdios da autonomia na abordagem comunicativa. Algumas problemáticas são apontadas, como: materiais usados e procedimentos docentes feitos para controlar o aluno, a proibição total do uso da L1 e a falta de opção que os alunos tinham para escolher. São interessantes os relatos pessoais da autora na aprendizagem de outros idiomas. A definição de autonomia de Dickinson (1987) é citada, havendo, para ele, níveis diferentes de autonomia, variando de escolhas auto-direcionadas à direcionadas externalmente, envolvendo os seguintes aspectos: decisão e método de aprendizagem, ritmo, onde e quando, materiais, monitoramento, avaliação interna e externa. A autora ainda acrescenta as características dos aprendizes, professores, tecnologia, relação de poder, legislação educacional e outros aspectos sócio-econômico-políticos que interferem no processo de autonomia. A autora ainda cita os conceitos de outros autores: Little (1991), Holec (1981), Crabbe (1993), etimologia de ‘autonomia’ pela Oxford Dictionary of English Etymology, Candy (1989), Young (1986), Pennycook (1997), Freire (1997), Littlewood (1996), Sheerin (1997), Coterall (1995), Wang e Peverly (1986), Benson (1997), Kerka (1999), Breen and Mann (1997), Nicolaides e Fernandes (2002), Silva (2003), Sinclair (1997), Karlsson et al. (1997), Lorensen (2002) e vários outros. Muitos conceitos são relacionados, tendo argumentos interligados, outros autores têm uma perspectiva um pouco diferenciada. Um conceito importante apontado por Littlewood (1996) é ‘willingness’, criada a partir da motivação, confiança e uma mistura de conhecimento e habilidade. Entretanto, Sheerin aponta a importância em saber distinguir disposição de habilidade. Uma pessoa pode apresentar três tipos de autonomia: enquanto comunicador, aprendiz e enquanto pessoa. A autora ainda acrescenta o autônomo enquanto usuário de informação tecnológica. Little chama atenção para a problemática da mistura do uso dos termos ‘aprendiz autônomo’ e ‘auto-instrução’. Benson já sugere três versões de autonomia de aprendiz no âmbito de aprendizagem de idioma: técnica, psicológica e política, ele relaciona-as ao positivismo, construtivismo e teoria crítica. Assim, pode-se dizer que os conceitos de autonomia focalizam em: capacidade inata, um conjunto de habilidades que podem ser aprendidas, responsabilidade por sua própria aprendizagem, controle sobre o conteúdo, processo, auto-direção e auto-gerenciamento, direito de auto escolha e construção da própria aprendizagem. Autonomia é muito complexa, não é algo que pode ser simplesmente promovida pelo professor. Após discutir e avaliar todas as definições apresentadas pela autora de outros autores, ela propõe sua própria definição de autonomia: um sistema sócio-cognitivo complexo, manifestado em diferentes graus de independência e controle do seu próprio processo de aprendizagem, envolvendo capacidades, habilidades, atitudes, desejo, tomada de decisão, escolhas, planejamento, ações e avaliação, tanto enquanto um aprendiz de língua, como um comunicador dentro ou fora da sala de aula. É um sistema dinâmico, caótico, imprevisível, não-linear, adaptável, aberto, auto-organizador, e sensitivo às condições iniciais e ao feedback. Alguns fatores podem interferir positiva ou negativamente na autonomia do aprendiz: personalidade, capacidade, habilidades, inteligências, estilo de aprendizagem, atitude, estratégias de aprendizagem, motivação, desejo de aprender, desejo de comunicar, senso crítico, cultura, crenças, idade, liberdade, independência, estratégias metacognitivas, confiança e experiência prévia. Inúmeros exemplos são citados através de depoimentos e análises feitas acerca dos mesmos. É enfatizada também a importância do papel do professor no desenvolvimento da autonomia do aprendiz. A autora também aponta as dificuldades enfrentadas pelos alunos brasileiros para aprender uma segunda língua, mas mostra que é possível superar os obstáculos com criatividade e vontade de vencer. Para concluir, a autora repete a citação feita no inicio de seu texto ‘Não devemos usar apenas nossos cérebros, mas tudo que podemos pegar emprestado’, de Woodrow Wilson. Finalmente, a autora retoma os doze aspectos da autonomia relacionando-os com as narrativas: (1) não há evidência de que autonomia é inata; (2) autonomia como adaptabilidade a diferentes situações; (3) auto-confiança e motivação foram suportes para a escolha de estratégias de aprendizagem dos aprendizes; (4) há graus diferentes de autonomia; (5) autonomia depende de mudanças internas e condições externas; (6) mudanças internas, mesmo à luz do caos, pode ser favorável ou não à tomada de controle sobre sua própria aprendizagem; (7) consciência sobre o que é aprendizagem de idioma; (8) a capacidade de avaliação do processo de aprendizagem e de decisões feitas pelos aprendizes foram evidências sobre a importância de estratégias metacognitivas; (9) não é uma questão de individualização; (10) professores são catalisadores da autonomia em duas situações opostas; (11) envolve uma mudança na relação de poder e (12) autonomia deve ser considerada nas dimensões psicológicas, técnicas, sociais e políticas.

Micheline

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