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Date Posted: 04:48:21 11/15/04 Mon
Author: Ana Laura dos Santos Marques
Subject: Resumo 13

Resumo 13
PAIVA, V.L.M.O. Autonomy and complexity.

Paiva (2004) discute em seu artigo, Autonomy and Complexity, a relação existente dentro do conceito de autonomia na aprendizagem de línguas e a complexidade que esse conceito possui, como um sistema dinâmico, em que cada componente pertence a uma construção de interações entre as partes. Há uma aparente desordem nesse sistema, embora seja subjacente uma ordem, e uma pequena mudança no início do processo pode mudar o todo. É o que consiste a teoria do caos, também aplicada para a explicação do processo de desenvolvimento da autonomia no trabalho.

Sua discussão contempla uma revisão dos conceitos de autonomia, termo que emergiu com a abordagem comunicativa de ensino e aprendizagem de línguas, já que as abordagens que dominavam anteriormente estavam centradas no controle do professor sobre o processo. Trata-se de uma tarefa difícil definir “autonomia” pois, segundo a autora, o conceito é confundido com independência do aprendiz, o trabalho individual. Dentre os autores citados, como Holec (1981), Little (1991), Dickinson (1987), Crabbe’s (1993), Candy (1989), Freire (1997), Littlewood (1996), Pennycook (1997), está também a definição etmológica da palavra “autonomia”, entendida como a independência. Resumidamente, esses autores mencionados e outros, estabelecem conceitos de autonomia que envolvem: capacidade inata, conjunto de habilidades que podem ser aprendidas, responsabilidade por sua própria aprendizagem, controle sobre o conteúdo e sobre o processo, auto-direcionamento e auto-gerenciamento, direito ou liberdade de fazer suas próprias escolhas e construir a sua própria aprendizagem. Partindo da consideração de Dinckinson (1987), em que há graus de desenvolvimento de autonomia relativos à auto-direção do aprendiz, influenciados por fatores como decisão de aprender, métodos de aprendizagem, monitoramento, materiais, avaliação, a autora apresenta alguns fatores que, para ela, seriam também influentes no processo de autonomia: características dos aprendizes, professores, materiais, tecnologia, relações de poder, legislação educacional, e aspectos culturais, econômicos e políticos. Antes de discuti-los, Paiva (2004) formula seu próprio conceito de autonomia: “um sistema socio-cognitivo complexo, manifestado em diferentes graus de independência e controle do aprendiz sobre seu processo de aprendizagem, envolvendo capacidades, habilidades, attitudes, vontade, tomada de decisão, escolhas, planejamento, ações e avaliação, tanto como aprendiz de língua quanto como comunicadordentro e fora da sala de aula. Como é um sistema complexo, é dinâmico, caótico, imprevisível, não-linear, adaptativo, aberto [novos elementos podem entrar ou deixar de influenciar todo o sistema], auto-organizado e sensível a condições iniciais e feedback.”

Os fatores que influenciam (de forma positiva ou negativa) o sistema de desenvolvimento da autonomia são discutidos e exemplificados com narrativas de aprendizes. Em sua conclusão, há algumas considerações quanto ao poder do aprendiz, a influência de um professor autônomo em promover autonomia em sala de aula, o papel da escola sendo flexível para aceitar inovações e experiências, o uso da tecnologia propiciando a interação dos envolvidos – professores e alunos –, o exercício de sua autonomia como indivíduos, e a influência do sistema político, social e econômico, oferecendo boas condições de aprendizagem aos alunos e boas condições de ensino aos professores.

PAIVA, V.L.M.O. Aquisição, ensino e autonomia do aprendiz de LE: da pedra lascada ao século XXI.

Na apresentação Aquisição, ensino e autonomia do aprendiz de LE: da pedra lascada ao século XXI, Paiva (2004) considera o conceito de autonomia dentro das abordagens de ensino e aprendizagem de línguas. Nas definições de autonomia consideradas pela autora, estão as noções de responsabilidade, capacidade, direito, liberdade e controle, tornar-se autor do próprio mundo. Ao ressalta-las, a implicação que possuem dentro das teorias de aprendizagem fica mais clara: o behaviorismo, com o método gramática e tradução e o método direto, e a hipótese de construção social, com o método áudio oral, ambos marcadamente centrados no professor. A abordagem comunicativa situa o aprendiz no centro do processo de aprendizagem, tanto ele como o professor têm o mesmo status e os alunos interagem entre si. É com essa abordagem – em que o aprendiz tem seu espaço e necessita interagir com os outros - que o conceito de autonomia se desenvolve, com características de um sistema complexo: imprevisibilidade, caóticos, sensíveis às condições iniciais, abertos, auto-organizáveis, adaptativos, sensíveis a feedback. Nesse sistema complexo, estão envolvidos fatores como características dos aprendizes, o papel do professor, contexto econômico, materiais, contexto sócio-político, tecnologia e legislação, cada um com suas diversas particularidades e implicações dentro desse sistema. A relação entre autonomia – sistema complexo - e tecnologia mostra que existe uma forte ligação entre os dois: o uso da tecnologia e o desenvolvimento da autonomia parecem beneficiar-se mutuamente. Dessa forma, a autora mostra que o conceito de autonomia passa por considerações pedagógicas, técnicas e políticas.

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