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Date Posted: 19:38:41 10/10/04 Sun
Author: Luciana Laender
Subject: REsumo semana 8

Thanasoulas enfatiza o que autores (Little, Wenden, Candy, etc) escrevem sobre autonomia como processo dinâmico, aprendizagem autônoma e a posição do professor. Reforça que aprendizes individuais diferem nas suas aprendizagens, hábitos, interesses, necessidades, motivação e desenvolvem vários graus de independência durante a vida citando Tumpasky (1982). É notável que autonomia pode ser ensinada em termos de educação como processo social, assim como, em termos de redistribuição de poder atendendo a construção de conhecimento e papéis dos participantes no processo da aprendizagem. Para Dimitrios o termo autonomia tem lançado considerável controvérsia, lingüistas e educadores não chegaram a um consenso em relação ao seu significado.
Para Little, “aprendiz autônomo é essencialmente um assunto da relação psicológica do aprendiz para o processo e o conteúdo da aprendizagem ...”, enquanto que para Holec, “autonomia é a disposição e capacidade do aprendiz para controlar ou supervisionar a própria aprendizagem”.
Para o autor há sete atributos que caracteriza aprendizes autônomos no contexto da educação, entre eles:
- aprendizes autônomos têm idéias nos estilos de aprendizagem e estratégias;
- pegam uma abordagem ativa para a tarefa dada;
- estão prontos para arriscar, isto é, comunicar na língua alvo a qualquer preço;
- tem uma abordagem tolerante e sociável da língua alvo; entre outros.
Ao relacionar essas características, Thanasoulas ressalva que algumas estão mais voltadas para a motivação e outras para a metalingüística. Examinar minuciosamente a literatura e discutindo as estratégias da aprendizagem, motivação, atitudes recebidas pelos aprendizes, será pertinente projetar o aprendiz autônomo em relação a abordagens filosóficas dominantes na aprendizagem. Dimitrios saliente três abordagens dominantes na aprendizagem e fala sobre positivismo e construtivismo e cita Benson e Voller (1997:20) que diz que positivismo reinou supremo no século 20, é uma premissa sobre a suposição de que conhecimento reflete a realidade objetiva. Em relação ao construtivismo o autor cita Candy (1991: 254) “um dos princípios centrais do construtivismo é que indivíduos tentam dar significado para, ou entender, o confuso e incontrolado turbilhão de eventos e idéias, nas quais eles se acham envolvidos”.
Em contraste com o positivismo, construtivismo afirma que em vez de internalizar ou descobrir o conhecimento objetivo, indivíduos reorganizam e reestruturam suas experiências. Para o autor as abordagens construtivistas encorajam e promovem a aprendizagem autodirigida como uma condição necessária na autonomia do aprendiz. A teoria afirma que a abordagem dentro dos estudos de língua e humanidade divide com o construtivismo a visão de que conhecimento é construído em vez de descoberto ou aprendido. Certamente, aprendiz autônomo assume um caráter mais social e político dentro da teoria crítica.
Em relação às condições do aprendiz autônomo, Thanasoulas diz que autonomia não é um artigo de fé, um produto pronto para ser usado ou simplesmente uma qualidade pessoal ou característica. A aprendizagem autônoma é alcançada quando se obtêm certas condições e estratégias cognitivas e meta cognitivas pelo lado do aprendiz e motivação, atitudes e conhecimento sobre a aprendizagem da língua. Benson e Voller (1997: 63) afirma que professores têm um papel crucial em lançar aprendizes em “self-access” e dar a eles uma ajuda regular para se manterem à tona.
O´Malley e Chamot (1990) afirmam que aprender estratégias é o pensamento ou comportamento especial que indivíduos usam para ajudá-los a compreender, aprender ou reter informação. Estratégias cognitivas e metacoginitivas são relacionadas como parte das estratégias da aprendizagem. As cognitivas de acordo com Cook (1993: 114 – 115) são repetição, pesquisa, tradução, anotações, dedução, contextualização, transferência, inferência, questões para esclarecimento. As estratégias meta cognitivas são habilidades usadas para planejar, monitorar e avaliar as atividades da aprendizagem (Cook, 1993: 114), entre elas atenção dirigida, atenção seletiva, auto monitoramento, auto-avaliação e auto reforço.
O autor diz que motivação é um dos fatores que influência a razão e o sucesso de aprendizagem de uma segunda língua. De acordo com Gardner e MacIntyre (1993:3) motivação abrange três componentes: desejo de atingir a meta, esforço nessa direção e satisfação com a tarefa. Lembrando que na aprendizagem de língua pessoas são motivadas por diferentes meios e graus. Alguns aprendizes gostam de gramática e memorização e outros querem falar e representar, enquanto outros preferem ler e escrever.
Outro fator importante na autonomia é a auto-estima que está relacionada com a avaliação que o aprendiz faz em consideração com a língua alvo ou aprendizagem em geral. A auto-estima é um julgamento pessoal de mérito que é notório pelas atitudes que o indivíduo possui dele próprio (Coopersmith, 1967: 4 – 5).
Dimitrios cita três fatores que promovem o aprendiz autônomo:
1 – relatórios: pode-se dizer significam o crescimento da consciência das estratégias do aprendiz e a necessidade de avaliação constante de técnicas, metas e resultados.
2 – Diários e avaliações: oferece aos estudantes a possibilidade de planejar, monitorar e avaliar a aprendizagem identificando qualquer problema que surgir e sugerir soluções.
3 – Comunicação persuasiva como a intenção de alterar crenças e atitudes do aprendiz: é uma discussão que apresenta informações e argumentos para mudar a avaliação do aprendiz de um tópico, situação, tarefa, etc.
Concluindo o autor afirma que há muito ainda a ser estudado em que se refere ao aprendiz autônomo. Para ele o ponto principal desse estudo foi a noção de que há graus de autonomia do aprendiz e que esse grau não tem um conceito absoluto. Aprendiz autônomo consiste em estar ciente de e apto a identificar estratégias, necessidades e metas e ainda ter oportunidade de reconsiderar e criar abordagens e procedimentos para uma melhor aprendizagem.


No texto "Crenças e atitudes que marcam o desenvolvimento de autonomia no aprendizado de língua estrangeira", as autoras argumentam sobre o aprendizado autônomo e relata reflexões de pesquisas feitas sobre crenças e atitudes de um grupo de alunos na trajetória rumo ao aprendizado autônomo de línguas. Iniciam falando do CAAL – Centro de Aprendizagem Autônoma de Línguas – implementado na Universidade Católica de Pelotas, Rio Grande do Sul. Esse centro de línguas oferece todos os materiais e equipamentos para o ensino de língua estrangeira, assim como, professores pesquisadores. As autoras fazem uma reflexão sobre o tema envolvendo crenças e atitudes dos aprendizes em relação à aprendizagem de língua estrangeira e mostram diversos conceitos de autonomia, já vistos em outros textos lidos nas ultimas semanas.Nicolaides e Fernandes apresentam a metodologia usada na pesquisa onde carga horária, textos, exercícios, fitas de áudio e vídeo, didáticas de música e filmes são trabalhados. Com o auxilio das pesquisadoras, os aprendizes tiveram o apoio necessário através de reuniões, encontros individuais e em grupo, aconselhamentos, discussões, etc.
Dessa forma elas instigaram o aprendiz na buscar de conhecimento de forma autônoma e independente.
Durante o processo, as autoras chegaram a algumas conclusões: os aprendizes vinculam o conteúdo programático da sala de aula com o trabalho desenvolvido no CAAL; os aprendizes t~em dificuldade de perceber a importância da freqüência ao Centro e conseqüentemente o desenvolvimento da sua competência lingüística; o aprendiz tem consciência da importância do melhor aproveitamento de tempo; o aprendiz tem resistência em utilizar recursos tecnológicos.
Após essas análises as autoras concluíram que essas crenças precisam ser quebradas e só com muita insistência, perseverança há possibilidade de conseguir uma mudança dessas crenças na vida dos aprendizes.
Luciana Laender

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