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Date Posted: 12:07:28 10/03/04 Sun
Author: Micheline Marra de Lima
Subject: Resumo 7

Resumo 7

SINCLAIR, B. Learner Autonomy: the cross cultual question. IATEFEL ISSUES. Issue 139, August/September 1997
http://www.eayrs.com/ELT/publications/IATEFL_Issues/Archives/Texts/139Sinclair.html

O artigo de SINCLAIR tem uma abordagem muito interessante. Ele questiona a questão de a autonomia ser algo imposto pelas culturas ocidentais. O texto leva o leitor a refletir se de fato, a aprendizagem autônoma é aplicável universalmente como um objetivo educacional. A cultura ocidental, segundo o artigo, impõe sua ideologia carregada de democratização, libertarismo e individualismo. Quatro tipos de autonomia são apontados: individual (estilos de aprendizagem e preferências individuais, precede a aprendizagem colaborativa), social (interação, colaboração, reflexão e experimentação), psicológica (estilos cognitivos e de aprendizagem, motivação, atitudes, aptidão, responsabilidade por seu próprio processo de aprendizagem) e político (a liberdade individual é desenvolvida através do desenvolvimento das habilidades, o que fará com que o individuo viva com mais responsabilidade em relação à sociedade em que vive). A cultura ocidental tem como foco as dimensões de autonomia individual e psicológica. O artigo resume os aspectos da autonomia de uma maneira bem concisa e objetiva: (1) autonomia envolve capacidade e vontade de tomar responsabilidade pela aprendizagem, mas não são necessariamente inatos; (2) há graus instáveis e variáveis de autonomia; (3) autonomia requer consciência do processo de aprendizagem, reflexão e tomada de decisão; (4) autonomia pode acontecer dentro ou fora de um contexto de sala de aula, e requer atitudes positivas; (5) diferentes culturas interpretam autonomia de diferentes maneiras, o que requer distintas abordagens de ensino e aprendizagem. O desenvolvimento da autonomia deve considerar os aspectos políticos, sociais e culturais de cada povo que, afetam a abordagem individual da aprendizagem. Pois, se não houver esta consciência, pode haver pedagogias inapropriadas sendo aplicadas e imposição cultural. Assim, pode-se concluir que diferentes culturas interpretam autonomia de diferentes formas. Autonomia deve ser considerada como um objetivo educacional universal, sem barreiras culturais para sua promoção.


Françoise Blin, Dublin City University. Call and learner autonomy. OILTE Colloquium, 13 September 2002. University of Limerick
http://www.oilte.ie/colloquium/presents/Blin/francoise_files/frame.htm

O texto de Françoise Blin faz uma apresentação terminológica em formato de esquema acerca de autonomia e aprendiz autônomo de acordo com fontes e autores diversos, e enfatiza que autonomia não é o mesmo de auto-instrução. Segundo Macaro, autonomia é a habilidade que o individuo tem de aprender através de suas próprias escolhas e decisões. Ele aponta três tipos de autonomia: autonomia de competência lingüística, autonomia da competência de aprendizagem lingüística e autonomia de escolha e ação. Para BLIN, autonomia não é um método de ensino, nem um estado constante alcançado pelos aprendizes. No texto, são citados autores importantes na área da aprendizagem autônoma: Holec (1981), Wolff (1998), Hoven (1997), Stickler (2001), Wenden (1991) e Benson (2001). Grob e Wolff (2001) enfatizam a teoria da independência: o aprendiz aprende quando é responsável por sua aprendizagem. Já para Little (1994), autonomia se dá através da interdependência, pois é necessário haver interação. O desenvolvimento da proficiência da língua deve levar em conta as diferenças individuais: a crença do aprendiz (Ellis 1994), intencionalidade (Little e Dam 1998), motivação (Ushioda 1996, 2000), estratégias de aprendizagem de línguas (Wenden 1991 e Oxford 1990). Alguns recursos são apontados no texto como ferramentas para desenvolver a autonomia dos aprendizes e/ou a aprendizagem colaborativa: computadores, newsletter, vídeo conferência, e-mail, chatrooms, celulares, power point, dicionários, web sites, e outros. Deve ser feito um treinamento sobre como estes recursos devem ser selecionados e utilizados. Finalmente, deve ser proposta a tarefa, delineando os objetivos, divisão de tarefas entre os participantes, regras e convenções, ferramentas e tarefas a serem desenvolvidas. Concluindo, autonomia não direciona o individuo a estar sozinho, livre e independente, porém guia-os à responsabilidade e interdependência.

Micheline

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