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Date Posted: 16:36:39 10/03/04 Sun
Author: Regina Moreno
Subject: Resumo 7

SEMANA 7

O Artigo desta semana, de Bárbara Sinclair, teve sua primeira publicação no “Issue, 139, em agosto/setembro de 1997 e discute a extensão em que pode ser considerado o aprendiz autônomo na concepção da cultura, explorando as diferentes interpretações em nível de mundo.
Segundo a autora, como leitora, deverá ficar atenta sobre a vasta aceitação do aprendizado autônomo no mundo, pois se encontra evidência disso em várias publicações, como pode ser observado no “national curricula of England and Wales”, na França, Hong Kong, Singapura e outros países. Verificando-se atentamente a forma como autonomia é descrita nos diferentes países, se pode observar, quase que universalmente, pelo menos em algumas graduações, que autonomia é aceita como importante no objetivo geral da educação.
Sugerido por Benson (1996, 1997) e Pennycook (1997) a autonomia é vastamente considerada como tendo sido apropriada no oeste, se tornando referência ideológica de libertação e individualismo democrático no sentido mais amplo, promovendo o processo de orientação do ensino no campo da linguagem. A visão da autonomia que pode ser encontrada publicada em muitos artigos e livros provenientes do oeste segue a linha de raciocínio de Pennycook (1997) que diz está baseada muito mais em estratégias e técnicas ou materiais para promover o auto desenvolvimento.
Phil Benson, em seu artigo (1996.27) discute a dimensão da autonomia em duas diferentes interpretações, individual/política e social/psicológica. No campo individual, autonomia pesa nos estilos e preferências individuais de aprendizado, enquanto no social, autonomia observa que o aprendizado tem lugar na interação e colaboração, tanto quanto na reflexão e experimentação. Uma visão psicológica focaliza a importância da capacidade interna do aprendiz, como a cognição, o estilo de aprendizagem, motivação, atitudes, etc., ou seja, existe uma preocupação na responsabilidade do aprendiz pelos seus próprios sucessos e fracassos. A visão política da autonomia, ao contrário, a vê como o principal objetivo, um final político, e o processo de aprendizado é moldado a partir daí.
A ênfase dada ao aprendiz autônomo é identificada nas diferentes culturas; no ocidente, a visão da autonomia tem seu foco na dimensão individual e psicológica, enquanto a autonomia focada no aspecto social é mais comumente encontrada em culturas coletivista. A versão da autonomia cuja dimensão política é enfatizada pode ser observada no conteúdo da educação do sudeste asiático, onde os governantes têm uma firme determinação de envolver a população no crescimento econômico.
Os diferentes aspectos da autonomia são resumidos como: a capacidade e desejo do aprendiz em adquirir responsabilidade em tomar suas próprias decisões no aprendizado; a capacidade e desejo de adquirir determinadas responsabilidades não são, necessariamente, inatos; existem graduações de autonomia; essas graduações são instáveis e variáveis; desenvolver autonomia requer consciência no processo de aprendizagem, isto é, reflexão consciente na tomada de decisões; existe um papel do professor no apoio do processo de construção de atitudes positivas para o aprendiz autônomo; a autonomia pode ser adquirida dentro e fora da sala de aula; ela tem dimensões social e individual; promover um aprendiz autônomo tem duas dimensões, psicológica e política; diferentes culturas interpretam autonomia de diferentes formas; diferentes conteúdos de ensino aprendizagem requerem diferentes maneiras de promover aprendizes autônomos.
Dessa forma, a concepção ampla de autonomia requer um treinamento do aprendiz que inclui desenvolvimento, não como uma grande consciência de linguagem e de processo de aprendizado, mas também como uma consciência social e política e de fatores culturais que afetam uma aproximação individual do aprendizado da língua. Os tipos de autonomia, portanto, deverão ser considerados por aqueles profissionais que desejarem promover aprendizes autônomos, como também uma clara visão das implicações de suas escolhas para os aprendizes, como dito sucintamente por Pennycook (1997, p.44), para encorajar aprendizes autônomos universais, sem primeiro tornar-se um profundo conhecedor do contexto social, cultural e político no qual está trabalhando, pode levar a mais inapropriada pedagogia e a pior imposição cultural.
No trabalho “Call and Learner Autonomy”, Françoise Blin inicia definindo autonomia de acordo com o dicionário “Shorter Oxford English Dictionary, na visão geral de comunidade que é o direito de auto governo e no ponto de vista individual, como sendo a liberdade individual, enquanto para a” Encyclopaedia Universalis (French), é a independência de hierarquias externas, “é à distância viajada sem reabastecer”. Ela considera que existem diferentes tipos de aprendizes autônomos, sendo eles: o autônomo competente na linguagem; o autônomo em aprender a linguagem e o autônomo em escolhas e ações.
Para Little, 1997:7, também Benson, 2001:48, autonomia não é sinônimo para auto-instrução, em outras palavras, autonomia não é limitada a aprender sem um professor. Para a autora, no contexto da sala de aula, autonomia não acarreta uma desistência da responsabilidade do professor, não é deixar que o aprendiz avance de qualquer maneira. Por outro lado, autonomia não pode ser definida como alguma coisa que o professor faça pelo aluno, pois não é um outro método de ensino. Autonomia não é simples nem um comportamento descrito facilmente, como não é um firme estado atingido pelos aprendizes.
Blin continua sua apresentação definindo a independência: o aprendizado é um processo autônomo de auto organização e aparecerá se os aprendizes assumirem responsabilidades por ele. Para Grob & Wolff, 2001:238, o aprendizado pode sofrer influência, apenas superficialmente de outros, como por exemplo, o professor. Ela faz alusão também à interdependência, considerando que o aprendiz autônomo é o produto da interdependência, muito mais do que da independência, pois os aprendizes não desenvolverão suas capacidades de aprendizes autônomos dentro do contexto formal, simplesmente sendo dito que eles são independentes: eles devem ser ajudados a atingir autonomia em um processo de interação similar a aqueles que enfatizam o “developmental” e “experiential” aprendizado (Little, 1994:435).
A autora faz uma comparação na proficiência do desenvolvimento da linguagem no chamado Behaviourista, comunicativo e interativo e o impacto no autônomo aprendiz, segundo Benson, 2001. Ainda, de acordo com esse autor, (Benson, 2001:9), uma das importantes lições espalhadas sobre o auto acesso é de três décadas atrás [...] é que não existe necessariamente relação entre auto instrução e o desenvolvimento da autonomia e que, de acordo com certas condições, os modos de auto instrução do aprendizado pode até inibir a autonomia.
Em alguns slides a autora cita ferramentas que podem ser usadas, pelo que entendi, como ajuda no desenvolvimento da autonomia, descreve o trabalho colaborativo, mencionando o computador como mediador de comunicação.
Concluindo, a verdadeira autonomia não é levada sozinha, livre e independente. A verdadeira autonomia conduz para a responsabilidade e a interdependência.
Regina Moreno

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