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Date Posted: 16:01:26 10/04/04 Mon
Author: José Euríalo
Subject: Resumo 7

Resumo 7

No artigo ”Learner autonomy: the cross cultural question”(1997), Barbara SINCLAIR discute até que ponto o conceito de autonomia do aprendiz (considerando-se suas diferentes interpretações) pode ser considerado apropriado em termos de cruzamentos culturais, como ele pode ser ampliado, de maneira a ganhar foro universal.

Nesse esforço, a autora procura responder questões relativas a eventual universalização desse conceito, a suas aplicações em diferentes contextos culturais, sua vinculação a valores ocidentais e as implicações éticas de sua promoção em contextos outros, além daqueles alicerçados em valores ocidentais. Sob o subtítulo “The Western Approach”, SINCLAIR cita visões de autonomia apresentadas por BENSON (1996, 1997) e PENNYCOOK (1997) sobre a vinculação da autonomia de aprendizagem à tradição ocidental (com seus ideais de democracia, liberdade e individualismo) e aponta para quatro tipos de autonomia, a saber: individual (segundo a qual estilos de aprendizagem e preferências individuais precedem a aprendizagem colaborativa); social (envolvendo interação, colaboração, reflexão e experimentação); psicológica (considerando diferentes estilos cognitivos e de aprendizagem, motivação, atitudes, aptidão, responsabilidade pelo processo de auto-aprendizagem) e político (defendendo que a liberdade individual é desenvolvida através do desenvolvimento das habilidades, que farão com que o indivíduo atue mais responsavelmente junto à sociedade). Delas, segundo a autora, a sociedade ocidental enfatiza as dimensões de autonomia individual e psicológica.

Considerando que a autonomia do aprendiz implica capacidade e vontade de assumir responsabilidades pela aprendizagem; que existem graus instáveis e variáveis de autonomia; que autonomia requer consciência do processo de aprendizagem, reflexão e tomada de decisão; que ela pode ocorrer dentro ou fora de um contexto formal; e que diferentes culturas interpretam autonomia de formas diferentes, requerendo diferentes abordagens para a promoção de autonomia de ensino e aprendizagem, SINCLAIR conclui que programas para o desenvolvimento da autonomia devem considerar aspectos políticos, sociais e culturais próprios da sociedade à qual são direcionados, para que se evite imposição, para que barreiras sejam removidas, para que se evite, no que tange ao ensino, o “imperialismo lingüístico” mencionado por PHILLIPSON (1992), PENNYCOOK (1994) e CLARKE (1996), entre outros.


Já o trabalho de Françoise BLIN (2002), intitulado “CALL and learner autonomy”, iniciado com uma imagem sugestiva do mito de Dédalo e Ícaro e concluído com imagem e texto desse mito, traz-nos uma oportuna reflexão sobre as tensões entre responsabilidade e liberdade de imposições, entre o individual e o social, entre os conceitos de autonomia centrados em situação e capacidade, enfatizando que autonomia não é sinônimo de auto-instrução.

No texto, BLIN apresenta diferentes definições de autonomia (apontando para três de seus tipos: lingüística, de competência de aprendizagem lingüística e de escolha e ação) e, considerando diferentes abordagens sócio-culturais e cognitivas (com farto apoio bibliográfico: Holec (1981), Wolff (1998), Hoven (1997), Stickler (2001), Wenden (1991) e Benson (2001), Grob e Wolff (2001), Little (1994), Little e Dam (1998), Ushioda (1996), Wenden (1991) e Oxford (1990, 2000)), apontando ferramentas e tarefas, afirma que autonomia não é um método de ensino, nem um estado estável alcançado pelos aprendizes. Defende, então, como Little, que autonomia é alcançada por meio de interdependência, de interação, devendo a busca da proficiência lingüística considerar as diferenças individuais: a crença do aprendiz (Ellis 1994), a sua intencionalidade (Little e Dam 1998), a sua motivação (Ushioda 1996, 2000), as suas estratégias de aprendizagem de línguas (Wenden 1991 e Oxford 1990).

Após mencionar alguns recursos muito úteis para a busca da promoção da autonomia do aprendiz (computadores, newsletters, vídeo conferências, e-mail, chatrooms, celulares, power point presentations, dicionários, websites, etc.), conclui, citando Hoffmas-Gosset (1996, p.158): “True autonomy does not lead to being alone, free and independent. True autonomy leads to responsibility and to interdependence”


Bibiliografia/Referências Bibliográficas
SINCLAIR, B. “Learner autonomy: the cross cultural question”. IATEFEL ISSUES. Issue 139, August/September 1997
http://www.eayrs.com/ELT/publications/IATEFL_Issues/Archives/Texts/139Sinclair.html (Accessed on October 3, 2004)

BLIN, Françoise (from the Dublin City University). “CALL and learner autonomy”. OILTE Colloquium, 13 September 2002. University of Limerick
http://www.oilte.ie/colloquium/presents/Blin/francoise_files/frame.htm (Accessed on October 3, 2004)

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