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Date Posted: 19:31:46 10/09/04 Sat
Author: Marcus Araújo
Subject: Resumo 8

THANASOULAS,D."Learner autonomy".ELT Newsletter.article 32,Sept.2000.

Thanasoulas (2000) apresenta neste artigo que a aprendizagem autônoma é um processo dinâmico, além de existir a crença que para ajudar aprendizes a assumirem controle da própria aprendizagem é importante ajudá-los a torna-se conscientes e identificar as estratégias que eles já usam ou poderiam usar (Holmes e Ramos apud Thanasoulas,1993:1).
Há a definição do conceito de autonomia e as cinco maneiras que esse termo é usado (ver páginas 1-2), entre elas pode-se citar que autonomia é uma capacidade inata que é reprimida pela instituição; que aprendizes tem o direito de conduzir a direção de sua própria aprendizagem;etc.Assim, o aprendiz escolhe suas metas e objetivos, escolhe materiais, métodos e tarefas, assim como critério de avaliação (Leni Dan apud Thanasoulas,p.2).
O texto apresenta sete atributos (ver p.2) que caracterizam a aprendizagem autônoma. Não obstante, não são condições suficientes para o desenvolvimento de autonomia. Outros fatores são levados também em consideração tais como: necessidades do aprendiz, motivação, estratégias de aprendizagem e conscientização da língua-alvo (Thanasoulas,p.3). Ressalte-se que autonomia é um processo e não um produto (ibid.).
Há a menção de três filosofias da aprendizagem (Thanasoulas, p.3-4): (a) positivismo que consiste na transmissão do conhecimento de um indivíduo para outro; (b) construtivismo - o conhecimento não pode ser ensinado, mas construído pelo aprendiz; e (c) a teoria crítica - o conhecimento é construído em vez de ser descoberto ou aprendido.
Thanasoulas (p.4-7) apresenta e específica as condições que são relevantes na aprendizagem autônoma: (a) estratégias de aprendizagem - cognitivas (repetição, tradução, dedução, inferência,etc.) e metacognitivas (habilidades usadas usadas para planejar - determinar objetivos e determinar como alcançá-los (Wender apud Thanasoulas, p.5), monitorar - aprendizes atuam como observadores ou supersivores da própria aprendizagem (ibid.) e avaliar - aprendizes examinam o resultado, acessam critérios e aplicam (ibid.); (b) atitudes do aprendiz (seu papel no processo de aprendizagem e sua capacidade enquanto aprendiz (Wenden apud Thanasoulas, p.6) e motivação (desejo em alcançar um objetivo, empenho e satisfação com tarefas - Gardner e Maclntyre apud Thanasoulas,p.6; e (c) auto-estima.
Wenden (apud Thanasoulas,p.7-8) propõe "self-report" e diários como forma de coletar informação sobre a aprendizagem dos alunos e torná-los conscientes de suas própria aprendizagem, além de oferecer possibilidades aos alunos planejar, gerenciar e avaliar a aprendizagem, identificando algum problema e apontando para soluções.
O papel do professor é importante para o desenvolvimento de autonomia, ao desempenhar papel de facilitador da aprendizagem, conselheiro e fonte (Voller apud Thanasoulas,p.10).
Há, também, graus de autonomia do aprendiz (Thanasoulas,p.11) e o professor poderá adaptar materiais e métodos para as necessidades dos aprendizes (Thanasoulas,p.11).


NICOLAIDES,C. FERNANDES,V. "Crenças e atitudes que marcam o desenvolvimento de autonomia no aprendizado de língua estrangeira". The ESPecialist. São Paulo,V.23,n.1 p.75-99.2002.

Nicolaides e Fernandes (2000) mostra crenças e atitudes na prática de aprendizagem autônoma com 24 alunos do curso de Letras na aprendizagem de LE, por meio da implementação de um Centro de Aprendizagem Autônoma de Línguas - CAAL- (p.77-78).
As autoras defendem autonomia como pressuposto básico para o aprendizado de línguas (p.76) e mostram razões para refletir e estudar sobre autonomia (ibid.).
Através da seção "Pressupostos teóricos" (p.79), as autoras apresentam vários conceitos de autonomia (Holec,1981;Bound,1988;Dickinson,1994;entre outros). No entanto, apresenta-se a definição de Kenny (apud Nicolaides e Fernandes,p.80): "autonomia não é apenas a liberdade para aprender, mas também a oportunidade de tornar-se uma pessoa". As autoras comungam da idéia de incluir em uma proposta pedagógica a meta de auxiliar o aprendiz a tornar-se mais autônomo (ibid.).
No projeto do CAAL, as professoras-pesquisadoras foram "conselheiras", no sentido de orientar e facilitar a aprendizagem autônoma dos alunos (p.81). Apresentam os papéis de conselheiro proposto por Rilley (ver p.81-82). As professoras-pesquisadoras desejam que o aprendiz seja capaz de responsabilizar-se desde o planejamento e execução até a avaliação de seu projeto de trabalho em sua aprendizagem.
Nicolaides e Fernandes (2000:83) definem autonomia não apenas em fazer o aluno responsabilizar-se por sua atividade ou permitir escolhas em situações de aprendizagem, mas "é encorajar o aprendiz, por meio de processos especialmente concebidos, a começar a expressar quem é, o que pensa, o que gostaria de fazer com relaçao ao trabalho que escolheu para si mesmo".
A análise dos dados do projeto desenvolvido por Nicolaides e Fernandes foram examinados sob os seguintes focos (p.84): (a) necessidade de vinculação entre o conteúdo programático da sala de aula e o trabalho desenvolvido no CAAL; (b) dificuldade em perceber a relevância da freqüência ao Centro e conseqüente desenvolvimento de sua competência lingüística; (c) consciência da importância de um melhor aproveitamento do tempo; e (d) resistência em utilizar recursos tecnológicos.
Um aspecto relevante mencionado pelas autoras é o seguinte: "o simples fato de o aluno trabalhar sozinho não significa que estará desenvolvendo autonomia (Dickinson apud Nicolaides e Fernandes,p.90). É preciso que,além da vontade, o aprendiz tenha habilidade para lidar com as tarefas propostas nos materiais (Littewood apud Nicolais e Fernandes,p.90).
As autoras terminam o artigo reforçando a importância do espaço que a autonomia deve ocupar na educação e, em especial, na aprendizagem de LE (p.92). Reforça a necessidade do sistema educacional em discutir objetivos e metas, respeitando necessidades peculiares culturais da comunidade (ibid.). Ademais, conhecer melhor as crenças e atitudes dos aprendizes na esperança de poder orientá-los em suas escolhas (p.93), é um fator importante ao desenvolvimento de uma aprendizagem autônoma.

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