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Date Posted: 16:29:00 10/09/04 Sat
Author: Antônio Carlos
Subject: Resumo 8ª semana

LEVINSON, S. Pragmatics. Cambridge: Cambridge University Press, 1983. Capítulo 6. Conversational structure. p. 284-371.

RESUMO 2ª PARTE

PREFERENCE ORGANIZATION

· Preferred second turns
As possíveis segundas partes de pares adjacentes não possuem geralmente igual status: umas são preferidas e outras não-preferidas.
As duas características essenciais das ações não-preferidas são: a) elas tendem a ocorrer de forma marcada, e b) elas tendem a ser evitadas.
As segundas partes não-preferidas geralmente apresentam, uma proporção substancial das propriedades abaixo:
(a) demora: (i) por uma pausa antes da fala, (ii) pelo uso de um prefácio, (iii) por substituições em vários turnos pelo uso de iniciadores de reparo ou seqüências inseridas.
(b) prefácio: (i) o uso de marcadores ou anunciadores de não-preferidas como Ãhm e bem, (ii) a produção de expressão de concordância antes de discordância, (iii) o uso de apreciações se relevante (para ofertas, convites, sugestões, aviso), (iv) o uso de desculpas se relevante (para pedidos, convites, etc.), (v) o uso de qualificadores (ex. eu não tenho certeza, mas...), (vi) hesitação de várias formas, incluindo autocorreção.
(c) razão: explicações cuidadosamente formuladas para o motivo da realização da ação (não-preferida).
(d) componente de redução: de uma forma ajustada à natureza da primeira parte, mas caracteristicamente indireta ou suavizada.

· Preferred sequences
A organização da preferência pode se espalhar por vários turnos subseqüentes. Uma segunda parte não-preferida pode ocorrer no quarto turno, na seqüência: A:((avaliação)), B: ((NTRI)), A: ((reavaliação)), B: ((Segunda não-preferida)). Com essa organização, B proporciona a A a oportunidade de reformular seu primeiro turno em uma forma mais aceitável.
Essa seqüência de três turnos em que ocorre o reparo, pode se descrita como segue:
T1 (inclui item reparável) = primeira oportunidade: aqui para auto-reparo auto-iniciado.
Espaço de transição entre T1 e T2 = segunda oportunidade: aqui novamente para auto-reparo auto-iniciado.
T2: = terceira oportunidade: para reparo feito pelo outro ou para iniciação do auto-reparo em T3.
T3: = quarta oportunidade: dada a iniciação pelo outro em T2, para auto-reparo iniciado pelo outro.
A seqüência de preferência é, então, assim ordenada:
A preferência 1 é pelo auto-reparo auto-iniciado na oportunidade 1 (próprio turno)
A preferência 2 é pelo auto-reparo auto-iniciado na oportunidade 2 (espaço de transição)
A preferência 3 é pela iniciação pelo outro, através do NTRI na oportunidade 3 (próximo turno), ou pelo auto-reparo (no turno seguinte)
A preferência 4 é pelo reparo pelo outro iniciado pelo outro na oportunidade 3 (próximo turno)


PRE-SEQUENCES

· General remarks
O termo pré-seqüência é usado para referir-se a um certo tipo de turno e a um certo tipo de seqüência que contém aquele tipo de turno.

· Pre-announcements
O pré-anúncio é um tipo especial de pré-seqüência. Os pré-anúncios apresentam-se com a seguinte estrutura:

Posição 1: primeira parte da pré-seqüência, geralmente checando o valor de notícia do anúncio potencial na posição 3
Posição 2: segunda pré-seqüência, geralmente validando o valor de notícia, e primeira parte do segundo reparo, ou seja, um pedido para contar
Posição 3: segunda parte para o segundo par – o anúncio
Posição 4: notícia recebida.
Uma motivação para o pré-anúncio relaciona-se com o sistema de tomada de turnos: a pessoa deseja suspender temporariamente a relevância da possível transição do turno. No entanto, de acordo com Levinson, a mais proeminente motivação para o pré-anúncio é talvez a preocupação das pessoas em não contar coisas que já são conhecidas.

· Pre-requests: a re-analysis of indirect speech acts
As pré-seqüências têm uma estrutura de quatro posições, como segue:
Posição 1: ((Pré-pedido))
Posição 2: ((Incentivo a continuar))
Posição 3: ((Pedido))
Posição 4: ((Resposta))

O texto sugere que deve haver uma preferência por evitar o pedido. Assim, se você pode perceber que alguém quer algo, e um pré-pedido pode ser um indício efetivo disso, então deve ser mais preferível fornecer o que é desejado, sem mais complicação. O próximo mais preferido é oferecer e o terceiro em preferência é simplesmente fazer o pedido.

CONCLUSIONS

· Conversation analysis and linguistics
Retomando as discussões de todo o capítulo, o autor destaca que a Análise da Conversação tem muito a contribuir com o estudo da forma lingüística: a questões prosódicas, fonológicas, sintáticas e à descrição do léxico. São destacadas as contribuições do sistema de tomada de turno, do sistema de reparo, da organização dos pares adjacentes, das seqüências de vários tipos, da organização dos tópicos e de outros aspectos da organização conversacional, como aberturas e fechamentos.

· Some remaining questions

A questão central com que o autor encerra o capítulo é até que ponto os aspectos da organização conversacional são universais. Ou, de outra forma, até que ponto as características da organização revisada no capítulo restringem-se ao inglês? Ele destaca que, até o momento, não se sabe até que ponto a organização conversacional é universal, uma vez que há poucos trabalhos realizados nesse nível com outras línguas além das européias. No entanto, afirma que se pode afirma com uma certa segurança que os aspectos descritos como sistemas de gerenciamento local (tomada de turno, pares adjacentes, sistemas de reparo, etc) têm uma base universal.

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