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Date Posted: 11:15:29 08/30/04 Mon
Author: Nair Prata
Subject: Resumo da 2ª semana

Texto 1: GRICE, H.P. Lógica e conversação
O autor inicia o texto explicando que existe uma contraposição na significação entre os símbolos formais e seus supostos análogos. Ele divide o debate em dois grupos:
1. Formalista
2. Informalista

Segundo o autor, o caminho adequado é começar a construir uma linguagem ideal, incorporando os símbolos formais. A linguagem serve a muitos propósitos importantes, além daqueles da pesquisa científica. Assim, deve haver lugar para uma lógica não simplificada das contrapartes naturais destes símbolos formais, mas as regras que valem para um símbolo formal podem não valer para sua contraparte em línguas naturais. É preciso, no entanto, destacar uma possibilidade de erro: não se prestar a devida atenção à natureza e importância das condições que governam a conversação.
O texto destaca algumas condições que se aplicam à conversação. Em alguns casos a significação convencional das palavras usadas determinará o que é implicitado, além de socorrer-nos na determinação do que é dito: algumas implicaturas são convencionais. Uma sub-classe das implicaturas não-convencionais: implicaturas conversacionais (conectadas a certos traços gerais do discurso)
Nossos diálogos, normalmente, não consistem numa sucessão de observações desconectadas: são fundamentalmente esforços cooperativos. São quatro os princípios da cooperação:
1) Quantidade
2) Qualidade
3) Relação
4) Modo

Alguns traços distinguem as relações cooperativas:
1) Os participantes têm algum objetivo imediato comum
2) As contribuições dos participantes deveriam ser encadeadas e mutuamente dependentes
3) Há algum tipo de entendimento de que, permanecendo as demais condições, a transação continuará em estilo apropriado

Pode ser feita uma conexão entre o Princípio de Cooperação e as máximas, de um lado, e as implicaturas conversacionais de outro: um participante pode deixar de cumprir uma máxima de várias maneiras:
1) Ele pode, calma e não ostensivamente, violar uma máxima
2) Ele pode colocar-se fora da esfera de atuação
3) Ele pode estar enfrentando um conflito
4) Ele pode abandonar uma máxima

Alguns dados podem compor a caracterização de implicatura conversacional:
1. O significado convencional das palavras usadas, juntamente com a identidade de quaisquer referentes pertinentes
2. O Princípio de Cooperação e suas máximas
3. O contexto, lingüístico ou extralingüístico, da enunciação
4. O background
5. O fato de que todos os itens relevantes são acessíveis por ambos os participantes e ambos sabem ou supõem que isto ocorra

O autor dá exemplos desta caracterização, dividindo os exemplos em três grupos:
 Grupo A: exemplos em que nenhuma máxima é violada.

 Grupo B: Exemplo em que uma máxima é violada, mas sua violação se explica pela suposição de um conflito com outra máxima.

 Grupo C: Exemplos que envolvem o emprego de um procedimento pelo qual o falante abandona uma máxima com o propósito de obter uma implicatura conversacional por meio de algo cuja natureza se aproxima de uma figura de linguagem.

Uma série de exemplos onde, embora alguma máxima seja violada ao nível do que é dito, o ouvinte tem direito de confiar em que esta máxima, ou pelo menos o princípio fundamental da cooperação, está sendo observado ao nível do que é implicitado:

1a. Exemplo de abandono da primeira máxima da quantidade
1b. Violação da Segunda máxima da Quantidade
2a. Exemplos em que a primeira máxima da qualidade é abandonada
I. Ironia
II. Metáfora
III. Meiose (eufemismo)
IV. Hipérbole
2b. Exemplos em que a segunda máxima da qualidade esteja sendo abandonada
3. Exemplos em que uma implicatura é obtida pela violação real, distinta e não aparente da máxima de Relação
4. Exemplos em que várias máximas subordinadas à super-máxima ‘seja claro’ são abandonadas:
I. Ambigüidade
II. Obscuridade
III. Falha em ser breve ou sucinto

A implicatura conversacional deve possuir certos traços:
1. Princípio de cooperação deve estar sendo observado
2. Não será possível encontrar outro modo de dizer a mesma coisa que não veicule a implicatura em questão
3. O implicitado conversacionalmente não está incluído na especificação original da força convencional da expressão
4. A implicatura não é veiculada pelo que é dito, mas somente pelo dizer o que é dito
5. O implicitado conversacional será a disjunção de tais explanações específicas.



Texto 2: LAKOFF, Robin. The Logic of Politeness

A gramática transformacional foi motivo de conflitos para muitos e hoje a preocupação recai sobre o contexto no qual foram proferidas expressões vocais, lingüísticas e não-lingüísticas. Provavelmente, isto inclui a noção filosófica de pressuposição lógica e o que foi chamado pressuposições pragmáticas, indicando a sua utilização.
O autor fala de três conjuntos de regras:
1. Regras de competência pragmática
2. Regras de conversação
3. Regras de polidez

São duas as regras de competência pragmática:
1. Seja claro
2. Seja polido

O autor enumera quatro regras de conversação:
1. Quantidade: seja tão informativo quanto exigido
2. Qualidade: diga apenas o que você acredita ser verdade
3. Relevância: seja pertinente
4. Atitude:
a) Seja claro
b) Não seja ambíguo
c) Não seja obscuro
d) Seja sucinto

O autor enumera, ainda, três regras de polidez:
1. Não imponha
2. Dê opções
3. Crie um ambiente bom - seja amigável

Como conclusão do texto, o autor fala da expectativa de ter abordado quatro itens:
1. Ao falar, nós seguimos regras pragmáticas, da mesma maneira que nós seguimos regras semânticas e sintáticas, e tudo deve ser parte de nossas regras lingüísticas;
2. Há regras de cortesia e regras de claridade (conversação);
3. As regras de polidez podem diferir dialetalmente em aplicabilidade, mas sua forma básica é universal;
4. Estas regras não são meramente lingüísticas, mas aplicáveis a toda cooperação e interação humanas.

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