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Date Posted: 20:29:41 09/05/04 Sun
Author: Alcione de Oliveira
Subject: Resumo da 3ª semana

Texto 1 - The Discourse Reader - J. L. Austin

O autor inicia afirmando que nem todas as orações são usadas para fazer declarações; também há perguntas e orações que expressam comandos, desejos ou concessões. Muitas expressões vocais não informam, são usadas para evidenciar emoções ou prescrever condutas ou influenciar alguma coisa de modo especial. Usamos muitas expressões que vão além da gramática tradicional.
Em determinadas situações pronunciamos frases não para descrever atos, mas dizer o que se vai fazer é realizar realmente aquilo. Ao repetir palavras diante de um altar, estaremos não informando e sim comprazendo-nos nisso. Essas orações são chamadas pelo autor de "performatives".
A pronúncia dessas palavras é importante para o desempenho do ato; o desempenho também é objeto da expressão vocal.
A expressão "eu prometo", muitas vezez é dita e não é levada a sério. Não dizemos que a expressão era falsa, mas o ato; a promessa era nula ou até a pessoa que a proferiu tivesse a intenção de cumpri-la. Mesmo quando é pronunciada por alguém que não tem intenção de cumprir a promessa, a expressão vocal pode ser talvez enganosa, mas não é uma mentira e sim uma ação infeliz.
O autor cita seis regras para o feliz funcionamento de um performative: tem que existir um procedimento convencional aceito que tenha determinado efeito convencional; determinadas pessoas e circunstâncias em um determinado caso devem ser apropriados para a invocação de determinado procedimento; o procedimento deve ser executado por todos participantes; completamente; onde o procedimento é projetado para uso pelas pessoas que têm certos pensamentos ou para inauguração de certa conduta por parte de qualquer participante; devem realmente administrá-los subseqüentemente.
Se formos contra qualquer umas das seis regras, nossa declaração, nosso discurso será "infeliz".
O autor considera três dos muitos modos nos quais uma declaração insinua a verdade de outras declarações:suposições, implicações e pressuposições.
O ato de dizer algo no sentido normal é considerado a realização de um ato de locução.
Executar um ato de locução é, geralmente também executar um ato ilocucionário. Tais como perguntar e responder uma pergunta, anunciando uma intenção, pronunciar sentenças, identificando ou dando uma descrição. E outras numerosas funções. É diferente aconselhar, sugerir, ordenar um fato ou prometer algo. Pergunta-se constantemente se certas palavras, uma certa locução, tem a força de uma pergunta. O autor chama o ato executado de "illocution" e refere-se à doutrina dos diferentes tipos de funções da linguagem como a doutrina das forças ilocutórias.
Ele também revela um outro sentido: ao dizer algo produz-se certos efeitos conseqüentes nos sentimentos, pensamentos ou ações das outras pessoas; isso pode ser realizado intencionalmente. Diz-se, então, que o orador realizoou um ato de perlocução.
O ato de perlocução ou pode ser a realização de um objeto (convencer, persuadir) ou a produção de uma seqüela de perlocução. O ato pode alcançar seu objetivo ou alarmar, isto é, pode intimidar, alertar.
O autor finaliza dizendo que é necessário estudar não a oração, mas a emissão das expressões vocais em uma situação de fala. Ele diz que tinha como objetivo resumir os aspectos ilocutórios dos atos de fala; concentrou-se no locutório, além disso, usou uma noção simplificada de correspondência entre os fatos e as declarações performativas.

Texto 2 - Speech acts - John R. Searle

O autor inicia o texto dizendo que apresentará as regras de acordo com as quais nós falamos. Procederá apresentando tipos de condições necessárias e suficientes para o desempenho de tipos particulares de atos de fala e extrair delas as regras semânticas para o uso dos dispositivos lingüísticos que marcam as expressões vocais como atos de fala.
Ao afirmar, perguntar, dar ordens, expressar desejos, o falante executa quatro atos diferentes e outros atos que são comuns aos quatro: mencionam às vezes o mesmo objeto, ko mesmo predicado e outras expressões, entretanto, em cada caso, a mesma referência e predicação acontece como parte de um ato de fala completo que é diferente dos outros. Austin batizou esses atos de fala completos como "illocutionary acts".
Na expressão vocal, um falante pode executar, pelo menos, três tipos distintos de atos: a) proferindo palavras (morfemas, orações); b)referindo ou predizendo; c)declarando, interrogando, dominando e outros (executando atos de ilocução).
Uma só frase pode apresentar dois tipos de atos com b e c: referir e declarar ao mesmo instante. Atos de expressão vocal simplesmente consiste em se pronunciar "fios" de palavras. Ilocução e atos de "propositional" consiste em proferir palavras em orações em determinado contexto, sob certas condições e com determinadas intenções.
O autor chama de expressões de referência definidas singulares àquelas que identificam um objeto, uma entidade ou determinado evento. As expressões de referências apontam coisas definidas e respondem às perguntas "que?", "o que?", "o qual?". Há uma distinção entre as expressões de referências definidas singulares e as de referências indefinidas singulares.
A noção de referência definida e a noçao de cognato de expressão de referência carece de limites precisos.
Declarar e afirmar são atos, mas proposições não o são. A expressão de uma proposição é um ato proposicional, não um ato ilocutório. O ato proposicional não acontece sozinho, a pessoa não pode expressar se não estiver fazendo nada. Também existe uma distinção entre os indicadores de força ilocutória e indicadores de proposição. Há regras para expressar proposições e regras para tais coisas como referência e predicção.
O autor estabelece vários símbolos para representar os atos de ilocução como, por exemplo: ? (He did it because) pra a pergunta "why didi he do it?".
Ele estabelece a equação "F(RP)" na qual F é a força de ilocução, R é a referência e P predicação.
Estabelece, também, a distinção entre regras regulativas e regras constitutivas. As regulativas regulam, antecipadamente ou independentemente, formas existentes de comportamento. As regras constitutivas não só regulam como também definem novas formas de comportamento. Onde a regra é puramente regulativa, os comportamentos estão conforme a regra, seguindo as mesmas descrições ou especificações; onde a regra é constitutiva, o comportamento que está conforme a regra pode receber especificaçãoes ou descrições que não existiam na própria regra.
Os idiomas seguem convenções, é um sistema de regras constitutivas. As regras de uma língua são determinadas. Pode-se traduzir de um idioma para outro porque eles compartilham as mesmas regras subjacentes. Também muitos atos de ilocução obedecem a determinadas regras, isto é, existe algo estabelecido, uma convenção.
Quanto à violação dessas regras, nem todas tem penalidades. Muitas pessoas seguem determinadas regras em relação à ortografia e fonologia da língua sem terem consciência disso. Já interiorizaram as mesmas.
Para explicar ou entender o comportamento humano, supõe-se que era realizado conforme uma regra, embora a pessoa não possa explicar a mesma.
Os atos de ilocução são caracteristicos nas expressões vocais ou produção de sinais. Uma diferença é que os sons ou sinais que as pessoas fazem no desempenho de um ato de ilocução é dito que tem um significado; a segunda diferença é que a pessoa significa algo pela expressão vocal desses sons ou marcas.
O falante tenta comunicar certas coisas ao ouvinte, fazendo com que ele reconheça sua intenção; assim que o ouvinte reconhece a intenção, pode-se dizer que ele entendeu o significado. Falante e ouvinte têm de estar ligados por uma linguagem comum a ambos para que o ouvinte reconheça as intenções do falante.
O aotor finaliza estabelecendo a distinção entre os fatos "brutos" e os fatos "institucionais".

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