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Date Posted: 17:57:31 09/06/04 Mon
Author: Izamara
Subject: resumo dos textos de Austin e Searle


RESUMOS

AUSTIN, J.L.How to do things with words. In: JAWORSKI, A. & COUPLAND, N. (Eds.). The discourse reader. London & New York: Routledge, 1999. p.63-75

Austin (1999) afirma em seu textos que o que será exposto não é difícil, nem polêmico. O único mérito que ele reivindica para esta exposição é o fato de ser verdadeira pelo menos em parte. O fenômeno a ser discutido é bastante difundido e óbvio, e, segundo o autor, não pode ter passado despercebido pelo menos em algumas instâncias. Entretanto, ele afirma ainda não ter encontrado quem a ele tivesse se dedicado especificamente.
Austin (1999) faz em “How to Do Things with Words” (Como Fazer Coisas com as Palavras), a descrição do que, para ele, podem ser chamados de enunciados constatativos. Para Austin, essa classificação de enunciados são os que descrevem e relatam alguma coisa. Ele ainda diz que nas afirmações é possível encontrar as propriedades verdadeiro ou falso.
Já a outra categoria de enunciados apresentados pelo autor é a de atos performativos, aqueles que não visam descrever um estado de coisas, porém realizar uma ação no mundo (neste caso, não cabe o juízo de falso ou verdadeiro). “ The name is derivad, of course, from ‘perform’, the usual verb with the noun ‘action’: it indicates that issuing of the utterance is performing of an action: it is not normally thought of as just saying something.” (AUSTIN, 1999, p. 65). Dentre a categoria dos performativos poderíamos citas as ordens, promessas, declarações, perguntas etc. Esses atos performativos dependem, para Austin, de um contexto ou de condições apropriadas ao serem proferidos. “ Thus, for naming the ship, it is essential that I should be the person appointed to name her; for (Chrstian ) marrying, it is essential that I should not be already married with a wife living…” (AUSTIN, 1999, p.65)
É necessária ainda a aceitação por parte do ouvinte. No caso de uma aposta, por exemplo, é preciso que o interlocutor aceite faze-la.
Para o autor, ao pronunciar certos performativos (no caso de uma promessa, por exemplo) é apropriado que o locutor tenha uma certa intenção. Ainda que essa intenção esteja ausente, não é possível para ele, falar em uma falsa promessa. Pode haver uma emissão mal conduzida. Sem dúvida errada, mas não mentirosa.
Dessa maneira, a noção de verdade ou falsidade é sai de cena e dá lugar para a noção de ‘felicidade’ do ato, de eficácia do ato. Isso significa que ao se produzir uma determinada emissão, deve-se estar de acordo com um procedimento convencionalmente aceito, em um momento determinado, por um falante determinado e para determinadas pessoas (AUSTIN, 1999, p. 67).
As infelicidades mais específicas do performativo são, segundo o autor:

(1) a falta de efeito, quando o autor não está em posição de efetuar tal ato, quando não consegue sequer formular o enunciado;
(2) o abuso do procedimento (quando se diz: eu prometo, por exemplo, sem ter a intenção de realizar a ação prometida);
(3) a quebra de compromisso .


Austin ainda faz uma distinção entre performativos explícitos e implícitos, que segundo ele vão poder ser identificados de acordo com as circunstâncias em que são pronunciados. “ My saying ‘the cat is the mat’ implies that I believe it is […] We can not say ‘the cat is on the mat but I do not believe it is.’ (Austin, 1999, p.69)
E afirma ainda que ao executarmos um ato locutório (a) estamos também executando um ato ilocutório (b), tais como os atos de perguntar e responder uma questão, dar uma informação ou uma advertência, pronunciar uma frase, etc...
Além do locutório e do ilocutório, o terceiro tipo de ato seria o perlocucionário (c), que é o ato que produz efeito sobre o interlocutor. “ […saying something the will often, or even normally, produce certain consequential effects upon the feelings, thoughts, or actions of the audience, or the speaker, or the other persons: and it may then be done with the design, intention or purpose of producing them…] (AUSTIN, 1999, p.70)
Austin (1999) questiona também a discussão do início do texto que opõe os enunciados performativos e constatativos. Para ele, ao falarmos alguma coisa estamos efetuando os atos locucionário e ilocucionário, sendo assim, a diferenciação não faria sentido uma vez que para ele o performativo realiza uma ação por meio de um enunciado, que é a maneira de se realizar um ato.
SEARLE, J.R. Speech acts. Cambridge: Cambridge University Press, 1969. Cap.22 Expressions, meaning and speech act. p.22-53

Searle (1969) se propõe neste capítulo a introduzir as discussões sobre as diferenças entre tipos de atos de fala e discutir ainda as noções de proposições, regras, significado e fatos. O autor apresenta quatro sentenças e afirma que na primeira está sendo feita uma asserção; na segunda, uma pergunta; na terceira, sendo dada uma ordem e na quarta, sendoexpressado um desejo. Na execução de cada uma dessas quatro diferentes sentenças estão sendo executados outros atos que tem em comum o sujeito Sam que tem como predicado a expressão “smokes habitually”. Assim em cada caso, o mesmo sujeito e predicado podem ocorrer como um ato de fala completo e diferente dos outros três.
Segundo Searle (1969) foi Austin quem batizou esses atos de fala completos de atos ilocutórios. Searle ainda afirma que é possível executar, pelo menos, três tipos diferentes de atos: a) pronunciando palavras (morfemas, orações), b) referindo ou predizendo; c)declarando, interrogando, ou seja, é a própria função do ato.
Assim, Searle (1969) distingue os atos de elocução, atos proposicionais e atos ilocucionários. Para ele, o ato de elocução é apenas o ato de dizer alguma coisa. Um ato proposicional envolve referência a algo, ou expressão de uma predicação a respeito de algo. Um ato ilocucionário é a função (afirmação, aviso, pedido) realizada ao se falar algo. O significado de um enunciado pode, pois, ser descrito em termos de seu conteúdo proposicional. É preciso lembrar que o autor afirma que esses três tipos de atos podem ser realizados simultaneamente
Uma outra noção importante elaborada por Searle (1969) é a de “força ilocucionária”. O autor cria (não sei se posso afirmar isso) uma fórmula : F(p), na qual “F” é essa força e “p” o conteúdo proposicional.
Searle (1969) ainda classifica as regras que estão presentes nos atos de fala: as regulativas e as constitutivas .
a) as regulativas: regem antecipadamente formas de comportamentos. Ex: regras de etiqueta regulam relações interpessoais que existem independentemente dessas regras.
b) As constitutivas: regulam uma atividade pré-existente, uma atividade lógica que existe independentemente das regras.

As regras constitutivas também podem criar novas formas de comportamento. Como exemplo, Searle (1969) supõe que num determinado círculo social é regra que os convites para uma festa sejam enviados com duas semanas de antecedência. Searle argumenta que a ação de enviar os convites com duas semanas de antecedência, não se deve ao fato das regras existirem.
O autor propõe ainda a distinção entre fatos brutos e institucionais:
a) os institucionais: fazem parte de um sistema, ou seja, de um conjunto de paradigmas, de um conjunto de conhecimentos sistematizados mais naturais, adquiridos pela observação empírica ou pela experiência.
b) Os brutos: pressupõem a existência de instituições humanas. Essa instituições são sistemas de regras constitutivas.

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