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Date Posted: 19:14:36 09/06/04 Mon
Author: Antônio Carlos
Subject: Resumo Semana 3

Resumo Semana 3: Teoria dos Atos de Fala

AUSTIN, J.L.How to do things with words. In: JAWORSKI, A. & COUPLAND, N. (Eds.). The discourse reader. London & New York: Routledge, 1999. p.63-75.

SEARLE, J.R. Expressions, meaning and speech act. In: Speech Acts. Cambridge: Cambridge University Press, 1969. Cap.22. p.22-53.


Embora a idéia de que realizamos ações quando falamos seja uma compreensão clássica no pensamento sobre a linguagem, remontando-se à Grécia antiga e, em especial, à retórica aristotélica, devemos a Austin e Searle a sua re-introdução e estruturação na pragmática e lingüística moderna.
Austin, no texto "How to do Things with Words", resume sua teoria dos atos de fala e o conceito de linguagem performativa, em que dizer algo equivale a fazer algo. Fazer afirmação “Eu prometo que p” (em que o é o conteúdo posicional da enunciação) é realizar o ato de prometer e não simplesmente fazer uma afirmação que será julgada verdadeira ou falsa. Os performativos, então, não podem ser verdadeiros ou falsos, mas apenas felizes ou infelizes. Austin cria uma clara distinção entre performativos e constativos, afirmações que tentam descrever a realidade e podem ser julgados verdadeiros ou falsos.
Austin descreve três tipos de atos de fala: os atos locucionários (mais ou menos equivalentes à enunciação de uma determinada sentença com um determinado significado no sentido tradicional), os atos ilocucionários (tais como informar, ordenar, advertir etc) e os atos perlocucionários (que é o resultado alcançado ao se dizer algo, ou seja, convencer, persuadir etc.)

Searle, em “Expressions, meaning and speech act”, retoma e expande a teoria dos atos de fala de Austin. O argumento central que ele defende é o que “falar uma língua é envolver-se em uma forma de comportamento governada por regras” (p.22). O autor discute nesse texto “expressões e tipos de atos de fala”, “predicação”, “referência como um ato de fala”, “proposições”, “regras”, “significado” e a “distinção entre fatos brutos e institucionais”.
O enfoque principal de Searle está no que Austin chamou de atos ilocucionários, atos realizados ao se dizer algo. Na análise as sentenças (p.22)
1. Sam smokes habitually
2. Does Sam smoke habitually?
3. Sam, smoke habitually!
4. Would that Sam smoked habitually
têm o mesmo conteúdo proposicional, mas diferem-se em sua força ilocucionária, sendo respectivamente uma afirmação, uma questão, uma ordem e uma expressão de desejo.
Searle explica como a força ilocucionária de uma sentença pode ser descrita como obedecendo a certas regras ou condições. Estas regras estabelecem as ciscunstâncias e o propósito de diferentes atos ilocucionários.

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