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Date Posted: 12:55:01 09/12/04 Sun
Author: Sara
Subject: resuma 4

BROWN, P. & LEVINSON, S. Politeness: some universals in language usage. In: JAWORSKI, A. & COUPLAND, N. (Eds.). The discourse reader. London & New York: Routledge, 1999. p.321-335

Brown e Levinson destacam, logo no início do texto, que todo adulto competente possui uma auto-imagem pública que tende a ser preservada (FACE). Os autores apresentam dois aspectos relativos à Face: o primeiro seria a solicitação de “território” (negative face), e o segundo a necessidade de que a face seja aceita e apreciada pelos outros. Os autores apresentam a vulnerabilidade dessa auto-imagem e a necessidade que os participantes das interações têm em sustentá-la. Eles abordam os aspectos relativos à face como necessidades básicas dos membros de uma interação em manterem a liberdade de suas ações, e de não permitirem que os outros ganhem vantagem ameaçando sua imagem (negative face), e a ambição de que seus desejos e objetivos seja desejável pelos outros (positive face). Segundo os autores, a negetive face é derivada da regra de polidez da não-imposição. Já a positive face, apresenta-se na personalidade dos interagentes, que desejam que ela seja compreendida aprovada, e admirada. O texto destaca que alguns atos de comunicação (verbais ou não-verbais), ameaçam a auto-imagem do falante e/ou do ouvinte. Esses atos são tratados no texto com FTA (FACE THREATENING ACT). Primeiramente, eles são divididos em dois grupos: os que ameaçam a positive face e os que ameaçam a negative face do ouvinte. São apresentados no texto vários exemplos de FTA:
1. Atos que ameaçam a negative face:
a) Aqueles que apesar de não irem contra a liberdade do ouvinte, expressam uma certa pressão para que ele faça algo, como conselhos, avisos ou pedidos.
b) Aqueles que expressam um uma ação futura, e apresentam uma certa pressão no ouvinte a aceitar ou rejeitar, como promessas e ofertas.
c) Aqueles que indicam o desejo do falante em algo que o ouvinte tem, como elogios ou expressões de admiração.
2. Atos que ameaçam a positive face:
a) Aqueles que demonstram uma certa avaliação negativa do falante em relação ao ouvinte, como críticas, acusações e insultos.
b) Aqueles que mostram que o falante não se importa ou é indiferente à auto-imagem do ouvinte.
A segunda distinção que Brown e Levinson ressaltam, é a ameaça ao falante, como atos que ameaçam a negative face, (ex. aqueles que expressam agradecimentos, entre outros), e atos que ameaçam a positive face (ex. desculpas ou falta de controle de gargalhadas ou lágrimas). O texto ainda expõe estratégias para evitar a realização de atos que ameaçam auto-imagem, ou para minimizá-las. De acordo com o texto, por exemplo, o falante pode se expressar de uma forma que indique que ele não tem a intenção de ameaçar a auto-imagem do ouvinte, ou o falante pode indicar respeito pelo ouvinte e tratá-lo como um membro do grupo. Os autores ainda citam estratégias de polidez, que pode, potencialmente, dar ao falante algumas “vantagens”. Ele pode indicar que confia no ouvinte, evitar demonstrar-se manipulador, evitar ser mal-entendido, dessa forma, o falante pode “ganhar créditos” por ter sido respeitoso, correndo assim menos riscos de uma possível interpretação de um FTA. Os autores encerram o esse texto destacando algumas variáveis sociais que envolvem as ameaças da auto-imagem. Eles citam as distâncias sociais, as relações de poder e as implicações culturais. Brown e Levinson apresetam uma lista de estratégias de polidez: positivas, como evite discordância, brinque, dê e peça razões, seja otimista, entre outros; e negativas, como seja pessimista, seja direto, questione, entre outros. E ainda citam as violações das máximas de Grice, como sendo estratégias de evitar ou diminuir os FTAs.

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