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Date Posted: 17:45:22 09/12/04 Sun
Author: Regina Maria Gonçalves Mendes
Subject: Resumo da Quarta Semana

Resumo da 4ª semana
POLITENESS: SOME UNIVERSALS IN LANGUAGE USAGE

Suposições: propriedades de interações

A partir da noção de Goffman (1967) Brown e Levinson (1999) dizem que todo adulto de uma sociedade tem e sabe que cada qual tem uma imagem de si próprios. Apresentam dois aspectos complementares da auto-imagem que é construída socialmente. As estratégias para se preservar a imagem podem ser positivas ou negativas:


IMAGEM POSITIVA: referente ao desejo de aprovação e reconhecimento.

IMAGEM NEGATIVA: referente ao desejo de não imposição, ou à reserva do território pessoal.

Partindo da constatação de que alguns atos de linguagem são intrinsicamente ameaçadores da imagem positiva ou da imagem negativa (face-threatening acts ou FTAs), os autores tentam identificar as estratégias de polidez utilizadas pelos interlocutores com vistas a manter suas imagens mutuamente ao realizar um FTA".

A face consiste na imagem que cada membro quer afirmar para si mesmo e que diz respeito às regras, convenções e valores estabelecidos pelos membros de uma comunidade.
Numa comunicação com dois participantes, existem no mínimo, quatro faces, a positiva e a negativa de cada um dos interlocutores.

São falas ameaçadoras da face positiva
 do locutor: admitir um erro, desculpar-se ou coisa semelhante, pois representam gestos de humilhação;
 do interlocutor: uma crítica, um insulto

São falas ameaçadoras da face negativa
 do locutor: ?
 do interlocutor: perguntas indiscretas, conselhos não solicitados, ordens...

As estratégias utilizadas são influenciadas por três fatores sociológicos: o poder do falante sobre o ouvinte, a distância social entre eles e o grau de imposição envolvido no ato de ameaça à face.
Em função desses fatores, o falante poderá:
I. Fazer um ato de ameça à face em sentido literal, sem reparo, secamente com estratégias marcadas com ação de reparo, polidez positiva ou negativa, com indiretas como ironia, metáfora, insinuações e outros recursos, e também, com estratégias não-marcadas que dependem do contexto, com pistas para o ouvinte fazer inferências.
II. Não fazer ato de ameça à face do qual os autores dão muitos exemplos:
Estratégias Positivas
a) Veicular que o ouvinte é admirável, interessante através das estragégias
1. dar atenção aos interesses, necessidades, vontades e qualidades do ouvinte;
2. exagerar a aprovação, a simpatia;
3. intensificar o interesse.
b) Reivindicar ser parte do grupo utilizando-se das estratégias:
 usar marcas de identidade do grupo.
c) Reivindicar aspectos em comum: ponto de vista, opiniões, atitudes, conhecimentos, empatia, usando as estratégias:
1. buscar discordância;
2. evitar concordância;
3. pressupor, levantar terreno em comum;
4. fazer brincadeiras.
d) Veicular que falante e ouvinte são cooperativos, através de estratégias:
1. declarar ou pressupor o conhecimento do falante concernente às vontades do ouvinte;
2. fazer ofertas;
3. manifestar atitude de otimismo;
4. incluir o falante e o ouvinte na atividade;
5. apresentar ou perguntar os motivos;
6. assumir ou declarar reciprocidade.
e) Satisfazer a vontade do ouvinte, utilizando-se da estratégia:
 dar ao falante presentes como simpatia, compreensão, cooperação
Estratégias Negativas
a) Não ser direto, utilizando da estratégia
 ser convencionalmente indireto.
b) Não presumir ou assumir, minimizando o que se assume sobre as vontades do ouvinte, através da estratégia
 utilizar perguntas, rodeios.
c) Não forçar o ouvinte, dando-lhe opções, utilizando-se das estratégias:
1. adotar atitude pessimista;
2. minimizar a imposição;
3. manifestar deferência.
d) Não fazer imposição sobre o ouvinte, dissociando-o da violação, ao comunicar seus desejos, utilizando-se das estratégias:
1. desculpar-se, justificar-se;
2. impessoalizar falante e ouvinte;
3. colocar o ato de ameaça à face como regra geral.
e) Reparar outras vontades do ouvinte, derivadas da face negativa, através da estratégia:
 fazer débitos on record ou não colocar o ouvinte em débito.

Ter competência em cortesia/descortesia verbal é reconhecer a quantidade, qualidade e diversidade das suas fórmulas e formas, os mecanismos e os valores que suportam e explicam a sua construção e uso, nos diferentes co(n)textos onde ocorrem, fazemos isso a todo momento, ainda que inconscientes.

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