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Date Posted: 05:00:23 09/13/04 Mon
Author: Ângela Spesiali Aroeira
Subject: Resumo nº 4 - semana de 13set a 18/set

Resumo nº4: Polilteness: some universals in language usage
Penelope Brown and Stephen C. Levinson in Discourse Reader, p.321-333
Esclarecimentos obtidos em http://spzwww.uni-muenster.de/~griesha/eps/plt/index.html, texto de W. Grießhaber e http://www.ic.arizona.edu/~comm300/mary/interpersonal/politeness/ de Brian Del Monte e HTML de Mary Flores e leitura inicial do livro Politeness - Some Universals in Language Usage
Aluna: Ângela Spesiali Aroeira
A Teoria da Polidez é desenvolvida pelos autores que tomam emprestado a noção de face de Goffman (1967) para sistematizar os eventos sociolingüísticos que ocorrem entre dois agentes sociais.
São seus pressupostos: a) face: as pessoas têm uma auto-imagem pública que desejam transmitir e manter perante o público sem que se sintam pressionados a agir de forma contrária ao seu desejo; a1) a face positiva diz respeito ao desejo de ser avaliado, ratificado, compreendido em suas necessidades, desejos, metas, etc, de ser lembrado como um ser humano agradável; a2) a face negativa é o desejo de não ser controlado, ou ser tolhido em sua liberdade de ação; b) as pessoas são racionais e suas escolhas sobre agir, ou não agir, de forma a ameaçar a face de outro, e conseqüentemente a própria face, derivam de uma análise de custo benefício. Quão arriscado será para sua face um dado FTA.
Brown e Levinson sistematizam a noção de vulnerabilidade de face que responde pelo fato de que ao preservamos a face do outro estaremos preservando nossa própria. Acrescentam ainda que essa orientação segundo tais imagens é universal.
Quando S e H interagem estão presentes quatro faces: a face positiva de S, a face positiva de H, a face negativa de S e a face negativa de H.
A ação comunicativa se dá através de atos que podem ser FTA – atos que ameaça a face ( positiva ou negativa). O agente social, S, pode decidir por não fazer FTA e não ser eficiente ou não responder a uma urgência. Se ele se decide por um FTA ele avaliará, dentre outras coisas, a pertinência de fazê-lo a1) on record – de maneira limpa e concisa, sem se justificar; a2) on record, justificando o seu ato (ato reparatório) e preservando a face positiva de H ao sinalizar que se preocupa com os sentimentos e necessidades de H; ou cuidando de sua face negativa, sinalizando que não deseja se impor, ou tolher sua liberdade; e que respeita sua privacidade. S poderá, também, optar por um FTA b) off record, significando que se utilizará de indiretas, metáforas, ironias, ou utilizando-se de indiretas convencionalizadas, por decisão racional, que minimizarão os danos à face e então o FTA assumirá status on record.
A racionalidade dos agentes, considerando-se a vulnerabilidade mútua de face, se traduz na escolha e emprego de certas estratégias para minimizar a ameaça de face (e preservar a própria), em caso de não ser possível evitar FTA.
Os agentes levam em consideração
a) a necessidade de comunicar o conteúdo de FTA x
b) a necessidade de ser eficiente ou urgente
c) a necessidade de manter a face de alguma forma
Os benefícios do ponto de vista de S ao optar por FTA on record são que o FTA imprime clareza e precisão e demonstra atitude não manipulativa.
a) sem reparação: a face é sacrificada em nome da eficiência que é percebida como mais importante.
b) Com reparação: polidez positiva ou polidez negativa, ou minimiza a ameaça de danos à face positiva de H ou danos à face negativa de H.
Os benefícios do ponto de vista de S por FTA off record são que S satisfaz a face negativa de H ao não se impor, em grau maior do que seria possível numa ação on record com reparação. Além disso S evita a responsabilidade sobre possíveis danos à face negativa de H.
Os autores tentam sistematizar quantitativamente a avaliação dos agentes quanto à gravidade dos FTA. Segundo eles, os agentes levam em consideração a distãncia social D entre S e H ( grau de intimidade, por exemplo), a posição relativa de Poder P de H sobre S ( do ponto de vista material ou não material) e o lugar em que a imposição está na classificação cultural do ato, se é visto como muito ou pouco importante dentro daquela cultura.
A fórmula proposta é: Wx = D (S,H) + P (H, S) + Rx
Onde W é o peso ou a gravidade do ato. A quantificação pode ser medida pela observação de freqüência, respostas a questionários e escalas e conhecimento da cultura.
Ao expor sua teoria os autores sugerem uma matriz 2x2 a respeito dos danos dos FTA’s para face positiva e face negativa de S e H.
1) FTA’s que ameaçam a face negativa de H
a) atos de S que impõem a H pressão para agir, ou não agir de forma X, tais como: ordens, conselhos, pedidos, atos de lembrar, ameaças, alertas. Desafios.
b) Atos de S que forçam H a se comprometer com uma ação positiva de S para com H. deixando a H a imagem de devedor de S como: proposta, ofertas.
c) Atos de S que implicam desejar bens de H, levando a H a sensaçãode que é preciso se resguardar de S. Exemplos: elogios, inveja ou admiração, expressões fortes de emoções negativas como raiva, ódio, desejo sexual.
2) FTA’s que ameaçam a face positiva de H quando S não demonstra se preocupar com os desejos e necessidades de H quanto à sua imagem.
a) Atos de S que consistem em avaliação negativa de H como: desaprovação, críticas,, acusações e insultos; contradições e discordâncias, desafios.
b) Atos de S que demonstram nenhuma consideração à face positiva de H como: emoções violentas em direção à H, irreverência, abordagem de assuntos que constrangem H, que imprimem mal-estar a H; falar mal de H.
c) Atos que são não cooperativos como: interrupções bruscas à fala de H, interpretar H de maneira equivocada, utilizar de termos ou identificação de status iniciais, de forma irônica.
3) FTA’s H que ameaçam a face negativa de S ( atos complementares, reativos, aos atos de S em direção a H) S se constrange ao aceitar o posicionamento de H
a) Agradecimento de H, aceitação de agradecimento ou de desculpas, aceitação de proposta e oferta, resposta a “um passo em falso” de H, promessas e propostas relutantes, não sinceras.
4) FTA’s de H que prejudicam diretamente a face positiva de S, que mostram que S se humilhou ou é arrogante
a) Desculpas, aceitação de elogio, descontrole quanto ao funcionamento de seu corpo, escapes corpóreos, confissões, admissões de culpa, descontrole emocional

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