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Date Posted: 04:21:32 09/20/04 Mon
Author: Ângela Spesiali Aroeira
Subject: Resumo nº5

Resumo nº5
Sequencing in Conversational Openings
Emanuel A. Schegloff in GUMPERZ, J & DELL HYMES (eds.) Directions in Sociolinguistics: the ethnography of communication, New York: Holt, Reinhart and Wiston, 1972.
Aluna: Ângela Spesiali Aroeira

Schegloff, inicialmente afirma que seu trabalho relaciona-se fortemente com os de Sacks e Goffman, além de utilizar- referências de Kisparsky e Douglas.
A preocupação básica do autor, ao analisar atos comunicativos do dia-a-dia, é extrair as regras que determinam a ordem, a seqüência, a compreensão e a inteligibilidade das entradas e dos turnos de fala entre duas partes que interagem. Para tanto Schegloff define conversação de modo amplo incluindo várias formas de atos comunicativos. Desde bate-papo, solicitações de hora e dia, contatos de serviços, como sessões de terapia, comunicados de imprensa, cochichos, utilizando-se às vezes da expressão de Goffman “estado de conversa”.
Os atos comunicativos unem tanto material lingüístico diverso, desde o mm e seqüência complexa de palavras até material não lingüístico, como o trim do telefone, o bater na porta ou acenos, esses últimos representando a categoria de itens não verbais. Os dispositivos não verbais e não lingüísticos fazem parte do que ele denomina sintaxe social.
Para compreender os atos comunicativos é preciso analisar sua estrutura (chamado, resposta, continuação, ou nenhuma resposta, repetição) interpretação (quem inicia, quem viola, que inferências são feitas) e seu uso (como e quando são utilizadas).
Embora Schegloff reconheça, em nome do rigor científico que autoriza generalizações, a necessidade de desenvolvimento de estudos transculturais, acredita que sua análise dos atos comunicativos desvenda modos de interações que são comuns a outras culturas e sociedades.
Para analisar os atos comunicativos o autor utiliza-se da regra de distribuição reformulando-a de maneira a buscar regras mais gerais que sejam capazes de explicar várias modalidades de atos conversacionais. Como o telefone media uma conversa em que aspectos não verbais estão sob controle, Schegloff lança mão da interação por telefone para extrair as regras de conversação mais gerais.
Para tanto ele inicia definindo e diferenciando as seqüências SA (chamado-resposta)das seqüências QA (pergunta-resposta). A seqüência SA incorpora o trim do telefone na estrutura do ato e dessa forma permite que a regra de distribuição seja atendida, da seguinte forma: S-A-S-A
Quem é chamado, Answerer (A), fala primeiro.
Quem chama, Caller (S), tem obrigação de apresentar o primeiro tópico.
A tem obrigação de escutar S.
E dessa forma, em turnos alternados, em seqüenciamento compreensível para ambas as partes, a interação segue seu curso, com as tomadas de turno sendo realizadas a partir de inferências mútuas das partes, a respeito da disponibilidade para interação apresentada por cada parte.

Como propriedades da seqüência SA, Schegloff apresenta: a não terminalidade, isto é, ao obter a resposta de A, S tem obrigação de dar continuidade à interação; a propriedade de repetitividade que, ao contrário do que ocorre com a seqüência QA, autoriza S repetir o chamado ( entre +/- 3 a cinco vezes) uma vez que a resposta de A é condicional relevante para a continuidade da interação. S define a não continuidade por A considerando A oficialmente ausente e pode inferir a respeito da disponibilidade de A, para com ele, com base nas seguintes inferências: não responde-não está(ausência física); não responde-não está disponível ( não está no jogo, de acordo com Goffman, ausência social); não responde- não deseja interagir propositadamente. Essa repetitividade é melhor entendida a a partir de dos conceitos de justaposição imediata e regra para finalizar/interromper a interação.

Schegloff finaliza seu artigo enfatizando o caráter social das normas e regras de interação, entre duas partes, que decidem pela eficácia da interação em um trabalho conjunto de cooperação entre ambos.
“A análise da sequência SA permite afirmar que estas estabelecem e alinham, os papéis de Ouvinte e Falante, proporcionando ao S pistas acerca da disponibilidade, ou não disponibilidade, do Ouvinte no momento do ato e para interação no futuro imediato” (p.379/380. Além disso, essa seqüência coordena as entradas permitindo a cada parte demonstrar para a outra a sua compreensão dos papéis, renovados a cada seqüência de fala. Expressões como mhm, uhuhuh, hm exercem importante papel nessa coordenação e devem ser vistos como reafirmações da disponibilidade de ouvir e interagir e não como interrupções à fala do Outro.

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