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Date Posted: 08:14:34 09/20/04 Mon
Author: Sara
Subject: resumo 5

SCHEGLOFF, Emanuel. Sequencing in conversational opening. In GUMPERZ, John & HYMES Dell (eds). Directions in Sociolinguistics. New York: Holt, Rinehart and Winston, 1972. p. 346-380


O texto de Schegloff inicia fazendo questionamentos como, quem inicia uma conversa, o que essa pessoa diz, como a interação e a inteligibilidade são determinadas, entre outros. Os atos comunicativos, que são a interação entre uma ou mais pessoas, são cercados de regras, mesmo sendo eles não verbais, como o toque do telefone. Segundo Schegloff, mesmo que culturas diferentes carreguem regras diferentes, algumas serão comuns e compartilhadas em todas as comunidades, e essas regras que envolvem a cultura, devem ser compreendidas pelos membros de uma mesma comunidade. Em uma conversa, por exemplo, existem certos comportamentos que indicam a abertura ou o fechamento de uma interação. O autor cita a saudação, como inicio de interação, ou abertura do canal; as tomadas de turno, pois é normal que cada um fala no seu turno, mesmo que aja sobreposição em alguns momentos. Nesse texto, o autor preocupa-se em observar essas regras que envolvem as conversas do dia-a-dia, procurando exemplos em algumas conversas pelo telefone. Depois ele cita outros tipos de interação, visto que interações por telefone, normalmente não abrangem atos não verbais. Schegloff ainda comenta sobre possíveis violações de regras em interações por telefone, pois nesse tipo de interação, espera-se certos padrões de comportamento, como por exemplo, quem liga, espera que quem atenda fale primeiro. Assim como quem liga, naturalmente deveria apresentar o primeiro tópico da conversa, a não ser que ele esteja retornando uma ligação feita anteriormente, ou em resposta a uma ligação.
Compreendida essas e outras regras, é esperado que a interação continue, que tanto a pessoa que ligou (caller), como a pessoa à que a ligação foi endereçada (answerer) utilizem seus turnos para que a ligação e a interação tenham continuidade. Nesse tipo de interação onde duas partes estão interagindo, deve-se esperar a alternância de turno, a qual o autor especifica pela formula “ababab” (p. 350). Já nas interações entre mais de duas pessoas, essas regras podem não ser observadas, pois mais de uma conversa podem estar acontecendo. Ainda deve-se observar que, mesmo não apresentando atos não verbais, as tomadas de turno em interação por telefone acontecem por alguns tipos de inferências.
O autor também aborda a distinção entre duas seqüências interacionais: QA (Q=question,A=ansewer) e SA (S=summon, A=answer). A seqüência SA apresenta, ao contrário da QA, uma “não terminalidade” e uma “não repetitividade”. De acordo com a não terminalidade, S deve proporcionar a continuidade da interação após obter a resposta de A, e na não repetitividade, S pode refazer sua fala caso a reposta de A não seja satisfatória. Schegloff da continuidade ao texto expondo ainda outro problema, a “relevância condicional” em uma seqüência SA. O autor ressalta que esse termo e algumas idéias sobre ele foram sugeridos por Sacks (ele também cita outros autores no texto, como Goffman e Bales). O texto aborda que a ausência de alguns itens para S, podem indicar que A não está presente, ou não está disponível, ou não deseja participar da interação. O autor encerra o texto reafirmando que uma interação é uma atividade de no mínimo duas pessoas, disponíveis para colaborarem com a interação. Mesmo que elas expressem apenas sons como “mmhmm”, ou palavras soltas com “yes”, elas devem demonstrar disponibilidade de dar continuação à interação. Ele ainda destaca que “os dois integrantes de uma interação, são falantes e ouvintes”, e que “uma seqüência SA estabelece e organiza as regras entre falantes e ouvintes”. (p. 379)

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