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Date Posted: 10:43:45 09/20/04 Mon
Author: Antônio Carlos
Subject: Resumo 5

SCHEGLOFF, Emanuel A. Sequencing in Conversational Openings. American Anthropologist, Vol. 70, n. 6, 1968. pp. 1075-1095.

RESUMO

Nesse trabalho, Schegloff tenta estabelecer as regras e propriedades de conversas naturais e determinar algumas propriedades e conseqüências da observação ou não dessas regras. O autor sugere duas regras para as aberturas conversacionais: uma primeira, mais restrita a conversas telefônicas, chamada “distribution rule” (regra de distribuição) e uma outra mais geral envolvendo seqüências do tipo “summons-answer” (chamamento-resposta). De acordo com a regra de distribuição, a pessoa que atende ao telefone fala primeiro, e imediatamente após pegar o fone, mas quem efetuou a ligação é quem introduz o primeiro tópico. Considerando que uma das atividades centrais nos dados em análise eram “respostas”, o autor discute a que normalmente se direciona uma resposta. O item mais comum a que se responde é uma “questão”. Então, uma interação padrão é a do tipo pergunta-resposta (QA, abreviação para “question-answer”). Entre os outros itens aos quais se responde, o autor destaca o “summons” (chamamento ou mecanismo para se obter a atenção de alguém). O autor analisa, então, as interações do tipo “summon-answer” (SA) que, assim como as do tipo QA, são usadas em seqüência, mas tipo SA, a pessoa que fez o “summons” tem a obrigação de falar novamente, o que não ocorre no tipo QA. As propriedades das seqüências SA identificadas pelo autor são “nonterminality” e “conditional relevance”. Por “nonterminality”, o autor compreende que as seqüências SA não funcionam como encerramento de uma conversação, mas somente como preâmbulos ou prefácios para outras atividades conversacionais. Uma propriedade relacionada à “nonterminality” das seqüências SA é a não repetição: uma vez que um “summoning” foi respondido, a pessoa não pode começar uma outra seqüência SA. Na discussão sobre a relevância condicional, o autor afirma que A é condicionalmente relevante à ocorrência de S. Isso implica que, se uma pessoa faz um “summoning” e não obtém nenhuma resposta, ela poderá repetir o “summoning”. Ela não precisa, porém, esperar muito para perceber a ausência de A, pois a relevância condicional de uma A a um S é limitada pela necessidade de uma justaposição imediata, ou seja, um item que pode ser usado como resposta a um “summoning”, não será compreendido como tal se vier temporalmente separado do “summons”. Uma outra questão que o autor destaca é que A termina a seqüência, o que implica que, completando uma seqüência SA, quem fez o “summons” original não pode fazer um outro “summons”.

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