Author:
Guilherme Statter
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Date Posted: 25/01/05 20:45:00
In reply to:
João Carlos
's message, "O verdadeiro dilema do sistema que queremos" on 25/01/05 19:54:27
A questão de um "sistema alternativo" ao capitalismo é uma questão tão vasta que não cabe agora (e aqui) discutir.
Só para lhe chamar a atenção para aspectos do seu texto.
Sublinho as partes que mais me interessa "criticar".
Se queremos uma sociedade não capitalista ou não. E se a queremos, claro quenão é displicente, muito antes pelo contrário, a quem pertencem os instrumentos do nosso bem-estar. Não é um falso dilema...é uma questão central!!!
Quanto à eficiência, que é que isso tem a ver com a
propriedade?.
Tanto se pode ter um bom serviço público como um mau, tanto se pode ter um bom serviço privado como um mau....mas, mesmo nesse caso, eu voto para a formção dos governos que gerem em última instância o público, teoriacmente, pelo menos, posso expulsar quem gere mal, agora no privado não posso votar, não posso expulsar ninguém.
1. A questão do nosso bem-estar tem que ser "descascada" nos seus elementos constitutivos.
É que há bens e serviços que pela sua natureza não podem deixar de ser "produzidos" e "ter efeitos" no ambito do domínio público.
Desde a saúde pública (controle de epidemias, controle de qualidade alimentar...) à qualidade do ar ou da água dos rios.
2. Quanto à relação entre a eficiência e a qualidade dos serviços recebidos, é capaz de ser exactamente ao contrário.
Em princípio pode-se "votar contra" nas eleições seguintes e aqueles políticos - que não foram "eficientes" - vão à vida. No caso dos funcionários a coisa fia mais fino, Como se tem visto.
Na prática do poder autárquico, são frequentes as situações de pura incapacidade/impotência dos eleitos perante o poder real dos quadros directivos.
Já no caso do "privado", a situação é oposta.
A - De um ponto de vista de consumidor, se não está satisfeito, o cidadão sai a porta ed "vai comprar" ao lado.
B - De um ponto de vista de trabalhador, se não gostar do "patrão" o cidadão sai a porta e procura outra empresa para vender a sua força-de-trabalho.
Claro que esta lógica só é válida em igualdade de circunstâncias no mercado de trabalho!!!
Cordiais saudações,
Guilherme Statter
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